Avançar para o conteúdo principal

Duas coisas que todos aqueles que possuem Bitcoin deveriam fazer

Um interessante artigo publicado pelo site de notícias Hackernoon comenta sobre duas medidas imprescindíveis que todos aquelas pessoas que possuem Bitcoin deveriam tomar agora mesmo.

1. Tenha posse dos seus Bitcoins
É evidente que as corretoras de criptomoedas centralizadas (a forma que conhecemos e utilizamos atualmente) facilitaram muito a compra e venda de Bitcoin e coincidentemente o acesso das pessoas à moeda digital. Não há como medir quantas pessoas que utilizam as corretoras de criptomoedas para comprar Bitcoin estão mantendo suas moedas digitais nessas corretoras por longos períodos, sem sequer pedir às corretoras as suas chaves privadas. Enquanto esse número de pessoas continuar aumentando, as corretoras se tornarão cada vez mais alvos de ataques hackers.

Deixar suas moedas digitais em uma corretora não significa que essas moedas são suas. Você não tem ideia de qual o nível de segurança empregado pela corretora e nem se o que dizem para você é realmente verdade. Armazenar criptomoedas dessa forma, em uma entidade centralizada com segurança duvidosa, é ir contra a principal proposta do Bitcoin, que é de você mesmo ter o total controle sobre suas finanças. Não é à toa que o ditado “suas chaves, seus Bitcoins. Sem suas chaves, sem seus Bitcoins” é muito utilizado no universo das criptomoedas.

Felizmente a solução para essa questão é muito simples. Mova seus Bitcoins para uma carteira na qual você controla as suas chaves privadas. Em particular, assegure-se de que a carteira que você está usando gere um código de 12 a 24 palavras que irá facilitar um possível backup da sua carteira. Além disso, quanto menos você expor sua chave privada, menor a chance de ser afetado.

2. Use uma carteira SegWit
O crescimento do Bitcoin fez com que a quantidade de transações também aumentasse consideravelmente. As taxas de transação praticadas atualmente estão com valores muito elevados devido à alta demanda da rede.

Uma solução preliminar para este problema foi implantada há seis meses. O SegWit é uma atualização fundamental do protocolo do Bitcoin que diminui o tamanho virtual das transações e permite que quatro vezes mais transações caibam em um bloco. Como as taxas de transação são mensuradas por byte e as transações SegWit têm um menor tamanho de byte virtual, se você enviar uma transação Segwit usando uma carteira SegWit, você economiza de 30% a 40% nas taxas.

Para se ter uma ideia se todas as transações atuais na rede do Bitcoin fossem transações SegWit, os blocos conteriam até 8 mil transações e a fila de 138 mil transações não confirmadas que existe hoje desapareceria instantaneamente. As taxas de transação seriam quase inexistentes mais uma vez.

O SegWit é uma atualização de protocolo opcional que as carteiras e os serviços relacionados ao Bitcoin não são obrigados a implementar, apesar do benefício que ele fornece à rede. Enquanto não houver demanda de seus clientes, esses serviços não vêem incentivo para gastar tempo e dinheiro para atualizar para o SegWit.

Não há absolutamente nenhuma desvantagem na utilização de carteiras SegWit, apenas uma significativa vantagem na rede e muitas economias em taxas de transação. Existem algumas carteiras que já implementaram o SegWit, veja abaixo algumas opções:


Carteiras em dispositivo hardware
(se você preocupa-se com segurança, essa deveria ser a sua primeira opção de armazenagem)

Ledger Nano S
TREZOR


Carteiras para computador desktop

Electrum
Armory


Carteiras para iOS

Edge (antiga AirBitz)
GreenAddress


Carteiras para Android

Samourai Wallet
GreenBits
Electrum


https://www.criptomoedasfacil.com/duas-coisas-que-todos-aqueles-que-possuem-bitcoin-deveriam-fazer/

Comentários

Notícias mais vistas:

"Denúncia caluniosa" transformou sete semanas de sonho na vida de um empresário em vários anos de pesadelo

 João abriu uma empresa em Portugal no final de 2019 ligada à compra e venda de bitcoins. Cumpriu todas as regras, mas viu as contas bancárias bloqueadas. Suspeitas de burla e branqueamento deram origem a um processo que só foi arquivado em 2024. O Ministério Público admitiu no despacho final que houve “denúncia caluniosa” e que a empresa tinha procedimentos de segurança além dos exigidos por lei. O que é certo é que a empresa fechou por culpa de uma justiça lenta. A pessoa “é condenada antes de qualquer conclusão”, lamentou à CNN Portugal o empresário Nasceu no Brasil, mas reside na Alemanha há mais de uma década. João (nome fictício) sempre se sentiu atraído pelo mundo do trading e pelas novas tecnologias. Decidiu abrir uma empresa de compra e venda de criptomoedas em Portugal, mas o sonho transformou-se num pesadelo. A empresa apenas funcionou sete semanas, mas esteve quatro anos perdido entre a Polícia Judiciária (PJ) e o Ministério Público (MP). Os montantes elevados de alguma...

Tekever vai ter drones a detetar incêndios no Canadá (mas não em Portugal)

 Um contrato com a Phoenix Heli-Flight vai permitir à Tekever ter drones seus a detetar incêndios florestais no Canadá. Em Portugal não tem sistemas envolvidos nessa vigilância. O drone da Tekever que vai ser utilizado no Canadá para vigiar florestas. A Tekever foi contratada pela Phoenix Heli-Flight para colocar drones seus a vigiar áreas no Canadá para deteção de incêndios. A empresa portuguesa, que já atingiu o estatuto de unicórnio, anunciou o contrato, mas “por razões de confidencialidade” não revela o número de sistemas envolvidos no contrato nem os detalhes, nomeadamente o seu valor. Ao abrigo deste contrato, “a Phoenix Heli-Flight irá utilizar o AR3”, que a empresa diz ser “altamente adaptável com sensores especializados, para apoiar a deteção, monitorização e o combate a incêndios florestais”, acrescentando que “o objetivo é disponibilizar informação operacional crítica em tempo real às equipas responsáveis pela resposta à emergência, contribuindo para uma deteção mais pre...

Calçada portuguesa mata mais em Lisboa: Carlos Moedas muda de passeios "progressivamente"

 Tese de doutoramento no ISCTE mostra que quedas no passeio estão na origem de muitas mortes por pneumonia Ricardo Antunes, sociólogo e doutorado em Sociologia, investigou as causas remotas de 1935 óbitos hospitalares: 944 em Lisboa e 991 em Beja. “Surpreendentemente, percebi que na capital há mais mortes por pneumonia”, relata à CNN Portugal. Essa constatação deixou-o surpreendido. “Como é que a região mais rica do país, com os hospitais mais diferenciados, os melhores técnicos e a melhor tecnologia de saúde, ainda tem tantos casos fatais de uma infeção respiratória como a pneumonia?”, questionou-se o sociólogo. Ao reconstruir a história clínica dos falecidos, encontrou um padrão. “As informações nos registos de saúde mostram, claramente, que um número significativo dessas vítimas tinha, na sua história recente, um episódio de queda na via pública”, relata o enfermeiro, que se doutorou em Sociologia no ISCTE, Instituto Universitário de Lisboa. Um dos capítulos da sua tese, sobre d...