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Carros eléctricos batem diesel e gasolina na eficácia

Pode ser fã, ou não, de veículos eléctricos. Mas aqui o que interessa é apenas a percentagem de energia que utilizam para se deslocar. E os eléctricos dominam por completo face aos gasolina e diesel.

O Renault Zoe, em companhia do Nissan Leaf, é um dos melhores exemplos de veículos concebidos para serem utilizados pelo grande público e usam até 82% da energia que se "mete" para se movimentarem

s veículos, animados por motores que consumam energia eléctrica ou combustíveis fósseis, limitam-se a transformar energia em movimento. E desta vez não interessa as emissões nocivas, ou outras, que resultam desse processo em qualquer um dos casos, mas apenas a percentagem de “combustível”, seja ele electricidade, gasolina ou gasóleo, para fazer andar o veículo. Ou, pelo contrário, o que se perde por aquecimento, fricção e durante as operações de recarga ou abastecimento, além do que se abre mão durante as travagens, resistência ao ar e ao rolamento.

Começando pela recarga da bateria, face ao abastecimento do depósito de combustível fóssil, se este último praticamente não apresenta perdas (talvez uns insignificantes mililitros por evaporação), os carros eléctricos perdem 16% da energia que retiram da rede, sobretudo por aquecimento. Contudo, os eléctricos têm a capacidade de recarregar durante as travagens e desaceleração (cerca de 17%), o que ainda lhes dá um saldo positivo de 1%. A partir daqui, é só vantagens para os automóveis locomovidos a electricidade.

Começam por não consumir quando estão ao ralenti, ao contrário dos queimam diesel, mas em resumo e segundo o Departamento de Eficiência Energética e Energia Renovável (Office of Energy Efficiency & Renewable Energy), a grande vantagem está no motor, pois enquanto o eléctrico transforma em movimento 77% a 82% da energia consumida, os motores que queimam combustíveis derivados do petróleo ficam-se pelos 12% a 30%, dependendo se funcionam a gasolina ou a gasóleo (com vantagem para este último). O resto é desperdiçado sobretudo por aquecimento, fruto da fricção e das perdas mecânicas, por possuírem muito mais peças móveis, tanto no motor como na caixa de velocidades.

No que respeita ao resto – das perdas aerodinâmicas, por rolamento, ou a necessidade de alimentar sistemas periféricos, como o ar condicionado, rádio ou luzes -, os valores não diferem tanto quanto se possa julgar.

https://observador.pt/2018/09/11/carros-electricos-batem-diesel-e-gasolina-na-eficacia/

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