Avançar para o conteúdo principal

A vida na Terra pode ter vindo à boleia de poeira cósmica

Há uma nova e surpreendente teoria sobre o início da vida na Terra: pode ter começado com partículas biológicas trazidas pela poeira espacial

Uma investigação da Universidade de Edimburgo concluiu que correntes de poeira interplanetária a moverem-se a grande velocidade podem transportar minúsculos organismos capazes de sobreviver à viagem e instalarem-se num planeta diferente do seu de origem. Ou seja, a vida na Terra pode ter começado com organismos extraterrestres (assim como organismo terrestres podem chegar a outros planetas).

O estudo, liderado pelo investigador Arjun Berera, analisou as potentes correntes de poeira cósmica, que se deslocam pelo espaço a uma velocidade que podem chegar a mais de 70 mil quilómetros por segundo. A equipa da Universidade de Edimburgo concluiu que pequenas biopartículas que flutuam a grande altitude (150 quilómetros ou mais) na atmosfera podem ser libertadas da gravidade da Terra graças ao influxo dessas correntes. A partir daí, é possível chegarem a outros planetas do nosso sistema solar e... vice-versa, acreditam os cientistas.

Sabe-se que algumas bactérias e os minúsculos tardígrados (considerados o "animal mais resistente do mundo") conseguem sobreviver no espaço.

"A hipótese de colisões de poeira cósmica poderem empurrar organismos a distâncias enormes entre planetas levanta algumas perspetivas empolgantes sobre a origem da vida e das atmosferas dos planetas", defende Arjun Berera.

A teoria formulada anteriormente apontava para a possibilidade de a vida na Terra (ou os seus "igredientes") ter sido "importada" através do impacto de asteroides ou cometas.

http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2017-11-23-Primeiras-formas-de-vida-na-Terra-podem-ter-vindo-a-boleia-de-poeira-cosmica?

Comentários

Notícias mais vistas:

"Afastados da realidade": ataques da Ucrânia estão a esgotar a paciência até àqueles que sempre estiveram ao lado de Putin

Coluna de fumo na refinaria de petróleo de Moscovo da Gazprom Neft - Anadolu  Mais de quatro anos depois do início da invasão em larga escala da Ucrânia, a estratégia de Vladimir Putin de manter a guerra afastada do quotidiano da população começa a revelar os seus limites. Pela primeira vez em vários anos de guerra, até algumas das vozes mais nacionalistas e pró-guerra da Rússia começam a admitir que aquilo que os russos veem "com os próprios olhos" já não coincide com a narrativa oficial de que "está tudo bem" A guerra que Vladimir Putin tentou manter à distância dos russos está a chegar cada vez mais ao interior do país e a tornar-se impossível de esconder. A conclusão é do mais recente relatório do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), que considera que a intensificação dos ataques ucranianos em profundidade está a expor "as fraquezas da Rússia e a incapacidade de defender a sua população", ao mesmo tempo que coloca o Kremlin perante um dilema: como ...

Drones russos atingem dois navios civis no mar Negro

Drones russos atingiram dois navios civis com bandeira estrangeira no mar Negro na noite de quinta-feira, segundo as autoridades ucranianas. De acordo com Oleksii Kuleba, vice-primeiro-ministro ucraniano responsável pela Reconstrução, os drones atingiram um navio com bandeira de São Cristóvão e Neves e outro com bandeira panamiana, causando um morto e cinco feridos. Um dos marinheiros feridos está em estado crítico, adiantou Kuleba. "É mais uma prova de que a Rússia trava uma guerra contra a liberdade de navegação, o comércio internacional e a segurança alimentar global", escreveu. O governador da região ucraniana de Odessa, Oleh Kiper, afirmou que os navios já retomaram a marcha. Os ataques ocorreram numa vaga de ofensivas russas durante a noite em várias zonas da Ucrânia. Kiper acrescentou que ataques no sul da região de Odessa provocaram um incêndio num parque de camiões, que matou uma pessoa e feriu outras quatro. Pelo menos quatro pessoas ficaram ainda feridas noutro ata...

Depois dos elétricos Europa quer tarifas para híbridos plug-in feitos na China

BYD Seal U DM-i, frente © BYD  Para travar a expansão dos chineses em solo europeu Bruxelas prepara-se para recorrer a um mecanismo que conhece bem: as tarifas. Depois de ter aplicado tarifas adicionais aos veículos elétricos fabricados na China em 2024, a União Europeia (UE) prepara mais uma medida protecionista. Desta vez, o alvo são os híbridos plug-in produzidos no país asiático, de acordo com o reportado pelo jornal Handelsblatt. Com os automóveis elétricos produzidos na China sujeitos a tarifas adicionais que podem chegar aos 35,3%, sobre os 10% regulares, as marcas chinesas redirecionaram parte da sua oferta para os híbridos plug-in que estão a salvo destas penalizações. Os números refletem essa aposta: a quota de mercado na Europa dos híbridos plug-in produzidos na China saltou de 18% para 30% face a abril de 2025, com as vendas a crescerem 236% no mesmo período. O exemplo mais evidente é o BYD Seal U DM-i, que foi o híbrido plug-in mais vendido na Europa no ano passado e m...