Avançar para o conteúdo principal

Carros elétricos sem bateria cada vez mais próximos


Os carros elétricos com funcionamento sem bateria estão cada vez mais próximos.

A Nissan concluiu acordo com o Instituto de Pesquisas Energética e Nucleares da USP (IPEN) no sentido de desenvolver um carro elétrico sem bateria! De referir que já existia uma parceira com a Unicamp para o desenvolvimento do “fuel cell” a etanol!

Nissan e o carro elétrico sem bateria
O projeto tem por base a premissa de um carro elétrico sem baterias e com uma autonomia de 600km consumindo apenas 30 litros de etanol! Protótipo já se encontra em testes, tendo sido desenvolvido pela Unicamp!

Agora, a Nissan, deu por concluído um novo acordo, mas agora com o IPEN para desenvolver uma nova célula a combustível que possa funcionar com etanol invés de hidrogénio!

A empresa nipónica foi a primeira a lançar para testes o protótipo de um carro elétrico que funciona apenas a partir da energia elétrica gerada pelo bioetanol; sendo que o Brasil é essencial para o desenvolvimento deste projeto, bem como da sua viabilidade, isso porque já conta com uma rede de distribuição de etanol!

Os primeiros testes remontam a 2016 e 2017, pela equipa de Pesquisa e Desenvolvimento da Nissan no Brasil! Mas agora o projeto foi transferido para o Japão, mas sempre com a colaboração da equipa de engenharia da empresa presente no Brasil!

Aplicação da Fuel Cell
A tecnologia da fuel cell já é usada por várias empresas automóveis, como a Toyota, Honda e Hyundai, mas são alimentados por hidrogénio de produção, armazenamento e distribuição complexos!

Ao se querer substituir o hidrogénio por etanol, consegue-se um motor limpo e mais eficiente!

Ao funcionar apenas com etanol (100%) ou água misturada com derivado da cana, as emissões de carbona são zero… será como uma parte do ciclo natural do carbono!

Tem ainda outra vantagem, permitindo a aceleração viva e condução silenciosa de um carro elétrico. Esta célula de combustível e-Bio permite reduzir nos custos de manutenção, e ao mesmo tempo ter uma autonomia superior à de um veículo movido a combustíveis fósseis!

O protótipo da célula de combustível e-Bio é abastecido 100% por etanol, carregando uma bateria de 24 kWh, e autonomia de mais de 600 km!

Vídeo de apresentação da tecnologia da Nissan
https://youtu.be/HF-eE8pRzMw

Fontes de bioetanol
As fontes do bioetanol são na sua maioria cana de açúcar e do milho. Como são dois alimentos já difundidos na América do Norte e Sul, existem já infraestruturas que permitem a sua comercialização e assim são fáceis de adquirir!

Outra grande vantagem do bioetanol, é que como se encontra tão facilmente e uma baixa combustibilidade de água misturada com etanol permite que o sistema não esteja dependente ou restringido pelas infraestruturas de carregamento existente, o que o torna mais fácil de entrar no mercado!

https://www.portal-energia.com/carros-eletricos-sem-bateria-148085/

Comentário do Wilson:
Pelo vídeo consegui perceber que esta tecnologia baseia-se em transformar o etanol em hidrogénio e só depois transformar o hidrogénio em electricidade. Parece-me uma parvoíce transformar o Etanol em Hidrogénio dentro do veículo, pois acarreta mais custos e mais peso a transportar pelo veículo. Essa transformação deveria ser feita fora do veículo. Se for mais fácil transportar (para as estações de serviço) o etanol do que o hidrogénio então a produção de hidrogénio poderia ser nas próprias estações de serviço que comprariam o etanol e venderiam o hidrogénio.

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Hidrogénio verde deve começar a ser produzido em Sines em 2025

 © Paulo Spranger/Global Imagens  GreenH2Atlantic é o projeto que integra empresas como a EDP, Galp, Martifer, Efacec e Bondalti, e que acaba de receber luz verde de Bruxelas. Construção da unidade industrial apontada para 2023. Início da produção em 2025. A partir da central termoelétrica de Sines vai começar-se a produzir hidrogénio renovável (leia-se verde) dentro de quatro anos, graças ao projeto GreenH2Atlantic. Este projeto é responsabilidade de um consórcio de 13 entidades e acaba de ser selecionado por Bruxelas para ser apoiado por um fundo de 30 milhões de euros, no âmbito do programa Horizon 2020 - Green Deal, foi esta terça-feira anunciado. "Um consórcio de 13 empresas e parceiros de investigação foi selecionado pela Comissão Europeia no âmbito do Green Deal para desenvolver um projeto de produção de hidrogénio verde de 100 MW [megawatts] em Sines", lê-se num comunicado da EDP, que integra o projeto. O consórcio integra também a Galp, a Martifer, a Efacec, a Engie,...

Comissão Europeia dá 'luz verde' a compra do grupo da FNAC por empresa checa

 O executivo comunitário justifica que a operação "não suscita preocupações em matéria de concorrência, tendo em conta o seu impacto limitado na concorrência nos mercados em que as empresas exercem a sua atividade". A Comissão Europeia anunciou esta terça-feira ter aprovado a aquisição do controlo exclusivo do grupo francês Fnac Darty pelo Grupo EP, do multimilionário checo Daniel Kretinsky, por considerar que a operação não suscita preocupações em matéria de concorrência. O executivo comunitário justifica que a operação, respeitante ao setor da distribuição a retalho de bens de consumo, incluindo produtos eletrónicos e livros, "não suscita preocupações em matéria de concorrência, tendo em conta o seu impacto limitado na concorrência nos mercados em que as empresas exercem a sua atividade". O grupo francês Fnac Darty é um dos principais operadores europeus de distribuição de produtos culturais, eletrónicos e tecnológicos e de equipamentos para o lar. Junta as marcas...