Avançar para o conteúdo principal

Estado continua a gastar muito dinheiro consigo próprio


Miguel Sousa Tavares comentou a entrevista que Mário Centeno deu no Jornal das 8 da TVI, esta terça-feira.

O comentador afirmou que o OE2020 pode vir a ser um orçamento histórico se for executado até ao fim, algo, que defende, o ministro das Finanças tem cumprido nos últimos quatro anos.

Sousa Tavares afirmou que a existência de superavit tem tanta importância como as alterações climáticas, devido à importância de não deixar dívidas às gerações futuras.

É a nossa obrigaçõa moral”, disse.

No entanto, Miguel Sousa Tavares afirmou que a nova subida dos impostos e da despesa não é reprodutiva, esclarecendo que os 942 milhões de euros para a saúde são essencialmente para pagar dívidas.

O comentador afirmou ainda que o “Estado continua a gastar muito dinheiro consigo próprio”.

“Se a riqueza do país só cresce 1.8% e a riqueza do estado cresce 9% será que o Estado não está a gastar dinheiro a mais?”, questionou no Jornal das 8.

Sobre a inclusão de incentivos à transferência de habitações em alojamento local para alojamento habitacional no OE, Sousa Tavares lembrou que foi o Governo que incentivou o investimento no Alojamento Local e que agora, “a meio do processo”, mudou “as regras do jogo depois de as famílias investirem as suas riquezas”.

“O que é que o Governo vai dizer a essas pessoas? Que é preciso defender o centro de Lisboa e Porto e por isso dobraram o imposto?”, questionou.

https://www.msn.com/pt-pt/meteorologia/ultimas-noticias/%e2%80%9cestado-continua-a-gastar-muito-dinheiro-consigo-pr%c3%b3prio%e2%80%9d/ar-BBY5WFQ

Comentários

Notícias mais vistas:

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Defender a escola pública

 1. Escrevo sobre o conflito que envolve os professores preocupada, em primeiro lugar, com o efeito que este está a ter na degradação da escola pública, na imagem e na confiança dos pais no sistema educativo, nos danos que estão a ser causados a milhares de alunos cujas famílias não têm condições para lhes proporcionar explicações ou frequência de colégios privados. Parece-me importante que, nas negociações entre Governo e sindicatos, esta dimensão do problema seja equacionada. Escrevo, em segundo lugar, porque espero poder dar um contributo para a compreensão e boa resolução do conflito, apesar de todo o ruído e falta de capacidade para ouvir. 2. Nos anos pré-pandemia, eram muitos os sinais das dificuldades das escolas em prestar um serviço de qualidade. A existência de milhares de alunos sem professor, em várias disciplinas e em vários pontos do país, gerou um clamor sobre a falta de docentes e a fraca atratividade da carreira. Porém, o problema da falta de professores nas escola...