Avançar para o conteúdo principal

T-1000 da vida real? Cientistas criam robô que vai do estado sólido para líquido


Foto: Reprodução/YouTube / Canaltech


 Um vídeo divulgado pela equipe mostra o robô à la T-1000 "derretendo" para atravessar grades e se solidificando do lado de fora


Gustavo Minari:


Pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, desenvolveram um robô capaz de alternar entre estado sólido e líquido como se fosse um T-1000 — vilão do segundo filme da franquia Exterminador do Futuro, de James Cameron — feito de metal líquido.


Segundo os cientistas, longe dos filmes de ficção científica, esse robô em miniatura tem propriedades muito mais úteis do que atravessar as grades de uma prisão, podendo ser utilizado na medicina ou em outras aplicações, inclusive dentro do corpo humano.


"Nosso robô nada mais é do que uma máquina de transição de fase sólido-líquido magnetoativa que incorpora partículas magnéticas de gálio, um metal com ponto de fusão muito abaixo de 29,8 °C", explica o professor de engenharia mecânica Carmel Majidi, autor principal do estudo.


Escapando da "prisão"


Em um dos vídeos divulgados pela equipe do professor Majidi é possível ver o robô escapando de uma prisão em miniatura, simplesmente passando pelas grades. Para fazer isso, o bot vai do estado sólido para o líquido e, logo em seguida, retorna a sua forma sólida, já do lado de fora da cela.


Essa capacidade de alternar entre estado sólido e líquido ocorre graças ao uso de uma matriz metálica de gálio em conjunto com partículas de uma liga contendo outros três elementos — neodímio, ferro e boro — que ajudam a amplificar a resposta do dispositivo a campos magnéticos.


"As partículas magnéticas aqui têm duas funções. Uma é que elas tornam o material mais responsivo a um campo alternado, para que você possa, por indução, aquecer o material e causar a mudança de fase. Por outro lado, elas também dão mobilidade aos robôs e a capacidade de se moverem conforme o campo magnético", acrescenta Majidi.


Prova de conceito

O robozinho usado durante os testes de laboratório tem o tamanho e a aparência de um boneco de LEGO. Com aproximadamente cinco milímetros de largura e um centímetro de altura, os cientistas usaram um campo magnético para derretê-lo e tirá-lo de trás das grades.


Além da capacidade de derreter o material, esses campos magnéticos permitem que o robô salte 20 vezes a própria altura, gire sobre si mesmo a 1.500 rotações por minuto ou consiga se mover a uma velocidade impressionante de aproximadamente um metro por segundo.


"No futuro, esse robô poderá ser usado, por exemplo, para mover objetos estranhos dentro do estômago, ou como sistema de administração de medicamentos. Nós também demonstramos que o bot pode reparar circuitos, vazando para áreas difícil acesso e agindo como solda, ou como um parafuso que ocupa um orifício em sua forma líquida, selando-o após se solidificar", encerra o Majidi.


T-1000 da vida real? Cientistas criam robô que vai do estado sólido para líquido (terra.com.br)


Comentários

Notícias mais vistas:

ASAE e ENSE fiscalizam 70 postos de combustível e aplicam contraordenações a 17

A ASAE e a ENSE realizaram fiscalizações a 70 postos de combustível tendo aplicado 17 contraordenações por ausência de inspeções periódicas quinquenais obrigatórias, práticas comerciais desleais e irregularidades relacionadas com exatidão nas medições de combustível. A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), através das suas Unidades Regionais, e a Entidade Nacional para o Setor Energético, E.P.E., (ENSE), através da sua Unidade de Controlo e Prevenção, desenvolveram nos últimos dias, a nível nacional, várias operações de fiscalização e de prevenção criminal dirigidas a postos de abastecimento de combustível, na sequência do recente aumento dos preços praticados no mercado nacional. A operação decorreu nos concelhos de Lisboa, Setúbal, Leiria, Coimbra, Viseu, Castro d´Aire, Barcelos, Braga, Vila Nova de Gaia, Porto, Vila Real e Faro. Da operação resultou a fiscalização de 70 operadores económicos, tendo sido instaurados 17 processos de contraordenação, entre as principais...

Supercarregadores portugueses surpreendem mercado com 600 kW e mais tecnologia

 Uma jovem empresa portuguesa surpreendeu o mercado mundial de carregadores rápidos para veículos eléctricos. De uma assentada, oferece potência nunca vista, até 600 kW, e tecnologias inovadoras. O nome i-charging pode não dizer nada a muita gente, mas no mundo dos carregadores rápidos para veículos eléctricos, esta jovem empresa portuguesa é a nova referência do sector. Nasceu somente em 2019, mas isso não a impede de já ter lançado no mercado em Março uma gama completa de sistemas de recarga para veículos eléctricos em corrente alterna (AC), de baixa potência, e de ter apresentado agora uma família de carregadores em corrente contínua (DC) para carga rápida com as potências mais elevadas do mercado. Há cerca de 20 fabricantes na Europa de carregadores rápidos, pelo que a estratégia para nos impormos passou por oferecermos um produto disruptivo e que se diferenciasse dos restantes, não pelo preço, mas pelo conteúdo”, explicou ao Observador Pedro Moreira da Silva, CEO da i-charging...

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...