Avançar para o conteúdo principal

Respostas Rápidas: O que significa a garantia para compra de casa por jovens até aos 35 anos?



 O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou, na última quarta-feira, 26 de junho, a medida que permite a garantia para a compra de casas por parte dos jovens até aos 35 anos.


O que significa a garantia para compra de casa por jovens até aos 35 anos?


A garantia pública aos jovens até 35 anos corresponde a 10% do valor do crédito à habitação. Deste modo, o Executivo só vai viabilizar o financiamento bancário da parte que não se encontra coberta, correspondente à entrada para a compra da casa, que, por norma, é o valor que o banco exige como capital próprio de quem está a comprar um imóvel.


Em que condições pode esta garantia ser dada aos bancos através do Estado?


O financiamento para a compra de casa pode ser efetuado quando sejam cumpridas as seguintes condições: o jovem ter entre 18 e 35 anos e residência fiscal em Portugal; que os seus rendimentos não ultrapassem o oitavo escalão do IRS (81.199 euros de rendimento coletável anual); que o jovem não possua nenhum outro prédio urbano ou fração habitacional; o preço do imóvel não pode ultrapassar os 450 mil euros e que o jovem nunca tenha beneficiado desta medida anteriormente.


Que papel desempenha o Estado nesta situação?


O Estado irá sempre atuar como um fiador, permitindo assim que os mais jovens comprem a sua própria casa, mesmo que, em alguns casos, não tenham o valor de entrada que normalmente seria exigido pelo banco. A garantia pessoal do Estado não pode ultrapassar os 15% do valor da transação do prédio urbano ou de fração autónoma de prédio urbano e destina-se a viabilizar que a instituição de crédito financie a totalidade do preço de transação do prédio urbano ou de fração autónoma de prédio urbano.


O que diz o Banco de Portugal sobre esta medida?


O Governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, falou na audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública sobre esta medida, tendo referido que a mesma tem de ser legislada e regulamentada de forma cautelosa, pois os bancos não podem aliviar o cumprimento das regras de concessão de crédito habitação.


“A existência de um rácio entre valor do empréstimo e o valor da propriedade, o LTV [loan-to-value], não pode ser interpretada como uma questão apenas do lado dos bancos, mas também do lado dos mutuários, porque o risco está associado a todas as dimensões”, afirmou.


Qual a data para a implementação deste diploma?


Esta medida já tinha sido aprovada em Conselho de Ministros a 23 de maio, sendo que o Governo tem 60 dias para aprovar toda a regulamentação que seja necessária, tendo definidido que esta medida entrará em vigor a partir de 1 de agosto. Entretanto, o Executivo voltará a ouvir o Banco de Portugal e a Associação Portuguesa de Bancos acerca desta medida.


Respostas Rápidas: O que significa a garantia para compra de casa por jovens até aos 35 anos?


Comentários

Notícias mais vistas:

Depois dos elétricos Europa quer tarifas para híbridos plug-in feitos na China

BYD Seal U DM-i, frente © BYD  Para travar a expansão dos chineses em solo europeu Bruxelas prepara-se para recorrer a um mecanismo que conhece bem: as tarifas. Depois de ter aplicado tarifas adicionais aos veículos elétricos fabricados na China em 2024, a União Europeia (UE) prepara mais uma medida protecionista. Desta vez, o alvo são os híbridos plug-in produzidos no país asiático, de acordo com o reportado pelo jornal Handelsblatt. Com os automóveis elétricos produzidos na China sujeitos a tarifas adicionais que podem chegar aos 35,3%, sobre os 10% regulares, as marcas chinesas redirecionaram parte da sua oferta para os híbridos plug-in que estão a salvo destas penalizações. Os números refletem essa aposta: a quota de mercado na Europa dos híbridos plug-in produzidos na China saltou de 18% para 30% face a abril de 2025, com as vendas a crescerem 236% no mesmo período. O exemplo mais evidente é o BYD Seal U DM-i, que foi o híbrido plug-in mais vendido na Europa no ano passado e m...

Quanto custa a licença para operar em pontos de carregamento elétrico?

 O setor da mobilidade elétrica em Portugal acaba de entrar numa nova era. O Governo divulgou recentemente as regras financeiras e administrativas para quem quer operar no mercado, facilitando o acesso a novas empresas e prometendo uma rede mais robusta para os utilizadores. Neste artigo explicamos tudo o que muda, quanto custa entrar no setor e como estas alterações afetam o bolso de quem conduz um carro elétrico. Novo regime da mobilidade elétrica: o que muda para as empresas? A grande novidade do regime jurídico que entrou em vigor a 31 de março é a maior autonomia dada aos operadores de pontos de carregamento (OPC). A partir de agora, as empresas têm liberdade para definir os seus modelos de negócio, podendo inclusive utilizar energia de autoconsumo (como painéis solares) e não estando obrigatoriamente ligadas à rede Mobi.E. Quanto custa a licença para operar pontos de carregamento? Para as entidades que pretendam exercer esta atividade, os custos foram fixados da seguinte form...

Se não se proibiram os cavalos, porquê proibir a combustão?

 Com as alterações climáticas a serem um sério problema atual, o setor automóvel é um dos mais visados com medidas de proteção ambiental. Martin Sander, da Volkswagen, defende que proibir a combustão não deve ser o caminho, comparando com a transição de cavalos para automóveis. Se não se proibiram os cavalos, porquê proibir a combustão? A partir de 2035, 90 por cento dos novos automóveis vendidos na União Europeia deverão ter de ser elétricos, numa medida que visa a transição para a mobilidade sustentável a larga escala - quando o ritmo de adoção ainda está mais lento do que o esperado.   Mas o diretor de marketing e vendas da Volkswagen, Martin Sander, é da opinião que o caminho não deve ser o de impor e de proibir. Considera que há ações que se podem fazer para convencer que é uma opção competitiva, mostrando que o valor dos carros elétricos e disponibilizando uma infraestrutura adequada - que ainda falta hoje em dia. A analogia com a transição da propulsão animal para a pro...