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Devemos viajar menos? Bruxelas faz aviso



A Comissão Europeia alertou esta semana para uma "potencial perturbação prolongada" no setor energético da União Europeia (UE) devido ao conflito no Médio Oriente, propondo medidas para redução da procura de petróleo e para consumo mais moderado de combustíveis.


O comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, instou numa carta enviada aos países que se assegure "uma boa coordenação", bem como se equacione "a promoção de medidas de redução da procura, com especial atenção ao setor dos transportes", disse a instituição em comunicado. 


"A segurança do abastecimento da União Europeia continua garantida, mas temos de estar preparados para uma potencial perturbação prolongada do comércio internacional de energia. É por isso que precisamos de agir já e precisamos de agir em conjunto, como uma verdadeira União", disse Dan Jørgensen, citado pela nota de imprensa.


No comunicado, Bruxelas defendeu que, "no mesmo espírito, os Estados-membros devem abster-se de adotar medidas que possam aumentar o consumo de combustíveis, limitar a livre circulação de produtos petrolíferos ou desincentivar a produção das refinarias da UE".


"Devem também consultar os Estados-membros vizinhos e a Comissão a fim de preservar a coerência à escala da UE e o funcionamento do mercado interno", acrescentou.


O executivo comunitário adiantou que, "para salvaguardar a disponibilidade de produtos petrolíferos no mercado da UE, qualquer manutenção não urgente das refinarias deverá ser adiada".


"Ao mesmo tempo, o aumento da utilização de biocombustíveis poderá ajudar a substituir os produtos petrolíferos fósseis e aliviar a pressão sobre o mercado", sugeriu.


Em causa estão preparativos "atempados e coordenados" pedidos por Bruxelas para garantir o abastecimento de petróleo e de produtos petrolíferos refinados na UE dada a volatilidade do mercado decorrente do conflito no Médio Oriente e o encerramento do Estreito de Ormuz.


Os EUA e Israel lançaram, em 28 de fevereiro, um ataque militar contra o Irão e, em resposta, Teerão encerrou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.


Como consequência, o tráfego de petroleiros no estreito caiu drasticamente e aumentou a instabilidade relacionada com a oferta, pressionando os preços, com o petróleo a ultrapassar os 100 dólares por barril.


A UE enfrenta, assim, uma crise energética marcada não pela escassez imediata de fornecimento, mas pelo aumento acentuado dos preços de energia.


Próxima semana traz novo aumento no preço dos combustíveis. Quanto sobem? - Notícias ao Minuto


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