Avançar para o conteúdo principal

Grandes empresas conseguem “fugir” ao novo imposto sobre imóveis

O novo imposto sobre o património imobiliário pode não valer ao Governo tanta receita como seria de esperar. É que os grandes grupos económicos, detentores de imóveis mais valiosos e em maior número, têm várias formas de “fugir” ao chamado “Imposto Mortágua”.

Em causa está a forma como estas grandes empresas estão organizadas, nomeadamente, dividindo-se em várias sociedades, o que lhes permite distribuir o valor global do património imobiliário e assim evitar pagar o imposto na totalidade, destaca uma análise do Jornal de Negócios.

Deste modo, se o património imobiliário for concentrado numa única sociedade, esta arrendará os imóveis às outras empresas do mesmo grupo, o que permitirá reduzir os valores a pagar ou anular por completo o imposto, em certos casos.

Isto porque a lei prevê que quem arrenda os imóveis pode abater à colecta das rendas o valor do novo imposto, frisa o Negócios, citando a proposta do Orçamento de Estado para 2017 apresentada pelo Governo.

O jornal constata que este modelo é frequente nos grandes grupos económicos que são aqueles que têm melhor situação financeira e que, logo, teriam melhores condições para suportar o novo imposto.

As empresas que têm imóveis com valores mais baixos podem beneficiar distribuindo-os por diversas sociedades, com o intuito de obterem a isenção em função do valor mínimo de 600 mil euros a partir do qual o imposto é colectado, sustenta o Negócios.

Já tinha sido notícia que os proprietários com casas de luxo registadas em offshores são beneficiados com o novo imposto, ficando a pagar menos pelas suas habitações em 2017.


Em: http://zap.aeiou.pt/grandes-empresas-conseguem-fugir-ao-novo-imposto-imoveis-137127

Comentários

Notícias mais vistas:

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Os professores

 As últimas semanas têm sido agitadas nas escolas do ensino público, fruto das diversas greves desencadeadas por uma percentagem bastante elevada da classe de docentes. Várias têm sido as causas da contestação, nomeadamente o congelamento do tempo de serviço, o sistema de quotas para progressão na carreira e a baixa remuneração, mas há uma que é particularmente grave e sintomática da descredibilização do ensino pelo qual o Estado é o primeiro responsável, e que tem a ver com a gradual falta de autoridade dos professores. A minha geração cresceu a ter no professor uma referência, respeitando-o e temendo-o, consciente de que os nossos deslizes, tanto ao nível do estudo como do comportamento, teriam consequências bem gravosas na nossa progressão nos anos escolares. Hoje, os alunos, numa maioria demasiado considerável, não evidenciam qualquer tipo de respeito e deferência pelo seu professor e não acatam a sua autoridade, enfrentando-o sem nenhum receio. Esta realidade é uma das princip...

ADSE muda regras dos óculos: reembolso passa a ter limite anual de 180 euros

 A ADSE vai alterar as regras de reembolso dos óculos, introduzindo um teto anual de 180 euros no regime livre, mantendo a comparticipação de 80%. Deixa assim de haver limites quanto ao número de armações e lentes, que até agora eram definidos por períodos de três anos. As mudanças abrangem também exames e cirurgias, com revisão da tabela de preços da radiologia e da gastroenterologia e inclusão de novos atos, sobretudo TAC e ressonâncias magnéticas, permitindo acesso a técnicas mais avançadas sem aumento dos encargos para os beneficiários, segundo avançou o ECO. As alterações terão um impacto orçamental estimado em 15,4 milhões de euros por ano para a ADSE, sistema de proteção na doença da função pública. A revisão das tabelas de preços abrange cerca de 200 atos médicos e inclui mais de uma centena de novos códigos, sobretudo na área da radiologia, com o objetivo de atualizar os valores de referência e alargar o acesso a cuidados mais diferenciados. ADSE muda regras dos óculos: re...