Avançar para o conteúdo principal

MIT ensina carros autónomos a reconhecerem condutores egoístas


Uma equipa de investigadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, propõe a classificação de condutores como altruístas ou egoístas, para ensinar aos carros autónomos qual o melhor comportamento perante diferentes situações

O Laboratório de Ciências Computacionais e Inteligência Artificial (CSAIL) do MIT pretende ensinar aos modelos de Inteligência Artificial (IA) que nem todos os humanos têm os comportamentos mais lógicos ao volante. A interpretação requer uma componente de análise comportamental e de consciência social que os sistemas não possuem. Assim, os investigadores recorreram à psicologia social para classificar os condutores como egoístas ou altruístas e sugerem que esta classificação vai ajudar o veículo a tomar a melhor decisão e ajustar-se mais rapidamente a diferentes cenários de condução.

Com este sistema de classificação, o algoritmo foi capaz de prever movimentos de outros carros ou mudanças de faixa abruptas com 25% maior eficácia do que o previamente conseguido, explica o Engadget.

Wilko Schwarting, o autor principal do estudo, explica que «trabalhar com e à volta de humanos implica perceber quais são as suas intenções para melhor perceber o seu comportamento. (...) A tendência para as pessoas serem colaborativas ou competitivas espelha-se muitas vezes na forma como se comportam ao volante. Neste estudo, procuramos perceber se isto é algo que podemos quantificar».

Para já, as conclusões ficam no papel e ainda serão necessárias mais análises até que possam ser implementadas em situações reais. Um dos próximos passos é incluir dados de peões, ciclistas e outros sistemas robotizados.

http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/mercados/2019-11-19-MIT-ensina-carros-autonomos-a-reconhecerem-condutores-egoistas

Comentários

Notícias mais vistas:

Ucrânia acusa Hungria de fazer sete funcionários de banco ucraniano reféns em Budapeste

 Kiev acusa as autoridades húngaras de terem raptado sete funcionários do Oschadbank da Ucrânia, e terem apreendido uma grande quantidade de dinheiro e ouro. Uma nova escalada numa amarga disputa diplomática entre Orbán e Zelenskyy. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia acusou na quinta-feira a Hungria de fazer sete funcionários de um banco ucraniano reféns em Budapeste, num momento de elevada tensão entre os dois países. "Em Budapeste, as autoridades húngaras fizeram sete cidadãos ucranianos reféns. Os motivos permanecem desconhecidos, assim como o seu estado de saúde atual", escreveu Andriy Sybiga. Segundo o chefe da diplomacia ucraniana, os detidos são "funcionários do banco estatal Oschadbank que operavam dois veículos do banco em trânsito entre a Áustria e a Ucrânia, transportando dinheiro". "Trata-se de terrorismo e de extorsão patrocinada pelo Estado" perpetrada pela Hungria, denunciou o ministro, afirmando já ter enviado uma nota oficial ...

Filhos de Donald Trump investem em startup de drones que quer usar tecnologia ucraniana

  Foto: Instagram @powerus_ Os filhos do presidente dos Estados Unidos,  Donald Trump , estão apoiando um novo fabricante de drones chamado Powerus, uma startup que pretende integrar tecnologia desenvolvida na Ucrânia em seus sistemas. A informação foi divulgada pelo  The Wall Street Journal . A empresa, fundada em 2025 em  West Palm Beach , na Flórida, planeja abrir capital na Nasdaq em breve. O movimento deve ocorrer por meio de uma fusão com a holding Aureus Greenway, que possui vários campos de golfe no estado da Flórida. Entre os acionistas da  Aureus Greenway  estão o fundo de investimentos da família Trump, American Ventures, a empresa Unusual Machines — onde Donald Trump Jr. atua como acionista e membro do conselho consultivo — e o banco de investimentos Dominari Securities, também ligado à família Trump. Foto: Instagram @powerus_ Segundo Andrew Fox, CEO da Powerus, a estratégia de fusão reflete a aposta em um setor com forte crescimento global. “O ...

Wall Street começa a chamar a atenção para os "ecos" da pior crise do século

  Para alguns investidores proeminentes, os paralelos com a crise dos subprimes parecem óbvios. Mas não há um consenso claro em Wall Street Nova Iorque -  Durante meses, investidores e analistas têm acompanhado de perto o obscuro setor financeiro conhecido como crédito privado, onde os sinais de alerta têm alimentado receios de uma repetição da crise financeira de 2008. Ainda não é claro se estes alertas representam apenas alguns erros isolados ou uma fragilidade sistémica mais grave no setor de 1,8 mil milhões de dólares. Mas, se esta última hipótese for sequer remotamente possível, vale a pena perceber o que raio se está a passar. Uma breve introdução ao "crédito privado" De uma forma muito simples, o termo refere-se aos investidores que emprestam dinheiro diretamente a empresas privadas, sem passar pelos bancos. Os mutuários — geralmente pequenas empresas que os bancos considerariam demasiado arriscadas ou complexas para um empréstimo tradicional — pagam uma taxa de juro m...