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Secretas dos EUA estudam estado mental de Putin. As conclusões preocupam


© Sputnik/Andrei Gorshkov/Kremlin via REUTERS


 Segundo os serviços de informação dos EUA, as ações de Vladimir Putin poderão ter sido impactadas pelos dois anos de isolamento. O perfil que é desenhado do líder russo revela uma personalidade paranoica e que tenderá a agravar a situação.


As secretas norte-americanas transformaram a avaliação do estado mental de Vladimir Putin numa prioridade na última semana, tentando avaliar o seu impacto na gestão da crise ucraniana, segundo indicava a CNN na semana passada.


Agora, o New York Times indica que o debate, neste âmbito, está centrado nos últimos dois anos de pandemia e na possibilidade da sua determinação em ocupar a Ucrânia ter sido impactada pelos dois anos de isolamento ou por algum sentimento de que este era o melhor momento para reconstruir a influência russa e assegurar o seu legado.


Citando conclusões dos serviços de informação, o jornal norte-americano explica que, ao contrário do que aconteceu com a população russa, o presidente passou os últimos dois anos numa “bolha de proteção” mais apertada do que outros chefes de Estado. As reuniões foram quase sempre por videoconferência e quando presenciais, já este ano, é assegurada uma distância de segurança que, inclusive, se tornou motivo de troça nas redes sociais.


Não esquecer, ainda, a preocupação com acesso a material biológico. Alguns líderes, como Emmanuel Macron ou Olaf Scholz recusaram fazer um teste de rastreio ao vírus SARS-CoV-2 no encontro com o homólogo russo, num ambiente de desconfiança bilateral.


Estas preocupações, disseram os serviços de informação à Casa Branca e ao Congresso, refletem a sua idade (aos 69 anos seria um doente de risco, se contraísse o vírus SARS-CoV-2), mas também algo que descrevem como paranoia decorrente da sua carreira como espião ao serviço do K.G.B (serviços secretos russos).


Segundo os elementos das secretas norte-americanas, Vladimir Putin tende a agravar uma situação quando se sente encurralado pelos seus próprios excessos, descrevendo uma série de cenários e possíveis reações - que variam desde o bombardeamento indiscriminado de cidades ucranianas, para compensar erros iniciais do seu exército, a ciberataques dirigidos ao sistema financeiro norte-americano, ou mais ameaças nucleares e, talvez, movimentos no sentido de levar a invasão além das fronteiras da Ucrânia.


Recorde-se que a Rússia lançou, na madrugada de 24 de fevereiro, uma ofensiva militar à Ucrânia e as autoridades de Kiev contabilizaram, até ao momento, mais de 2.000 civis mortos, incluindo crianças. Segundo a ONU, os ataques já provocaram mais de 1,2 milhões de refugiados.


A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas para isolar ainda mais Moscovo


Secretas dos EUA estudam estado mental de Putin. As conclusões preocupam (noticiasaominuto.com)

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