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Bruxelas dá dois meses ao governo para aumentar professores para mil euros.


 © Pedro Granadeiro / Global Imagens


 Desde novembro de 2021 que Bruxelas tem em curso um procedimento contra o Estado português nesta matéria.

A Comissão Europeia vai avançar com uma queixa no Tribunal de Justiça da União Europeia caso o governo português não aumente os salários dos professores a contrato dentro de dois meses, noticia o Correio da Manhã esta terça-feira. Bruxelas quer subidas de salários para mil euros líquidos dos contratados.

Desde novembro de 2021 que Bruxelas tem em curso um procedimento contra o Estado português nesta matéria. Em causa estão os professores contratados sempre pelo mesmo valor, independentemente dos anos de serviço. Ora, para a Comissão Europeia, trata-se de discriminação dos professores contratados, o que viola as regras da União Europeia (UE).

De acordo com o jornal do grupo Cofina, apesar de Portugal ter respondido positivamente no início de 2022, Bruxelas continua a considerar injustificadas as diferenças de tratamento entre docentes. A Comissão Europeia já emitiu um parecer sobre o caso. Para a Fenprof, a posição do executivo comunitário é de salutar, mas receia que se surge um regime de exceção nesta matéria. O governo ainda não reagiu à decisão.


Comentário do Wilson:

Foi graças a Bruxelas que os professores contratados viram o seu futuro melhorar no tempo de Passos Coelho e Paulo Portas (apesar da Troika), e é agora graças a Bruxelas que poderão aspirar a ganhar mil euros, após muitos anos sem qualquer aumento.

Numa altura em que o ordenado mínimo nacional ronda os 700 euros e há pessoas a ganhar mais de mil euros em subsídios sem trabalhar, só um louco é que quererá ir para professor, onde tem que fazer uma licenciatura e mais um mestrado e mais uma especialização pedagógica e mais outra especialização científica para no fim ganhar pouco mais do que o ordenado mínimo nacional.

e ainda tem que andar com a casa às costas todos os anos sem qualquer subsídio de deslocação, sabendo o preço que um quarto ou casa custa só com ajuda dos pais ou maridos é que podem ter alguma comida para comer e só por milagre (ou acidente) é que poderão ter filhos.

e ainda tem que fazer todo o trabalho normal de um professor mais o trabalho administrativo que deveria ser feito por administrativos e mais o trabalho que deveria ser feito por um psicólogo e, muitas vezes, ainda o trabalho auxiliar que deveria ser feito por uma auxiliar.


Bruxelas dá dois meses ao governo para aumentar professores (dinheirovivo.pt)


Comentários

  1. Após vários anos de serviço (em alguns casos mais de 20 anos de serviço) há professores que continuam a ganhar menos de mil euros líquidos em Portugal.

    Foi graças a Bruxelas que os professores contratados viram o seu futuro melhorar no tempo de Passos Coelho e Paulo Portas (apesar da Troika), e é agora graças a Bruxelas que poderão aspirar a ganhar mil euros, após muitos anos sem qualquer aumento.

    Numa altura em que o ordenado mínimo nacional ronda os 700 euros e há pessoas a ganhar mais de mil euros em subsídios sem trabalhar, só um louco é que quererá ir para professor, onde tem que fazer uma licenciatura e mais um mestrado e mais uma especialização pedagógica e mais outra especialização científica para no fim ganhar pouco mais do que o ordenado mínimo nacional.

    e ainda tem que andar com a casa às costas todos os anos sem qualquer subsídio de deslocação, sabendo o preço que um quarto ou casa custa só com ajuda dos pais ou maridos é que podem ter alguma comida para comer e só por milagre (ou acidente) é que poderão ter filhos.

    e ainda tem que fazer todo o trabalho normal de um professor mais o trabalho administrativo que deveria ser feito por administrativos e mais o trabalho que deveria ser feito por um psicólogo e, muitas vezes, ainda o trabalho auxiliar que deveria ser feito por uma auxiliar.

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