Avançar para o conteúdo principal

Há ambulâncias do INEM paradas devido à nova cor

A caracterização das novas ambulâncias do INEM é ilegal e o IMT está a rejeitar licenças de transporte de doentes. Há 14 ambulâncias paradas.

São 14 as ambulâncias de emergência médica que estão paradas devido à nova cor e identificação, que não estão legalmente regulamentadas.

Segundo o Jornal de Notícias, os novos veículos – vermelhos na traseira e com a identificação da corporação a que pertencem – estão a chumbar na hora da emissão da licença de transporte de doentes pelo Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT), o último passo antes de poderem circular legalmente.

Estas viaturas não podem circular de forma legal e em causa está a sua nova caracterização, que a entidade recusa. Uma situação que para a Liga de Bombeiros Portugueses é “caricata” mas também “irresponsável“.

Jaime Marta Soes, presidente da Liga, disse ao jornal que o IMT será responsabilizado caso alguém fique sem socorro devido à falta de meios. Por outro lado, o IMT limita-se a afirmar que esta situação “decorre do enquadramento legal vigente” e que está a trabalhar com o INEM “num mecanismo que permita ultrapassar estes constrangimentos”.

O INEM pediu à tutela, em dezembro, a alteração do Regulamento de Transportes de Doentes (no qual define a sua caracterização), mas o despacho ainda não foi publicado.

“A caracterização das ambulâncias é um requisito que não deve impedir, por si só, a emissão de licença de transporte de doentes”, considera o INEM, assegurando que já alertou o IMT do “evidente interesse público em que as novas ambulâncias entrem ao serviço o mais rapidamente possível”.

Perante esta situação, há corporações que garantem, porem, que na próxima segunda-feira os veículos vão para a rua “com ou sem papel”, porque não vão recusar socorro a quem precisa.

https://zap.aeiou.pt/ambulancia-inem-paradas-nova-cor-198012

Comentários

Notícias mais vistas:

Construção da maior central solar em Portugal encravada há mais de dois anos na justiça, apesar de aprovada

Santa Luzia in northeastern Brazil.  EPA/SEBASTIAO MOREIRA  Desde 2024 que a autorização ambiental dada à central solar Fernando Pessoa foi suspensa por decisão do juiz e após impugnação do Ministério Público. Agência do Ambiente recorreu, mas não há decisão. A maior central solar aprovada para Portugal, com mais de mil megawatts (MW) de potência, está parada há mais de dois anos, na sequência de processos judiciais colocados contra a aprovação emitida pelas autoridades ambientais. A atribulada história do projeto, que foi batizado com o nome do poeta Fernando Pessoa, mostra que o licenciamento ambiental — por intervenção da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ou do ICNF (Instituto da Conservação da Natureza de Florestas) — nem sempre é o maior obstáculo à execução dos projetos de energias renováveis. A central solar fotovoltaica Fernando Pessoa está prevista para o concelho de Santiago do Cacém e obteve uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em jane...

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Governo assina contrato para DSTelecom levar fibra ótica a todo o país

Miguel Pinto Luz evidenciou que este projeto vai 'tornar viável viver e trabalhar fora das áreas metropolitanas'. - Luís Manuel Neves / Medialivre O Governo já assinou o contrato que vai permitir que a DSTelecom equipe Portugal com rede de fibra ótica, eliminando a atual fragmentação - as chamadas áreas brancas - que se tem sentido no acesso a internet, especialmente àquela de alta velocidade. O contrato foi assinado com as cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e a operadora que ganhou o concurso internacional em 2025. A DSTelecom vai ficar responsável pela instalação, gestão, exploração e manutenção das redes de comunicações eletrónicas de capacidade muito elevada, tendo o objetivo de dar cobertura a todo o território nacional. De acordo com o Executivo, esta instalação e consequente implementação visar levar internet mais rápida a edifícios residenciais e não residenciais, nomeadamente à indústria, comércio e atividades agrícolas. Em comunicado, o ministro...