Avançar para o conteúdo principal

Módulo solar fotovoltaico-térmico consegue atingir uma eficiência de 80%


Módulo Solar Fotovoltaico com absorsor térmico

As inovações e desenvolvimentos promissores no setor solar fotovoltaico não param de surgir, tornando a energia solar fotovoltaica como a principal aposta para um futuro de autossuficiência energética.

Módulo fotovoltaico-térmico com eficiência de quase 80%

Um grupo de cientistas indiano conseguiu desenvolver um módulo fotovoltaico-térmico capaz de atingir uma eficiência total combinada de 79,6%.

Este valor resulta da combinação dos 13% de eficiência elétrica garantidos pelo painel solar, com os 66,6% de eficiência térmica.

O sistema em questão foi construído com recurso a um painel fotovoltaico retangular de 100 W, em conjunto com a aplicação de uma técnica de arrefecimento baseada em material de mudança de fase que usa biochar (carvão vegetal produzido a partir de biomassa e muito rico em carbono) extraído de uma planta aquática denominada jacinto-de-água. Esta planta pode ser encontrada principalmente no sudeste asiático e na América do Sul.

Segundo o investigador Dudu Das, este sistema baseado em água tem a capacidade de aquecer a mesma ao ponto da temperatura ser suficiente para uma utilização doméstica.

Como nasceu este sistema solar fotovoltaico-térmico

O painel de 100 W que foi utilizado para construir este sistema foi facultado pela indiana Central Electronics Limited, tendo sido empregue em conjunto com o mesmo um absorsor de configuração espiral retangular com tubos de cobre com 7.9 mm de diâmetro, e o material de mudança de fase baseado em biochar.

Módulo Solar Fotovoltaico-Térmico
Módulo Solar Fotovoltaico-Térmico

Os tubos foram então fixados na superfície traseira do painel fotovoltaico, com recurso a um adesivo de condutividade térmica 0,14 W por milikelvin. Depois disso, uma camada de apenas 10 mm de material de mudança de fase baseado em biochar foi inserida a partir de um canto, começando a preencher o espaço diagonalmente.

Após isto, o painel solar fotovoltaico foi então isolado com uma camada de espuma de polietileno, e uma tampa de acrílico teve de ser colocada de forma a proteger o sistema de humidade, impurezas e vento.

A melhor eficiência energética conseguida pelo painel foi obtida quando o mesmo foi testado no exterior com um ângulo de inclinação de 26 graus.

Segundo os cientistas, o composto de biochar regulou com sucesso a fuga térmica do sistema fotovoltaico-térmico, e graças a isso a eficiência térmica, mesmo após uma a descida da radiação solar, permaneceu perto dos 50%, sendo que sem o composto o valor provável seria de 38%. Este valor atingiu picos entre 60,3% e 71,2%.

“A condutividade térmica do material de mudança de fase é aumentada em até 1,55 vezes com a adição de biochar de jacinto-de-água como matriz de suporte”, disseram os cientistas, destacando a importância deste composto.

Concluíram ainda referindo que: “Uma informação interessante que o trabalho apresentou é que a diferença na saída elétrica entre o sistema fotovoltaico-térmico com composto de mudança de fase e o sistema fotovoltaico, durante as horas de pico do sol, pode chegar a 18 W”. 


Módulo solar fotovoltaico-térmico consegue atingir uma eficiência de 80% (portal-energia.com)


Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Plataforma pública “Licencia com Inteligência Artificial” vai cortar tempos de espera em “pelo menos 60%”

 O ministro da Reforma do Estado sublinhou que as empresas portuguesas têm uma baixa adoção de IA, o que deixa mais margem para acelerar a produtividade nacional. O ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Saraiva Matias, sublinhou que as empresas portuguesas têm uma baixa adoção de inteligência artificial (IA), mas considera que esse atraso pode transformar-se numa oportunidade para acelerar a produtividade e a competitividade da economia, pela margem por explorar que está disponível. “As nossas empresas têm uma baixa adoção de IA. As pequenas e médias empresas correspondem a 99% do tecido empresarial português e a adoção de IA é baixa. É preciso apoiar estas empresas a introduzir IA nos seus modelos de negócio para poderem competir no plano global”, disse o ministro na Conferência “Futuro do trabalho 5.0”, no estúdio do ECO., na qual se discutiu as novas tendências do trabalho e de que forma a tecnologia as está a moldar. Para além das empresas, outras das prioridades ide...

Solar volta a liderar produção de eletricidade em agosto

Mariline Alves / Jornal de Negócios  A energia solar voltou a liderar em agosto o mix de produção de eletricidade em Portugal Continental, com um peso de 23,7%, ligeiramente acima dos 23,3% da energia eólica. No conjunto, as fontes renováveis asseguraram 69,2% da eletricidade produzida durante o mês, segundo dados divulgados pela Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN). Solar volta a liderar produção de eletricidade em agosto - Energia - Jornal de Negócios Comentário do Wilson: Quando frequentava a faculdade — no Curso de Engenharia de Energia e Sistemas de Potência (Electrotecnia) no ISEL —, dizia-se que as energias intermitentes (solar e eólica) não deveriam ultrapassar 33% do total da energia produzida, sob o risco de provocar apagões devido à instabilidade gerada na rede. Hoje, porém, já atingimos os 47% (graças aos inversores de formação de rede ( grid-forming inverters ) e previsão meteorológica avançada). É, portanto, imperativo que não se concedam mais licenças...