Avançar para o conteúdo principal

Governo quer dar a polícias mais 200 euros por ano do que a professores



 Eis o argumento de peso que o Executivo irá esgrimir quando voltar a sentar-se à mesa com as forças de segurança, na próxima terça-feira, para retomarem as negociações sobre o subsídio de risco, revela o jornal Público.


Depois de o primeiro-ministro ter feito um ultimato aos representantes dos polícias, avisando não somar "nem mais um cêntimo" ao aumento faseado de 300 euros mensais, números internos com que o Governo tem trabalhado mostram que este valor (pago em 14 vezes) propostos a 50 mil profissionais das forças de segurança assegura a estes funcionários públicos um ganho anual 200 euros superior ao obtido pelos professores no acordo firmado com o Executivo para a recuperação do tempo de serviço congelado.


A notícia que faz manchete do jornal Público avança que, feitas as contas, de acordo com a proposta governamental para as forças de segurança, o aumento de 300 euros mensais para 50 mil profissionais corresponde a um reforço de 4.200 euros brutos do seu rendimento anual, enquanto o acordo fechado para recuperar o tempo de serviço de cerca de 100 mil docentes garante um ganho anual bruto médio de 4.000 euros a cada professor abrangido.


"Assim, em média, cada guarda ou polícia levaria para casa mais 200 euros do que cada professor abrangido pela recuperação levará tendo em conta o acordo que alcançado entre Governo e sete das 12 estruturas representativas da classe docente", conclui o Público, considerando que "este será um argumento de peso que o executivo irá esgrimir nas conversações vindouras com as forças de segurança".


Governo quer dar a polícias mais 200 euros por ano do que a professores - Função Pública - Jornal de Negócios (jornaldenegocios.pt)


Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Técnico acolhe novo data center da ULisboa

Técnico acolhe novo data center da ULisboa integrado numa das “maiores infraestruturas digitais do Ensino Superior português” Campus Oeiras do Técnico será um dos dois polos da nova infraestrutura digital da Universidade de Lisboa, destinada a apoiar investigação, inovação e colaboração com empresas.  O Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, vai acolher um novo data center no Campus Oeiras, integrado num investimento superior a 20 milhões de euros da Universidade de Lisboa (ULisboa) para a criação de uma das “maiores infraestruturas digitais do Ensino Superior português”. Financiado pelo Programa Regional Lisboa 2030, o projeto visa dotar a Universidade de recursos avançados de computação e Inteligência Artificial, reforçando a capacidade de resposta às “crescentes exigências da investigação, da inovação e da colaboração com empresas”. A nova infraestrutura permitirá aumentar os recursos de processamento e armazenamento de dados científicos, criando melhores condições ...

Lisboa vai acolher novo centro de cibersegurança da Vodafone

Luís Lopes, CEO da Vodafone Portugal. Foto: Pedro Catarino A empresa vai contratar 40 especialistas em várias vertentes de cibersegurança para o centro de Lisboa. Esta instalação vai estar em constante comunicação com os "hubs" espalhados pelo mundo, nomeadamente Reino Unido e Índia.  A Vodafone escolheu a capital portuguesa para instalar o mais recente centro de cibersegurança. Lisboa, onde a empresa tem a sede em território nacional, vai receber o novo Global Cyber Centre, apoiando toda a evolução que se tem sentido no setor.  O objetivo deste centro estratégico, de acordo com comunicado da operadora de telecomunicações, é reforçar a segurança e resiliência das operações, redes e sistemas de todo o grupo.  A empresa não adiantou valores de investimento deste centro, apontando tratar-se de uma aposta a longo prazo por parte do grupo e que "reforça o papel de Portugal como polo de talento e inovação na área da cibersegurança". Este centro de cibersegurança vai empre...