Avançar para o conteúdo principal

Prestação Social Única vai fundir 13 apoios sociais num só



Secretária de Estado da Segurança Social, Filipa Lima, diz que serão previstas normas de transição para salvaguardar os atuais beneficiários, garantindo que a passagem para o novo modelo não implica perdas abruptas de proteção


 A futura prestação social única vai agregar 13 apoios do subsistema de solidariedade, incluindo o Rendimento Social de Inserção, mas excluindo o complemento solidário para idosos, devendo o diploma ser aprovado em breve para discussão parlamentar.


A garantia foi dada pela secretária de Estado da Segurança Social, Filipa Lima, numa audição regimental na comissão parlamentar de Trabalho, Segurança Social e Inclusão, na qual explicou que o projeto "está atualmente em circulação entre os membros do Governo", prevendo-se o seu envio "muito em breve" à Assembleia da República, sob a forma de projeto de lei.


Segundo a governante, a prestação social única (PSU) tem como principal objetivo simplificar o acesso aos apoios sociais, reduzindo a burocracia associada ao atual sistema, caracterizado por múltiplas prestações e diferentes regras de acesso.


"É uma prestação que visa simplificar o acesso a apoios sociais, reduzindo a burocracia pela complexidade dos apoios que existem atualmente e, por essa via, também os custos de contexto", afirmou Filipa Lima.


A PSU irá integrar 13 prestações do subsistema de solidariedade, incluindo o Rendimento Social de Inserção (RSI), mas não abrangerá o Complemento Solidário para Idosos (CSI), uma exclusão que Filipa Lima fez questão de sublinhar, na sequência de referências feitas durante o debate.


A reforma prevê ainda a harmonização das condições de acesso às prestações, nomeadamente no que diz respeito à condição de recursos, bem como o reforço da adequação, cobertura e eficácia do sistema de proteção social.


Entre as principais novidades, a secretária de Estado destacou a introdução de uma componente de incentivo ao trabalho, destinada a evitar que o aumento dos rendimentos laborais conduza automaticamente à perda de apoios sociais.


"Vamos incluir uma componente de incentivo ao trabalho, fazendo com que um aumento do rendimento de trabalho não conduza a uma perda automática do rendimento disponível", explicou.


Por outro lado, será também integrada uma componente de participação em atividades de solidariedade social, funcionando como contrapartida para beneficiários em idade ativa.


Filipa Lima assegurou ainda que serão previstas normas de transição para salvaguardar os atuais beneficiários, garantindo que a passagem para o novo modelo não implica perdas abruptas de proteção.


Relativamente aos prazos, a governante considerou que o Executivo está em condições de cumprir o calendário definido, apesar de ter sido necessário recuperar atrasos no desenvolvimento da medida.


"Contamos enviar muito em breve à Assembleia da República o projeto de lei para aprovação e assim cumprirmos a meta do PRR", afirmou.


A criação da prestação social única integra o conjunto de reformas previstas no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na área da segurança social, visando tornar o sistema mais simples, eficiente e ajustado às necessidades dos beneficiários.


Prestação Social Única vai fundir 13 apoios sociais num só - Expresso


Comentário do Wilson:

Actualmente existem verdadeiros profissionais dos subsídios, esperemos que estes profissionais acabem e que com esta medida haja mais justiça.


Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Híbridos plug-in falham promessa climática: emissões de CO2 são 4,6 vezes acima do esperado

Foto: JORGE SILVA / REUTERS  Os veículos híbridos plug-in estão a emitir muito mais CO2 do que indicam os testes de homologação. As emissões reais já são 4,6 vezes superiores aos valores oficiais, segundo um novo estudo. O estudo conclui que a utilização do modo eléctrico caiu de 26% nos veículos matriculados em 2021 para apenas 17% nos registados em 2023  Apesar das suas baterias maiores e autonomias eléctricas cada vez mais elevadas, os veículos híbridos plug-in estão a emitir muito mais dióxido de carbono (CO₂) do que indicam os testes de homologação. Um novo estudo do Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT, na sigla inglesa) conclui que as emissões reais destes veículos continuam a afastar-se dos valores oficiais, levantando dúvidas sobre o seu contributo efectivo para a descarbonização do transporte rodoviário. A análise incidiu sobre cerca de 920 mil veículos matriculados na Europa entre 2021 e 2023, com base nos dados recolhidos pelos próprios automóveis e com...

Moscovo fecha Instituto Goethe na Rússia

 Berlim atribui responsabilidades a Moscovo por recentes ataques híbridos a infraestruturas na Alemanha e encerrou a Casa Russa em Bona. A Rússia vai encerrar todas as filiais do Instituto Goethe no país, na sequência da decisão de Berlim de fechar o centro cultural Casa Russa na cidade alemã de Bona, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros russo. “Os alemães têm aqui filiais do Instituto Goethe. Em Moscovo, São Petersburgo e Ekaterimburgo. Naturalmente, serão encerradas depois de terem expulsado o nosso centro cultural”, afirmou Sergei Lavrov durante uma intervenção no Fórum Económico Oriental, realizado em Vladivostok. O chefe da diplomacia russa salientou que, se não tomassem esta decisão, os russos não se estariam a respeitar a si próprios. “Eles deram conscientemente este passo (…) que significa o fim da sua presença cultural na Rússia, que se mantinha apesar de todas as peripécias ucranianas nas nossas relações com o Ocidente”, afirmou. No dia 4 de agosto, foi encon...