Avançar para o conteúdo principal

Como os vírus chegaram à Operação Marquês

O advogado de José Sócrates diz ter enviado um disco rígido para um especialista em segurança de informação proceder à análise e deteção de vírus

Há mais de 50 códigos maliciosos nos ficheiros relativos às escutas, interceção de mensagens e monitorização da navegação dos arguidos da Operação Marquês. Na origem dos vírus agora confirmados estarão os acessos a sites infetados, que eram visitados pelos arguidos - e que os investigadores policiais tiveram de registar igualmente durante a interceção das comunicações. Deste modo, além de infetarem os computadores de um ou mais arguidos, os vírus terão chegado ao repositório de potenciais provas da Operações Marquês, informa o Jornal i.

Os advogados do antigo primeiro-ministro José Sócrates chegaram a alegar que os vírus terão mesmo deixado os mais de 700 GB de escutas imprestáveis. Pedro Delille refere que recorreu a um especialista para analisar o potencial de ameaça, depois de ter feito, através dos procedimentos disponibilizados pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), o download dos ficheiros relativos às interceções das comunicações dos arguidos das Operações Marquês. Antes disso, Pedro Delille havia sido aconselhado por uma escrivã do DCIAP a usar antivírus, devido à potencial presença de códigos maliciosos nos ficheiros relativos às escutas.

A presença de vírus no repositório da Operação Marquês não terá tido efeito na qualidade das escutas. Neste ponto, Pedro Delille não se queixa da qualidade da audição, mas sim do facto de os investigadores apenas identificarem os intervenientes numa parte diminuta dos diálogos captados durante as escutas.

http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/mercados/2018-01-22-Como-os-virus-chegaram-a-Operacao-Marques

Comentários

Notícias mais vistas:

"A Rússia quer aterrorizar a Europa, mas vai falhar"

 A Presidente da Comissão Europeia reúne-se com os líderes dos estados bálticos por causa das incursões de drones russos. "Quero elogiar a resiliência do povo báltico. Vocês responderam com calma e responsabilidade. E com uma mensagem clara para a Rússia: vão falhar". A Presidente von der Leyen reuniu-se em Vilnius com o Presidente da Lituânia, Gitanas Nausėda, o Presidente da Letónia, Edgars Rinkēvičs, e o Presidente da Estónia, Alar Karis. A visita ocorreu num momento crítico, uma vez que os Estados Bálticos enfrentam ataques híbridos contínuos, incluindo uma série de incursões não autorizadas com drones, seguidas de uma intensificação da campanha de desinformação. Estes incidentes resultaram na ativação repetida de protocolos de emergência, incluindo restrições ao espaço aéreo, ordens de confinamento em abrigos públicos, encerramento de escolas e instituições públicas e interrupções em infraestruturas críticas. “Os habitantes dos países bálticos têm vivenciado o que muitos...

"Decadência é tão grande que chega a ser difícil esconder". Agora Putin tem mesmo de jogar mas "todas as opções são más"

 De baixas catastróficas na frente de combate a um descontentamento popular impossível de abafar, a máquina de guerra da Rússia está a mostrar sinais de que não está nas melhores condições. Especialistas e até os mais fervorosos propagandistas do regime admitem que o presidente russo está sem opções Os sinais de insatisfação começam a multiplicar-se em Moscovo. Quando uma influencer com 13 milhões de seguidores fez um vídeo a falar da frustração popular, os alarmes começaram a soar no Kremlin. E o pior é que esta jovem não está sozinha. Para dezenas de milhões de russos a guerra deixou de ser um evento televisivo e passou a ser uma realidade diária. Os apagões de internet impostos pelo regime estão mesmo a acontecer, a inflação tornou-se impossível de mascarar e os ataques de drones ucranianos de longo alcance desfizeram o mito da supremacia militar russa. Algo está a mudar na Rússia de Putin e os especialistas alertam que esta espiral de desgaste pode colocar em causa a própria so...

Estás a deitar 36 euros ao lixo? O sistema Volta está a dar cabo dos nervos

O novo sistema de depósito de embalagens em Portugal, batizado de Volta, nasceu com uma intenção nobre. No entanto a sua execução está a transformar-se num autêntico pesadelo logístico. Efetivamente, o objetivo era incentivar a reciclagem ao cobrar um depósito de 10 cêntimos por cada garrafa ou lata, valor que recuperas ao devolver a embalagem. Contudo, o que parecia uma solução ecológica simples tornou-se uma fonte de frustração para milhares de portugueses que sentem que a regra foi desenhada num gabinete bem longe da realidade das ruas. Então o que se passa com o sistema Volta? Sistema Volta, as contas da DECO e o peso da tua “preguiça” forçada Para começares a perceber o impacto no teu orçamento, basta olhar para os números partilhados pela DECO PROteste . Desta forma, se fores daquelas pessoas que compra apenas uma garrafa de água por dia e decide não a devolver por causa da confusão das máquinas, as contas são pesadas: Período de Tempo Valor Perdido Por mês Cerca de 3€ Por ano 36...