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O luxo de encher a despensa: tomar o pequeno-almoço em casa custa quase o dobro face a 2022

 

A notícia repete-se: pela sétima semana consecutiva, o cabaz de 63 produtos essenciais, monitorizado pela DECO PROteste, atingiu um novo máximo, ultrapassando os 260 euros. Encher a despesa está cada vez mais caro e até os gestos do quotidiano se transforma num luxo.

O luxo de encher a despensa: tomar o pequeno-almoço em casa custa quase o dobro face a 2022

Comprar os produtos necessários para tomar um pequeno-almoço tipicamente português em casa, por exemplo, custa agora 10,93€, uma subida de 49,52% desde o início da monitorização, em 2022.

  • Leite UHT meio gordo: aumentou de 0,68€ para 0,94€
  • Pão de forma sem côdea: aumentou de 1,89€ para 2,39€
  • Manteiga com sal: aumentou de 1,75 € para 2,32€
  • Café torrado moído: aumentou 2,60€ para 5,28€, o que representa um aumento de 103% desde fevereiro de 2022
O luxo de encher a despensa: tomar o pequeno-almoço em casa custa quase o dobro face a 2022

Se quiser complementar o galão e uma torrada com uma peça de fruta, saiba que a laranja foi aquela que mais subiu de preço, com um aumento de 50,83% desde 2022, enquanto a maçã golden foi a que menos encareceu (16,21%).

E se quiser fazer um bolo? A fatura do supermercado com os ingredientes necessários aumentou de 4,13€ em 5 de janeiro de 2022 para 6€ em 22 de abril de 2026, representando um aumento de 45,28%.

  • Leite UHT meio gordo: aumentou de 0,68€ para 0,94€
  • Ovos: aumentaram de 1,14€ para 2,10€
  • Farinha para bolos: aumentou de 1,21€ para 1,86€
  • Açúcar branco: aumentou de 1,10€ para 1,17€
Só nos ovos a subida foi de 83,96%, explicada pela "ovoflação" provocada pela gripe das aves e consequente abate de galinhas que levou a escassez à escala mundial.

Carne e peixe são as categorias com maiores aumentos, com a carne de novilho para cozer a bater o recorde de subida, com um aumento de 122,36% entre 2022 e 2026. Mas os vegetarianos não escapam aos aumentos: a couve-coração foi o legume que mais subiu de preço (104%).

Apenas dois estão agora mais baratos: comprar atum em óleo vegetal é agora cinco cêntimos mais barato do que em 2022, enquanto atual preço da curgete é 25 cêntimos mais baixo.

A 5 de janeiro de 2022 o alimento mais caro do cabaz era a perca do Nilo (10,95 euros) e o mais barato a carcaça (16 cêntimos). Já a 22 de abril de 2026 o alimento mais caro é o bacalhau graúdo (18,16 euros) e o mais barato a carcaça (21 cêntimos).

A guerra na Ucrânia foi um fator determinante para a escalada dos preços. O cabaz mais barato desde o início da medição da DECO, a 5 de janeiro de 2022, registou-se no dia 23 de fevereiro de 2022, véspera da invasão da Rússia. Encher o carrinho com bens essenciais custava então 183,63€, menos 77,26 euros do que o custo atual.

Desde aí, o valor do cabaz essencial tem demonstrado um aumento consistente ao longo dos anos. Em 5 de janeiro de 2022, custava 187,70€. Em 4 de janeiro de 2023, o valor subiu para 219,40€, representando um aumento de 16,89% em relação ao ano anterior. Em 3 de janeiro de 2024, o preço atingiu 236,04€, com um aumento de 7,58% face a 2023.


O luxo de encher a despensa: tomar o pequeno-almoço em casa custa quase o dobro face a 2022 - SIC Notícias


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