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Rússia está a receber "enorme quantidade" de pedidos de energia



A Rússia está a receber "uma enorme quantidade de solicitações" para o fornecimento de energia devido à crise provocada pela guerra israelo-americana contra o Irão, anunciou hoje a presidência russa (Kremlin).

Irão: Rússia está a receber "enorme quantidade" de pedidos de energia

"Agora que o mundo se encontra imerso numa grave crise económica e energética, cuja magnitude aumenta dia após dia (...), recebemos inúmeras solicitações para adquirir os nossos recursos energéticos de destinos alternativos", afirmou o porta-voz do Kremlin.


 

Dmitri Peskov disse que aos contactos já conhecidos com a Sérvia e a Hungria se juntaram outros pedidos alternativos para o fornecimento de energia, que não especificou, segundo a agência de notícias espanhola Europa Press (EP).


O porta-voz do Presidente Vladimir Putin explicou em conferência de imprensa que Moscovo estava a negociar o fornecimento de hidrocarbonetos para "ajustar o melhor possível" os interesses nacionais.


A Rússia tem estado sujeita a um embargo a produtos petrolíferos desde que invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, sobretudo dos aliados europeus de Kiev.


O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levantou recentemente algumas das sanções ao petróleo russo embarcado devido à crise gerada pela guerra contra o Irão que lançou conjuntamente com Israel em 28 de fevereiro.


A ofensiva foi lançada de surpresa enquanto decorriam conversações entre Teerão e Washington, sob mediação de Omã, sobre o programa nuclear iraniano.


O Irão respondeu à ofensiva com ataques contra Israel e contra interesses norte-americanos nos países do Médio Oriente.


Israel abriu depois uma outra frente no Líbano por ter sido atacado pelo grupo libanês pró-iraniano Hezbollah.


A guerra, que vai no 39.º dia, causou mais de 3.500 mortos só no Irão e no Líbano, segundo uma contabilização da TV do Qatar Al-Jazeera com base em dados oficiais.


Trump intensificou nos últimos dias as ameaças de apagar o Irão do mapa se Teerão não reabrir o Estreito de Ormuz, enquanto continuam as operações para decapitar a cúpula iraniana.


O tráfego através de Ormuz, rota fundamental para fornecimento de gás e petróleo do Golfo Pérsico para o mercado mundial, representa agora menos de 10% dos níveis anteriores à guerra, de acordo com a Agência Internacional da Energia.


Também o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, afirmou hoje que os desenvolvimentos no Médio Oriente criaram "novas oportunidades económicas" para as empresas da Rússia, nomeadamente nos mercados energéticos.


Numa intervenção em Moscovo sobre a evolução dos mercados globais de energia, Mishustin destacou que um dos mais importantes corredores de transporte internacional no Golfo Pérsico, o Estreito de Ormuz, estava "efetivamente paralisado".


"O funcionamento das rotas marítimas estabelecidas foi interrompido", afirmou Mishustin, citado pela agência de notícias turca Anadolu, assinalando que aproximadamente 10% da produção global de gás natural liquefeito (GNL) foi retirada do mercado.


O primeiro-ministro russo defendeu que será necessário "tanto uma quantidade significativa de tempo como investimentos vultuosos para colocar os processos, a infraestrutura e a logística novamente nos eixos".


Mishustin disse que a crise "já se refletiu nos preços" e que a pressão inflacionária global deverá aumentar devido à situação no Médio Oriente, mas notou que o cenário atual apresenta novas oportunidades para a Rússia.


"Do ponto de vista económico, a situação atual para o nosso país apresenta novas oportunidades para melhorar, até certo ponto, a situação financeira dos setores orientados para a exportação e para proporcionar receitas adicionais ao orçamento", afirmou.


"Estamos a registar uma diminuição no desconto sobre o preço do petróleo russo", acrescentou Mikhail Mishustin.


Irão: Rússia está a receber "enorme quantidade" de pedidos de energia - Notícias ao Minuto


Comentário do Wilson:

Todos nós sabemos que Donald Trump é um oligarca que Putin colocou a governar os EUA. Podia ajudar a Rússia com 1 milhão mas é muito melhor para Donald Trump gastar 100 milhões numa guerra:

- O amigo Putin recebe na mesma 1 milhão em novas encomendas de petróleo,

- Donald Trump e seus testas de ferro recebem 10 milhões em comissões da indústria de armamento,

- O povo americano gasta os tais 100 milhões da despesa da guerra em impostos futuros.

- e os portugueses e resto do mundo (incluindo o povo americano) perde 1.000 milhões com a crise causada.

Já não lhe chegava os milhões que ganhava com a manipulação do mercado derivado das suas palavras e acções, agora tinha de iniciar uma guerra com resultados imprevisíveis e fatais.


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