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Zelensky anuncia feito inédito na História da guerra: robôs capturaram sozinhos posição russa



 Presidente ucraniano relatou que robôs e drones conquistaram posição russa na linha da frente: "Os inimigos renderam-se e a operação foi executada sem infantaria e sem baixas do nosso lado".


O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, divulgou um feito inédito na História da guerra. Pela primeira vez, apenas robôs conquistaram uma posição militar sem qualquer intervenção humana. “Uma posição inimiga foi tomada apenas por plataformas não tripuladas — sistemas terrestres e drones. Os inimigos renderam-se e a operação foi executada sem infantaria e sem baixas do nosso lado”, declarou o chefe de Estado, num discurso publicado esta segunda-feira na celebração ucraniana, dia dedicado à manufatura de armas.


Nos últimos três meses, o líder ucraniano deu conta de que os robôs terrestres já “realizaram mais de 22 mil missões na linha da frente em apenas três meses”: “Por outras palavras, mais de 22 mil vidas já foram salvas. Quando é um robô e não um soldado a entrar nas zonas mais perigosas, assiste-se à tecnologia de ponta a proteger o ativo mais importante: a vida humana”.


Segundo o Presidente da Ucrânia, o país já está entre os líderes no desenvolvimento de tecnologias militares. Volodymyr Zelensky assegurou mesmo que a tecnologia militar ucraniana está a ser “procurada por dezenas de países em todo o mundo”. O Chefe de Estado, ainda assim, procurou fazer uma distinção daquilo que aconteceu nos anos 90 e 2000. “Não faremos feiras de armas nem esvaziamos arsenais. Oferecemos parcerias de segurança que sejam duradouras e benéficas para a Ucrânia.”


Neste sentido, Volodymyr Zelensky recordou o apoio ucraniano aos países do Golfo, como os Emirados Árabes Unidos, o Qatar ou a Arábia Saudita para se defenderem dos drones iranianos. “Radares, sistemas necessários de guerra eletrónica, comunicação entre componentes da defesa aérea e a própria interceção – a Ucrânia é capaz de tudo isso”, assegurou. O Presidente ucraniano deu ainda conta de que Kiev está em contactos “com o Kuwait, o Omã, a Turquia e a Síria. Países da Ásia e de África também estão interessados na nossa experiência”.


O líder ucraniano enfatizou que Kiev é já “produtor global de força e segurança”, mas garantiu que não serão um “presente” para o Médio Oriente. A Ucrânia quer antes “acordos de segurança de longo prazo” que trazem verbas para os cofres públicos do país — algo que é “essencial num contexto de instabilidade global”. “Significa também acesso a tipos de armamento que nos faltam, mas que os nossos parceiros possuem. Apoiamos quem nos apoia – e trabalhamos para que todos se tornem mais fortes.”


Sobre a Europa, Volodymyr Zelensky confirmou estarem em curso “conversas” em relação a este assunto. São “negociações sobre a criação de um sistema conjunto de defesa aérea”. “Estou confiante: ou a Ucrânia se torna parte integrante do sistema de segurança europeu, ou alguns na Europa arriscam-se a tornar-se parte do mundo russo”, avisou o Presidente ucraniano.


O feito da Ucrânia: apenas robôs conquistaram posição russa – Observador


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