Avançar para o conteúdo principal

Células de combustível baseadas em água convertem CO2 em eletricidade

O problema das emissões poluentes continua presente e os investigadores tentam encontrar múltiplas soluções. Uma equipa do Japão pretende usar água para “dissolver” o dióxido de carbono e convertê-lo em eletricidade.



Investigadores do Ulsan National Institute of Science and Technology (UNIST), no Japão, criaram um sistema capaz de produzir continamente eletricidade e hidrogénio ao dissolver dióxido de carbono numa solução aquosa. Os cientistas inspiraram-se no facto de que muito do CO2 produzido atualmente ser absorvido pelos oceanos, aumentado a acidez da água. O conceito desenvolvido no Japão envolve também absorver o dióxido de carbono na água para produzir uma reação eletroquímica. Quando a acidez sobe, o número de protões aumenta e estes atraem eletrões.

Este processo pode ser usado para criar uma bateria onde a eletricidade é produzida com a remoção do dióxido de carbono, noticia o Digital Trends. Os elementos da bateria são semelhantes aos da célula de combustível, com um cátodo, um separador e um ânodo (catalisador). Os catalisadores ligam-se ao cátodo através de um cabo de chumbo e a reação começa com a injeção de CO2 na água. O sistema gera eletricidade e hidrogénio e pode funcionar de forma ininterrupta.

Os testes atuais, realizados em pequena escala, permitiram uma eficiência de cerca de 50%, valor considerado bastante positivo e promissor.

http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/ciencia/2019-01-21-Celulas-de-combustivel-baseadas-em-agua-convertem-CO2-em-eletricidade

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Portugal com terceira maior subida do PIB na zona euro no segundo trimestre

 Na comparação com o primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,4% na área do euro e 0,5% na UE, e Portugal apresentou a quarta maior subida em cadeia (0,8%). A economia da zona euro avançou, no segundo trimestre, 1,0% e a da União Europeia (UE) 1,2%, face ao período homólogo, com Portugal a registar a terceira maior subida (2,5%), divulga hoje o Eurostat. Na comparação com o primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,4% na área do euro e 0,5% na UE, e Portugal apresentou a quarta maior subida em cadeia (0,8%). Entre os Estados-membros, os maiores crescimentos homólogos do PIB registaram-se, entre abril e junho, na Lituânia (3,8%), na Suécia (2,8%), em Portugal e na Finlândia (2,8% cada), tendo a única quebra sido apresentada pela Irlanda (-5,6%). Comparando com o primeiro trimestre, de acordo com os dados do gabinete estatístico da UE, a Irlanda (3,9%) registou o maior aumento no PIB, seguida pela Lituânia (1,7%) e pela Suécia (1,4%). As taxas de ...

El Niño atinge intensidade sem precedentes

  A Organização Meteorológica Mundial confirma: "O El Niño atinge uma intensidade sem precedentes desde há vários anos" A OMM confirmou que o fenómeno El Niño continuará a intensificar-se até se tornar um fenómeno forte entre agosto e outubro, com impactos nas temperaturas e nas precipitações em várias regiões do planeta. O oceano caminha para um aquecimento acentuado das águas superficiais no Pacífico central e oriental. O fenómeno do El Niño continua a ganhar força no oceano Pacífico equatorial e tudo indica que será um dos principais fatores que irão moldar o comportamento do clima mundial nos próximos meses . Foi o que confirmou a Organização Meteorológica Mundial (OMM), que prevê que o fenómeno atinja uma intensidade forte durante o trimestre de agosto a outubro de 2026. De acordo com a última Atualização Climática Sazonal Global da organização, os diversos modelos climáticos internacionais coincidem na previsão de um aquecimento acentuado das águas superficiais do Pací...