Avançar para o conteúdo principal

Sete truques para manter os ladrões longe do seu carro



 Portugal está em 12.º no ranking de países com mais roubos de carros. Não facilite a tarefa aos 'amigos do alheio' e previna-se das suas visitas indesejadas com estes truques tão simples.


De acordo com um estudo recentemente publicado em Confused.com, Portugal continua a defender com números o seu estatuto de destino seguro, comparativamente a outros países europeus. A página da Internet analisa os registos oficiais sobre o roubo de automóveis no Velho Continente e, de acordo com este ranking, que compara os dados recolhidos entre 2011 e 2019 e calcula média de roubos de automóveis por 100 mil habitantes, Itália e Suécia são os países com maior número de roubos; França é a "campeã" em termos absolutos, com mais de 170 mil roubos por ano.


Portugal ocupa a 12.ª posição, com uma taxa de 125 carros roubados por 100 mil habitantes - corresponde a uma média diária de 36 veículos.


Por outro lado, a Europol, Serviço Europeu de Polícia, assinala que redes criminosas transnacionais estão a especializar-se no roubo e na venda posterior de viaturas, profissionalização que explica o número cada vez menor de viaturas recuperadas.


Por isso, previna-se. Comece com estes truques tão simples:



1. Estacione em linha e dispense o comando


Estacionar em linha fará com que o ladrão esteja sempre muito mais exposto do que se o carro estivesse num estacionamento perpendicular. Evite locais pouco iluminados ou onde passem poucas ou nenhumas pessoas. Ou arruamentos, becos ou baldios, onde a tarefa dos assaltantes seja mais fácil e dissimulada. Idealmente, deixe a direção trancada, com as rodas viradas vai dificultar muito a tentativa de roubo com recurso a grua.



Se o carro está equipado com sistema de abertura de portas à distância, mas também dispõe de chave física, privilegie a utilização desta última, sobretudo em locais que não conhece.


Esta dica é especialmente útil para modelos de alta gama, já que os criminosos, depois de identificarem o alvo, usam muitas vezes o método de copiar a frequência do comando da chave mãos-livres.


2. Use os retrovisores


Trancar sempre as portas do automóvel: nunca facilite, abandonando o veículo sem as portas estarem trancadas e as janelas totalmente fechadas. Se não o fizer, nem que seja por breves instantes, a viatura fica à mercê dos ladrões. Existem inibidores que impedem que o carro tranque as portas mesmo quando o condutor carregou no botão de fecho no comando. A maioria dos modelos assinala com os intermitentes que trancou, mas para comprovar que o carro ficou efetivamente fechado e assim continua deve ser configurado para que também feche os espelhos retrovisores, sinal inequívoco de que tem as portas bloqueadas.


3. Atenção aos "encostos"



Uma técnica que está a ser cada vez mais utilizada: os ladrões batem de propósito no seu carro a estacionar ou no trânsito para o fazer sair do veículo. Quando se desloca para a traseira do automóvel com a intenção de perceber quais foram os estragos, um outro individuo entrará no seu carro. Por isso, em caso de "batida", desligue sempre a ignição e leve consigo a chave.


4. Nada no interior


Não deixe objetos de valor à vista no automóvel: como uma bolsa, pasta, dinheiro, telemóvel, entre outros. A maioria dos assaltos e/ou arrombamento de automóvel tem como objetivo o furto deste tipo de pertences. Também evite deixar os documentos da viatura no seu interior: Se tem por hábito deixar os documentos dentro do porta-luvas do carro de forma a ter tudo organizado caso seja interpelado por uma operação stop, saiba que o porta-luvas é o primeiro local dentro do carro onde os assaltantes os procuram


5. Deixe a sua marca


Outra forma de prevenir o roubo é gravar a matrícula nos vidros ou noutros componentes principais do veículo, desta maneira o ladrão sabe que este é um automóvel difícil de negociar.



6. Equipamentos antirroubo


Pode equipar o seu automóvel com aparelhos que permitem reduzir as probabilidades de o seu carro ser assaltado ou arrombado, dos quais se destacam dois sistemas de segurança: os alarmes perimétricos (movimento) e os sistemas de deteção. Um bom alarme automóvel dispara quando alguém (ou algum objeto) invade ou apenas embate na viatura. Os melhores sistemas de alarme são os que possuem sensores nas portas, nos vidros e no capot. Ao serem ativados impedem ainda que o veículo inicie a marcha, imobilizando o motor.


7. Mantenha-o no radar


Além dos alarmes, existem os sistemas de deteção por GPS. Não impedem o roubo de um automóvel, mas permitem detetar a sua localização. À semelhança do sistema de navegação, funciona através de coordenadas que indicam onde o carro se encontra em determinado momento. É o melhor método para tentar recuperar o veículo incólume.


https://www.dinheirovivo.pt/motor-24/sete-truques-para-manter-os-ladroes-longe-do-seu-carro-14465035.html

Comentários

Notícias mais vistas:

Tesla acaba com compra única do Full Self-Driving na Europa e impõe subscrição mensal

 O Full Self-Driving (FSD) da Tesla passa a custar 99€ por mês na Europa, uma vez que a opção de compra única foi removida do configurador. A Tesla deixou de disponibilizar na Europa a opção de compra única do sistema Full Self-Driving (FSD), passando a exigir uma subscrição mensal para aceder às funcionalidades avançadas de assistência à condução. Até agora, os compradores podiam adquirir o FSD através de um pagamento único de 7.500€, garantindo acesso permanente às funcionalidades associadas ao sistema, mas essa possibilidade foi eliminada. Em sua substituição, a Tesla introduziu um modelo de subscrição mensal no valor de 99€ para novos utilizadores que pretendam ativar o pacote completo. Nos casos em que o veículo já inclui o Autopilot Aperfeiçoado, o acesso às funcionalidades adicionais do FSD passa a custar 49€/mês. A Tesla também retirou do mercado europeu o Autopilot Aperfeiçoado, que funcionava como uma opção intermédia e tinha um custo de 3.800€. Este pacote incluía funcio...

"Decadência é tão grande que chega a ser difícil esconder". Agora Putin tem mesmo de jogar mas "todas as opções são más"

 De baixas catastróficas na frente de combate a um descontentamento popular impossível de abafar, a máquina de guerra da Rússia está a mostrar sinais de que não está nas melhores condições. Especialistas e até os mais fervorosos propagandistas do regime admitem que o presidente russo está sem opções Os sinais de insatisfação começam a multiplicar-se em Moscovo. Quando uma influencer com 13 milhões de seguidores fez um vídeo a falar da frustração popular, os alarmes começaram a soar no Kremlin. E o pior é que esta jovem não está sozinha. Para dezenas de milhões de russos a guerra deixou de ser um evento televisivo e passou a ser uma realidade diária. Os apagões de internet impostos pelo regime estão mesmo a acontecer, a inflação tornou-se impossível de mascarar e os ataques de drones ucranianos de longo alcance desfizeram o mito da supremacia militar russa. Algo está a mudar na Rússia de Putin e os especialistas alertam que esta espiral de desgaste pode colocar em causa a própria so...

"A Rússia quer aterrorizar a Europa, mas vai falhar"

 A Presidente da Comissão Europeia reúne-se com os líderes dos estados bálticos por causa das incursões de drones russos. "Quero elogiar a resiliência do povo báltico. Vocês responderam com calma e responsabilidade. E com uma mensagem clara para a Rússia: vão falhar". A Presidente von der Leyen reuniu-se em Vilnius com o Presidente da Lituânia, Gitanas Nausėda, o Presidente da Letónia, Edgars Rinkēvičs, e o Presidente da Estónia, Alar Karis. A visita ocorreu num momento crítico, uma vez que os Estados Bálticos enfrentam ataques híbridos contínuos, incluindo uma série de incursões não autorizadas com drones, seguidas de uma intensificação da campanha de desinformação. Estes incidentes resultaram na ativação repetida de protocolos de emergência, incluindo restrições ao espaço aéreo, ordens de confinamento em abrigos públicos, encerramento de escolas e instituições públicas e interrupções em infraestruturas críticas. “Os habitantes dos países bálticos têm vivenciado o que muitos...