Avançar para o conteúdo principal

Mazda diz não ao elétrico, mas diz sim ao gasóleo, gasolina, ao gás…

Não há como negar que, em geral, os carros elétricos são uma solução significativamente mais ecológica do que os veículos movidos a combustíveis fósseis. Contudo, o ser mais ecológico depende em grande parte das formas de produzir energia elétrica.

A Mazda acredita que os motores de combustão interna ainda fazem mais sentido em termos de emissões de CO2 do que os veículos elétricos.

Será que já estamos todos convencidos que “amanhã” as estradas estarão todas povoadas por máquinas elétricas ecológicas, é mesmo assim o futuro próxima?

Carros elétricos? A Mazda vê o futuro de outra forma
Parece que não é bem assim, tudo depende da forma de produzir eletricidade e em que parte do mundo essa energia é produzida.

Numa entrevista à CarAdvice no Salão do Automóvel de Los Angeles, Ichiro Hirose, diretor-executivo de desenvolvimento de motores da Mazda, revelou que a empresa continua comprometida com os motores a gasolina e que os motores de combustão interna continuarão a ser o seu foco principal.

Cada região e mercado tem diferentes métodos de gerar eletricidade. Assim, temos que ver como a eletricidade é gerada em cada região.

Nalguma regiões, pode ser limpo, portanto, os VEs são uma boa opção. Mas, noutras regiões, devido aos métodos de geração de energia e eletricidade, os motores de combustão interna podem ter mais vantagens em termos de emissões.

"Quando pensamos sobre o objetivo das reduções de CO2, penso que ainda há mais regiões em que os motores de combustão interna são mais adequados, então entendo que por enquanto ainda devemos concentrar-nos nesses motores."
Referiu o Ichiro Hirose.

O executivo da Mazda acredita que as modernas unidades de gás ainda podem obter muitas melhorias que podem torná-las 30% mais eficientes do que são agora.

Os motores a gasolina e gasóleo também não serão deixados para trás. A empresa japonesa acredita que o motor de ignição por compressão tem futuro e está a trabalhar ativamente em tecnologias avançadas para torná-lo ainda melhor e mais eficiente.

Na verdade, para os motores a gasóleo, a empresa tem feito um esforço no desenvolvimento de tecnologias que consigam tirar mais rentabilidade dos motores a gasóleo e poluir substancialmente menos.

"Especialmente nos dias de hoje, os SUVs são bastante populares – o que significa que os veículos são maiores e mais pesados, para esses tipos de veículos, em termos de redução de CO2, os motores a gasóleo ainda têm a vantagem… não há planos para eliminar o gasóleo."
Referiu o responsável da marca nipónica.

A Mazda não está comprometida apenas com os motores tradicionais a gasolina e gasóleo. Como foi anunciado recentemente, o fabricante está a trazer de volta o motor rotativo.

Este não alimentará um sexy coupé de duas portas, mas atuará como um extensor de alcance.

https://pplware.sapo.pt/motores/mazda-diz-nao-ao-eletrico-mas-diz-sim-ao-gasoleo-gasolina-ao-gas/

Comentários

Notícias mais vistas:

Tesla acaba com compra única do Full Self-Driving na Europa e impõe subscrição mensal

 O Full Self-Driving (FSD) da Tesla passa a custar 99€ por mês na Europa, uma vez que a opção de compra única foi removida do configurador. A Tesla deixou de disponibilizar na Europa a opção de compra única do sistema Full Self-Driving (FSD), passando a exigir uma subscrição mensal para aceder às funcionalidades avançadas de assistência à condução. Até agora, os compradores podiam adquirir o FSD através de um pagamento único de 7.500€, garantindo acesso permanente às funcionalidades associadas ao sistema, mas essa possibilidade foi eliminada. Em sua substituição, a Tesla introduziu um modelo de subscrição mensal no valor de 99€ para novos utilizadores que pretendam ativar o pacote completo. Nos casos em que o veículo já inclui o Autopilot Aperfeiçoado, o acesso às funcionalidades adicionais do FSD passa a custar 49€/mês. A Tesla também retirou do mercado europeu o Autopilot Aperfeiçoado, que funcionava como uma opção intermédia e tinha um custo de 3.800€. Este pacote incluía funcio...

Thales revela arma de micro-ondas capaz de derrubar 80 drones

Thales revela arma de micro-ondas capaz de derrubar 80 drones (X @AlexXplore) Por Wilson: Ao contrário de outras armas deste tipo, cujo objectivo é cortar o GPS ou a comunicação com o piloto, esta possui potência suficiente para destruir os componentes electrónicos do drone. Assim, esta arma consegue ser eficaz contra a nova geração de drones autónomos que utiliza visão computacional e IA e não é dependente de GPS ou do piloto. Por carroemotos/Militarnyi:  A arma de micro-ondas RapidDestroyer, desenvolvida pela Thales UK e parceiros da indústria britânica de defesa, alcançou um marco importante ao destruir 80 drones durante uma série de testes recentes. O sistema foi criado para neutralizar enxames de aeronaves não tripuladas por meio de energia dirigida por radiofrequência, uma tecnologia considerada cada vez mais relevante diante da crescente ameaça representada pelos drones no campo de batalha. O projeto conta com o apoio do Ministério da Defesa do Reino Unido e reúne empresas c...

Fortuna da família Trump em stablecoin é impulsionada por relação com a Binance

  Um empreendimento cripto da família Trump está gerando lucros elevados com sua entrada no mercado de stablecoins, em parte graças a um acordo promocional com a Binance Holdings Ltd Representação — Foto: Bloomberg Um empreendimento cripto da família Trump está gerando lucros elevados com sua entrada no mercado de stablecoins, em parte graças a um acordo promocional com a Binance Holdings Ltd. A World Liberty Financial Inc., cofundada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e por seus filhos, está a caminho de gerar quase US$ 150 milhões neste ano com a emissão da USD1, um token atrelado ao dólar lançado em março de 2025, segundo análise da Bloomberg News com base em divulgações públicas e documentos financeiros. O crescimento da stablecoin foi impulsionado pela Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, onde está concentrada a maior parte da USD1. A World Liberty não compartilha com a Binance a receita gerada pela USD1, segundo uma pessoa familiarizada com o as...