Avançar para o conteúdo principal

Inteligência Artificial projetou um íman sem terras raras em três meses. Impressionante!


Imagem do MagNex, um íman sem terras raras projetado pela Inteligência Artificial.


 Atualmente, a China produz 70% das terras raras e controla 90% da indústria de processamento. No caminho para tirar este domínio das mãos do império asiático, uma empresa britânica projetou e fabricou com IA um íman permanente 200 vezes mais rápido do que o habitual. O que aí está para vir é colossal!


O que são as "terras raras"?

As terras raras são um recurso muito valorizado pelos países mais industrializados. A este peculiar grupo de elementos químicos pertencem alguns metais tão raros e com nomes tão sugestivos como o neodímio, o promécio, o gadolínio, o ítrio ou o escândio, entre outros. Alguns deles são relativamente escassos e, além disso, raramente são encontrados de forma pura na natureza, mas o que os torna tão especiais são as suas propriedades físico-químicas.


As suas características estão fora do alcance dos outros elementos da tabela periódica, o que fez com que, nas últimas décadas, se consolidassem como um recurso muito valioso em várias indústrias, especialmente na eletrónica e nas energias renováveis. Intervêm, por exemplo, no fabrico dos motores dos carros híbridos e elétricos, das baterias, dos catalisadores, dos lasers, da fibra ótica, dos painéis LCD e, até mesmo, nos aerogeradores.


Domínio da China é um problema para o ocidente

O problema para os EUA, Europa e os países da sua órbita é que a China domina a indústria das terras raras. Segundo o Serviço Geológico dos EUA, durante muitos anos a China produziu mais de 90% deste recurso tão valioso.


No passado dia 21 de dezembro, o Governo chinês decidiu exercer a sua supremacia neste setor restringindo a exportação de algumas das suas tecnologias de processamento das terras raras, delineando uma clara manobra para defender os seus interesses estratégicos em plena confrontação com os EUA, Europa e os seus aliados.


Na conjuntura atual, os EUA, Europa, Japão e Austrália não parecem estar dispostos a manter esta dependência da China por muito mais tempo. Uma das estratégias em cima da mesa consiste em reduzir a utilização de terras raras tanto quanto possível, substituindo-as por outras matérias-primas. Não é fácil, mas em alguns cenários de uso é possível, embora normalmente requeira um grande investimento em I&D (Investigação e desenvolvimento).


A Tesla, por exemplo, confirmou que a sua próxima geração de motores elétricos incorporará ímanes nos quais as terras raras não estarão presentes.


Então, quais são as outras opções? A IA responde

O processo de investigação encontrou outras opções. Uma que já está em andamento e que está a produzir resultados extraordinários. É possível recorrer à inteligência artificial (IA) para projetar, sintetizar e testar novos ímanes permanentes capazes de prescindir das terras raras. Isto é precisamente o que fez a empresa britânica Materials Nexus.


Em apenas três meses, projetou, fabricou e testou um íman permanente ao qual chamou MagNex, e no qual não entram terras raras. O mais impressionante é que a IA permitiu acelerar este processo cerca de 200 vezes, resultando numa economia de tempo e recursos avassaladora.


«O design de materiais impulsionado pela inteligência artificial impactará não apenas nos compostos com propriedades magnéticas, mas também em todo o campo da ciência dos materiais em geral [...] Agora identificámos um método escalável que nos permite projetar novos materiais para todo tipo de necessidades industriais.»

Assegura o físico Jonathan Bean, diretor-geral da Materials Nexus.


No entanto, isto não é tudo. Segundo esta empresa, fabricar o seu íman MagNex custa apenas 20% do que custaria produzir um íman convencional e, além disso, permite reduzir em 70% as emissões de carbono derivadas do material utilizado na fabricação deste componente. Parece realmente promissor.


Inteligência Artificial projetou um íman sem terras raras em três meses. Impressionante! (sapo.pt)


Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

OpenAI deixa alerta após agentes de IA acederem a sites do governo dos EUA

 A OpenAI afirma ter alertado “dezenas” de instituições por todo o mundo de que os seus sites podem ter sido alvo de acessos indevidos por parte de bots de inteligência artificial (IA). Entre as entidades visadas estão organismos do governo norte-americano, universidades e agências públicas. A empresa OpenAI explicou que os agentes de inteligência artificial foram desenvolvidos e treinados para operar de forma maioritariamente autónoma, tendo como objetivo encontrar “fontes confiáveis de informação pública”. No entanto, alguns terão ultrapassados limites e tentado contornar as medidas de segurança existentes nos sites. Entre as instituições que os bots tentaram aceder estão a Securities and Exchange Commission (SEC), agência federal independente dos Estados Unidos responsável pela regulação dos mercados financeiros e pela proteção dos investidores, o Census Bureau, principal agência estatística do país, e o Departamento de Educação, responsável por matérias relacionadas com a educa...

Uso de capacete para quem utiliza trotinete e bicicleta elétrica aprovado

© PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP via Getty Images  O uso obrigatório de capacete para utilizadores de trotinetes e bicicletas elétricas foi hoje aprovado, na generalidade, pela Assembleia da República, seguindo agora para a discussão na especialidade, após um projeto de lei do PSD ter passado por maioria. O projeto de lei do PSD, dado a conhecer em maio, prevê a obrigatoriedade do uso do capacete para "condutores e passageiros de velocípedes com motor", ou seja, bicicletas elétricas, bem como para "condutores de trotinetes com motor elétrico e de dispositivos de circulação com motor elétrico, autoequilibrados e automotores", bem como para condutores "de outros meios de circulação análogos com motor, incluindo monociclos elétricos e plataformas elétricas autoequilibradas, quando equiparados a velocípedes".   Além da obrigatoriedade do uso do capacete para utilizadores de trotinetes e bicicletas elétricas, o projeto do PSD estabelece também que os utilizadores...