Avançar para o conteúdo principal

Deco pede redução do IVA da eletricidade à semelhança do que acontece em Espanha



 O IVA da eletricidade em Espanha vai baixar pela segunda vez no último ano, agora de 10% para 5%, anunciou o líder do Governo espanhol, o socialista Pedro Sánchez.


A Deco, associação para a defesa do consumidor, desafiou o Governo a baixar o IVA em todas as componentes da fatura da eletricidade, à semelhança do que vai acontecer em Espanha.


"A Deco desafia o Governo português a lançar mão de uma iniciativa similar à aplicada pelo país vizinho e a aprovar uma redução do IVA [Imposto sobre o Valor Acrescentado] em todas as componentes da fatura da eletricidade, de forma a aliviar a taxa de esforço dos consumidores para o acesso a um serviço considerado público e essencial", vincou, em comunicado.


O IVA da eletricidade em Espanha vai baixar pela segunda vez no último ano, agora de 10% para 5%, anunciou hoje o líder do Governo espanhol, o socialista Pedro Sánchez.


A medida será aprovada no sábado, num conselho de ministros extraordinário que vai adotar um novo pacote de respostas à crise gerada pela guerra na Ucrânia e a consequente subida dos preços, indicou Sánchez, que falava no Congresso espanhol (parlamento).


"Em resposta a vários dos pedidos que lhe foram dirigidos pela Deco, o Governo português refere que para reduzir o IVA é necessária a aprovação da Comissão Europeia. Porém, o espanhol prepara-se para implementar a redução do IVA na eletricidade para 5%, como resposta urgente à crise provocada pela invasão da Ucrânia. E Portugal? Porque motivo obtemos uma resposta diferente? O que será necessário fazer e demonstrar mais para convencer o Governo nacional a descer o IVA, como medida a ser aplicada urgentemente?", questionou.


Para a associação, é urgente que o executivo adote medidas para reduzir os encargos suportados pelos consumidores, destacando que a fatura de eletricidade e gás tem um peso "considerável" no orçamento familiar.


A Deco lembrou que, atualmente, é aplicada uma taxa reduzida de IVA (6%) á componente fixa da tarifa de acesso às redes nos fornecimentos de eletricidade com uma potência contratada que não ultrapasse os 3,45 quilovolt-amperes (Kva).


Contudo, defendeu que esta medida não é "minimamente suficiente" para evitar que o valor a pagar se torne "insustentável" para muitos consumidores, cujo rendimento, muitas vezes, não ultrapassa os 705 euros mensais, abaixo dos 1.000 euros recebidos em Espanha.


"[...] A Deco considera que é urgente uma atuação concreta e rápida do Governo que permite a sustentabilidade das famílias portuguesas", concluiu.


Espanha vai baixar, pela segunda vez no último ano, o IVA da eletricidade, que passou, inicialmente, da taxa geral de 21% para os atuais 10%.


Além de ter baixado o IVA, em junho de 2021, o Governo espanhol acabou com o imposto sobre a geração de eletricidade (que era de 7%) e baixou o designado imposto especial de 5,1% para 0,5%, o mínimo permitido pela legislação europeia.


O Governo espanhol aprovou em 29 de março um "plano de resposta" ao impacto económico da guerra na Ucrânia, num montante de 16.000 milhões de euros, dos quais 6.000 milhões correspondem a ajudas diretas e reduções de impostos e outros 10.000 milhões à criação de uma linha de crédito garantida pelo Estado.


Entre as medidas do plano, em vigor até ao final deste mês, estão descontos nos combustíveis, a limitação dos aumentos de preços nos contratos de arrendamento de habitação a 2% e o aumento de 15% do rendimento mínimo garantido às famílias mais vulneráveis.


Deco pede redução do IVA da eletricidade à semelhança do que acontece em Espanha (dinheirovivo.pt)


Comentários

Notícias mais vistas:

Construção da maior central solar em Portugal encravada há mais de dois anos na justiça, apesar de aprovada

Santa Luzia in northeastern Brazil.  EPA/SEBASTIAO MOREIRA  Desde 2024 que a autorização ambiental dada à central solar Fernando Pessoa foi suspensa por decisão do juiz e após impugnação do Ministério Público. Agência do Ambiente recorreu, mas não há decisão. A maior central solar aprovada para Portugal, com mais de mil megawatts (MW) de potência, está parada há mais de dois anos, na sequência de processos judiciais colocados contra a aprovação emitida pelas autoridades ambientais. A atribulada história do projeto, que foi batizado com o nome do poeta Fernando Pessoa, mostra que o licenciamento ambiental — por intervenção da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ou do ICNF (Instituto da Conservação da Natureza de Florestas) — nem sempre é o maior obstáculo à execução dos projetos de energias renováveis. A central solar fotovoltaica Fernando Pessoa está prevista para o concelho de Santiago do Cacém e obteve uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em jane...

Este restaurante é tão bom que há pessoas proibidas por lei de irem lá comer

  Não é um local que sirva para ir todos os dias, mas antes em ocasiões bastante especiais. Ainda assim, nem nessas circunstâncias algumas pessoas podem entrar, mesmo que ninguém saiba porquê Como refúgio secreto outrora reservado aos antigos imperadores da China, para além da vigilância dos homens de negro que guardam a entrada em frente ao histórico Templo Lama de Pequim, um estreito caminho de pedra conduz silenciosamente a um pátio. A névoa flutua suavemente ao longo da passadeira. No final do mesmo, uma mulher envolta num manto simples sobre um vestido tradicional chinês aguarda junto a um muro caiado que protege o pátio das ruas movimentadas da antiga Pequim. Com um gesto delicado, convida os visitantes a entrar no restaurante. Não é o tipo de restaurante que se frequenta todos os dias. É um local reservado para ocasiões especiais: pedidos de casamento, aniversários ou receções. Contudo, há um tipo de convidado que não pode desfrutar do elegante estabelecimento, nem mesmo em ...

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...