
Os Estados Unidos perderam 24 drones MQ-9 Reaper durante operações de combate contra o Irã, incluindo oito abatidos apenas no início de abril, segundo informações divulgadas pela CBS News com base em fonte anônima.
As perdas financeiras estimadas chegam a cerca de US$ 700 milhões, embora detalhes adicionais não tenham sido revelados. Até 9 de março, já havia confirmação da queda de 11 aeronaves.
O MQ-9 Reaper é um dos principais ativos utilizados na campanha, desempenhando funções essenciais como reconhecimento, identificação de alvos para ataques de precisão e avaliação de danos em combate. Esses drones são empregados contra diversos tipos de alvos, incluindo aeródromos iranianos, lançadores de mísseis balísticos, embarcações e sistemas de defesa aérea. Diante da intensidade das operações, especialistas consideram que a perda de unidades desse tipo não é incomum.
Desenvolvido pela General Atomics Aeronautical Systems, o MQ-9 Reaper é um veículo aéreo não tripulado voltado para missões de vigilância e ataque. Baseado no modelo MQ-1 Predator, o drone realizou seu primeiro voo em 2 de fevereiro de 2001. Ele pode operar a altitudes de até aproximadamente 13 mil metros e possui autonomia que pode alcançar 24 horas de voo contínuo.
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O equipamento conta com seis pontos externos para armamentos, distribuídos entre estações internas, intermediárias e nas pontas das asas, permitindo o transporte de diferentes tipos de cargas. Entre os armamentos compatíveis estão mísseis ar-terra AGM-114 Hellfire, bombas guiadas Mark 82 e outras munições de precisão. A combinação de longa autonomia, alta capacidade de carga e sistemas avançados de inteligência, vigilância e reconhecimento torna o MQ-9 Reaper uma plataforma central em operações modernas de monitoramento e ataque de precisão.
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