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Como os vírus chegaram à Operação Marquês

O advogado de José Sócrates diz ter enviado um disco rígido para um especialista em segurança de informação proceder à análise e deteção de vírus

Há mais de 50 códigos maliciosos nos ficheiros relativos às escutas, interceção de mensagens e monitorização da navegação dos arguidos da Operação Marquês. Na origem dos vírus agora confirmados estarão os acessos a sites infetados, que eram visitados pelos arguidos - e que os investigadores policiais tiveram de registar igualmente durante a interceção das comunicações. Deste modo, além de infetarem os computadores de um ou mais arguidos, os vírus terão chegado ao repositório de potenciais provas da Operações Marquês, informa o Jornal i.

Os advogados do antigo primeiro-ministro José Sócrates chegaram a alegar que os vírus terão mesmo deixado os mais de 700 GB de escutas imprestáveis. Pedro Delille refere que recorreu a um especialista para analisar o potencial de ameaça, depois de ter feito, através dos procedimentos disponibilizados pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), o download dos ficheiros relativos às interceções das comunicações dos arguidos das Operações Marquês. Antes disso, Pedro Delille havia sido aconselhado por uma escrivã do DCIAP a usar antivírus, devido à potencial presença de códigos maliciosos nos ficheiros relativos às escutas.

A presença de vírus no repositório da Operação Marquês não terá tido efeito na qualidade das escutas. Neste ponto, Pedro Delille não se queixa da qualidade da audição, mas sim do facto de os investigadores apenas identificarem os intervenientes numa parte diminuta dos diálogos captados durante as escutas.

http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/mercados/2018-01-22-Como-os-virus-chegaram-a-Operacao-Marques

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