Avançar para o conteúdo principal

Adeus Huawei e olá TD Tech: o rebranding da marca chinesa


  Huawei nova 8 pro na imagem.


 A Huawei tenta contornar todas as restrições de que é alvo por parte das autoridades norte-americanas.


A estratégia mais recente passa por lançar os seus equipamentos sob a chancela de uma marca diferente: a TD Tech.


A Huawei tem sido um alvo frequente das autoridades norte-americanas que, em nome da segurança nacional do país, têm imposto as mais diversas restrições à fabricante chinesa. Por sua vez, a Huawei tentar contornar todas as proibições com soluções por vezes criativas.


É exatamente esse o caso. A nova estratégia da Huawei passa por lançar todos os seus novos produtos sob uma marca nova: a TD Tech. A partir de agora, os produtos Huawei vão ser lançados com o nome TD Tech e o melhor exemplo é o smartphone TD Tech N8 Pro que, na realidade, é o Huawei Nova 8 Pro.


Mas o rebranding da Huawei vai mais longe e todos os smartphones atuais das séries Mate, P, Nova e Enjoy serão relançados com o novo nome TD Tech. No futuro, todos os novos equipamentos como tablets, smartwatches, televisores, pulseiras fitness e, claro, smartphones da marca chinesa vão ser lançados já sob a chancela TD Tech.


Recentemente, foi noticiado que a receita da Huawei Technologies caiu em cerca de 38% no terceiro trimestre deste ano quando em comparação com o período homólogo do ano passado. E as sanções impostas pelos Estados Unidos da América terão contribuído para este decréscimo, assim como prejudicaram a produção da Huawei e o desenvolvimento de potenciais áreas de crescimento.


Receitas da marca chinesa estão abaixo dos valores obtidos em anos anteriores

E de acordo com a agência de notícias Reuters outros indicadores financeiros, refletem a queda da Huawei. Por exemplo, nos três primeiros trimestres deste ano, a receita da fabricante chinesa foi quase um terço menor do que a registada no mesmo período do ano passado.


Claro que factores como a pandemia Covid-19, assim como a crise global de fornecimento de componentes também terão tido o seu papel na receita mais reduzida. No entanto, as restrições impostas à Huawei são as principais responsáveis pela queda da marca, até no que diz respeito à sua visibilidade – pelo menos no mercado da América do Norte.


Recorde-se que em 2019, a Huawei foi colocada numa lista negra dos EUA que não permite à fabricante chinesa ter acesso a tecnologias norte-americanas essenciais para o desenvolvimento dos seus produtos. Nesse sentido, a empresa perdeu a capacidade de comprar componentes a fornecedores terceiros, o que prejudicou significativamente a sua produção de smartphones.


https://4gnews.pt/adeus-huawei-e-ola-td-tech-o-rebranding-da-marca-chinesa/

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Portugal com terceira maior subida do PIB na zona euro no segundo trimestre

 Na comparação com o primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,4% na área do euro e 0,5% na UE, e Portugal apresentou a quarta maior subida em cadeia (0,8%). A economia da zona euro avançou, no segundo trimestre, 1,0% e a da União Europeia (UE) 1,2%, face ao período homólogo, com Portugal a registar a terceira maior subida (2,5%), divulga hoje o Eurostat. Na comparação com o primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,4% na área do euro e 0,5% na UE, e Portugal apresentou a quarta maior subida em cadeia (0,8%). Entre os Estados-membros, os maiores crescimentos homólogos do PIB registaram-se, entre abril e junho, na Lituânia (3,8%), na Suécia (2,8%), em Portugal e na Finlândia (2,8% cada), tendo a única quebra sido apresentada pela Irlanda (-5,6%). Comparando com o primeiro trimestre, de acordo com os dados do gabinete estatístico da UE, a Irlanda (3,9%) registou o maior aumento no PIB, seguida pela Lituânia (1,7%) e pela Suécia (1,4%). As taxas de ...

El Niño atinge intensidade sem precedentes

  A Organização Meteorológica Mundial confirma: "O El Niño atinge uma intensidade sem precedentes desde há vários anos" A OMM confirmou que o fenómeno El Niño continuará a intensificar-se até se tornar um fenómeno forte entre agosto e outubro, com impactos nas temperaturas e nas precipitações em várias regiões do planeta. O oceano caminha para um aquecimento acentuado das águas superficiais no Pacífico central e oriental. O fenómeno do El Niño continua a ganhar força no oceano Pacífico equatorial e tudo indica que será um dos principais fatores que irão moldar o comportamento do clima mundial nos próximos meses . Foi o que confirmou a Organização Meteorológica Mundial (OMM), que prevê que o fenómeno atinja uma intensidade forte durante o trimestre de agosto a outubro de 2026. De acordo com a última Atualização Climática Sazonal Global da organização, os diversos modelos climáticos internacionais coincidem na previsão de um aquecimento acentuado das águas superficiais do Pací...