Avançar para o conteúdo principal

MIT ensina carros autónomos a reconhecerem condutores egoístas


Uma equipa de investigadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, propõe a classificação de condutores como altruístas ou egoístas, para ensinar aos carros autónomos qual o melhor comportamento perante diferentes situações

O Laboratório de Ciências Computacionais e Inteligência Artificial (CSAIL) do MIT pretende ensinar aos modelos de Inteligência Artificial (IA) que nem todos os humanos têm os comportamentos mais lógicos ao volante. A interpretação requer uma componente de análise comportamental e de consciência social que os sistemas não possuem. Assim, os investigadores recorreram à psicologia social para classificar os condutores como egoístas ou altruístas e sugerem que esta classificação vai ajudar o veículo a tomar a melhor decisão e ajustar-se mais rapidamente a diferentes cenários de condução.

Com este sistema de classificação, o algoritmo foi capaz de prever movimentos de outros carros ou mudanças de faixa abruptas com 25% maior eficácia do que o previamente conseguido, explica o Engadget.

Wilko Schwarting, o autor principal do estudo, explica que «trabalhar com e à volta de humanos implica perceber quais são as suas intenções para melhor perceber o seu comportamento. (...) A tendência para as pessoas serem colaborativas ou competitivas espelha-se muitas vezes na forma como se comportam ao volante. Neste estudo, procuramos perceber se isto é algo que podemos quantificar».

Para já, as conclusões ficam no papel e ainda serão necessárias mais análises até que possam ser implementadas em situações reais. Um dos próximos passos é incluir dados de peões, ciclistas e outros sistemas robotizados.

http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/mercados/2019-11-19-MIT-ensina-carros-autonomos-a-reconhecerem-condutores-egoistas

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Técnico (IST) lidera consórcio para o estudo de plasmas contendo antimatéria

O Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa lidera consórcio com financiamento europeu para o estudo de plasmas contendo antimatéria. Ao longo dos próximos quatro anos, projeto PAIR trabalhará para criar, diagnosticar e modelar “plasmas de pares”, um estado único da matéria contendo eletrões e positrões. Ao longo dos próximos quatro anos, o Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, encabeçará um consórcio dos principais centros mundiais de física e computação na área da física de plasmas com o intuito de estudar ‘plasmas de pares’, um estado único da matéria contendo eletrões e a sua contraparte de antimatéria, os positrões. O projeto, Plasma Antimatter Investigation and Realization (PAIR), recebeu financiamento através do programa Horizonte Europa da União Europeia. Durante décadas, o estudo destes ‘plasmas de pares’ limitou-se maioritariamente a cálculos teóricos e observações telescópicas distantes, dada a natureza exótica deste estado da matéria. Com esta inici...

Origem da vida: Encontrado açúcar nas profundezas da Via Láctea

 - Cientistas detectaram eritrulose, um açúcar, no meio interestelar da Via Láctea.   - Descoberta feita com radiotelescópios, confirmada por assinaturas espectrais.   - Açúcares são essenciais para RNA/DNA; reforça que podem surgir no espaço, antes de planetas.   - Açúcares já foram achados em asteroides e cometas, mas a origem deles era incerta.   - Estudo sugere que toneladas desses compostos podem ter chegado à Terra via impactos celestes.   - Intrigante: não foi encontrado um açúcar mais simples (3 carbonos), contrariando modelos químicos.   - Próximo passo: procurar ribose e desoxirribose no espaço Cientistas detectam açúcar nas profundezas da Via Láctea — e reforçam hipóteses sobre origem da vida Estudo identifica pela primeira vez uma molécula de açúcar no meio interestelar e amplia as hipóteses sobre a origem dos compostos que deram origem à vida A busca por entender como os primeiros compostos essenciais para a v...