Avançar para o conteúdo principal

Afinal, o que nos irá acontecer quando os pólos magnéticos inverterem?



Os campos magnéticos da Terra criam forças complexas à volta do planeta

A reversão dos pólos magnéticos da Terra pode parecer algo verdadeiramente assustador, mas será um evento perigoso? A resposta é não, ainda que com algumas ressalvas.

Os pólos magnéticos da Terra podem estar prestes a inverter. De acordo com observações recentes, sabemos que o campo magnético está a enfraquecer. Este e outros fatores fazem com que os cientistas se debrucem sobre este tema, afirmando que a inversão acontecerá mais cedo ou mais tarde. De qualquer das formas, defendem que não há qualquer motivo para nos preocuparmos.

Se analisarmos a história do nosso planeta, a inversão geomagnética sempre foi muito comum. E, mesmo com este contratempo, a vida conseguiu prosperar. Desta forma, os cientistas podem assegurar que não haverá nenhuma extinção em massa ou catástrofe global.

Registos fósseis mostram que os organismos vivos não sofreram com a mudança dos pólos ao longo do tempo. Além disso, também não há qualquer prova de que o alerta tenha levado a um aumento do número de terramotos, erupções vulcânicas ou mudanças dramáticas no clima.

O ponto de interrogação de toda esta questão surge na tecnologia. O campo magnético da Terra protege-nos contra as partículas eletricamente carregadas do vento solar e essa proteção é muito importante durante as tempestades solares, onde há um influxo maior do que o normal de partículas energéticas.

Apesar de estas partículas serem completamente inofensivas para os seres humanos, elas podem ser devastadoras para a tecnologia, adianta o IFL Science.

O problema, segundos os cientistas, é a ausência de acontecimentos anteriores que nos poderiam ajudar a antever as consequências da inversão dos pólos. O melhor exemplo é o Evento de Carrington, uma poderosa tempestade magnética que aconteceu em 1859.

Esta tempestade foi um verdadeiro pesadelo para a tecnologia: os sistemas de telégrafo falharam e, em muitos casos, deram choques elétricos aos operadores que os tentavam arranjar. Se esta tempestade acontecesse em 2019, os danos seriam certamente muito mais significativos: o custo estimado seria de milhares de milhões de dólares.

A inversão dos pólos não significa que a Terra passará a ter dois campos magnéticos. Se tomarmos um exemplo prático e nos imaginarmos com uma bússola a apontar para Norte, significa que, quando ocorrer uma reversão magnética completa, a seta vermelha da nossa bússola passará a apontar o Sul.

Todavia, entre estes dois eventos, há um período caótico em que múltiplos pólos podem formar-se de uma vez só, confundindo a nossa bússola e, até, os animais que usam o campo magnético para se orientarem. Apesar de caótico, este período pode durar milhares de anos – ou centenas, em raras exceções.

A última vez que houve uma inversão nos pólos magnéticos da Terra foi há 781 mil anos. A razão pela qual este fenómeno acontece ainda não é clara. O campo magnético é gerado pela rotação do núcleo externo de ferro fundido da Terra. O núcleo, que arrefece à medida que o tempo passa, cria movimento no núcleo externo devido à convecção.

A explicação que reúne mais consenso tem a ver com a turbulência que o ferro fundido sofre quando se move. É muito provável que este caos desempenhe um papel, mas ainda não está claro de que forma é que isso acontece.

https://zap.aeiou.pt/acontecer-quando-polos-inverterem-237724

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Governo renova 15.º mês e benefício fiscal para empresas que aumentem salários

Proposta de Orçamento do Estado para 2027 prevê renovação de medida conhecida como 15.º mês de salário, bem como o benefício em IRC para empresas que aumentem salários. Os prémios de produtividade e desempenho atribuídos pelas empresas aos trabalhadores até ao limite de 6% da retribuição base vão continuar isentos de IRS no próximo ano. Também o benefício em sede de IRC para as empresas que aumentam o salário médio em, pelo menos, 4,5% vai manter-se no próximo ano, de acordo com a proposta de Orçamento do Estado entregue esta quinta-feira no Parlamento pelo ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento. No que diz respeito à primeira dessas medidas, importa recordar que esta isenção fiscal foi proposta, inicialmente, pela Confederação Empresarial de Portugal (CIP), ainda com António Costa na liderança do Governo. A ideia era permitir aos empregadores pagar um 15.º mês de salário livre de impostos e contribuições sociais, sendo que o Executivo socialista não a acolheu, mas o Governo d...

Um sistema capaz de bloquear todas as comunicações inimigas numa região inteira muda as regras do combate

 Quando um artefato militar transforma o éter em silêncio, a geopolítica treme. Num teatro de operações hiperconectado, cortar o fio invisível que sustenta sensores, drones e redes táticas é mais que disrupção: é poder. “Sem voz, o exército mais ruidoso é apenas massa em movimento”, diz um estrategista anônimo. Essa capacidade redesenha o tempo do combate, alongando a incerteza do adversário e comprimindo a janela de decisão. Da superioridade cinética ao controle do espectro No século XXI, quem domina o espectro eletromagnético dobra o tabuleiro da estratégia. Não basta ver mais longe; é preciso fazer o oponente ver menos e ouvir nada. Sistemas que envelopam áreas inteiras com interferência convertem sinais em ruído, quebrando a trama que costura unidades, apoio de fogo e logística. “É como virar o céu em neblina digital”, descreve um oficial de campo. O efeito cascata na cadeia de comando Sem enlaces de dados, o ciclo OODA — observar, orientar, decidir, agir — perde cadência e tro...