Avançar para o conteúdo principal

Licenças de táxi à venda na internet por mais de 100 mil euros

Estão à venda na Internet licenças de táxi em Lisboa por mais de 100 euros. As associações do setor falam em preços “irrealistas” e admitem tratar-se de situações de “lavagem de dinheiro”.

O Jornal de Notícias denuncia a situação, dando como exemplo casos em que são pedidos 105 mil a 200 mil euros para licenças em Lisboa em sites de vendas online como o OLX ou o Custo Justo.

Nos exemplos dados para fora de Lisboa, as licenças estão à venda a metade do preço: em Vila Franca de Xira (onde é destacada a proximidade ao aeroporto Humberto Delgado) há uma por 90 mil, em Cascais por 83 mil e em Coimbra por 130 mil.

Umas incluem as viaturas; outras não. Por exemplo, está à venda no Custo Justo uma licença por 55 mil euros, enquanto a licença à venda por 105 mil euros no OLX inclui um carro de táxi.

Carlos Ramos, presidente da Federação Portuguesa do Táxi (FPT) fala em “especulação pura” e admite trata-se de lavagem de dinheiro. “Só pode. Quem tem as licenças anda à procura de quem necessita de justificar muito dinheiro vivo”, diz ao JN.

“Dificilmente se poderia falar em investimento pois aqueles valores nunca seria recuperados. Daí até à lavagem de dinheiro vai uma curta viagem, que a FPT não tem problemas em denunciar como surreal.”

Por seu lado, Florêncio Almeida, da Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), defende que “os anúncios devem ser para enganar o próximo”, já que os valores parecem “irrealistas”.

De acordo com o presidente da ANTRAL, cerca de 13 mil táxis circulam diariamente nas estradas portuguesas, 4.500 dos quais concentrados na Área Metropolitana de Lisboa – cerca de 3.500 táxis apenas na cidade de Lisboa, de acordo com o Jornal de Negócios – e 1.700 na Área Metropolitana do Porto.


Em: http://zap.aeiou.pt/licencas-de-taxi-a-venda-na-internet-por-mais-de-100-mil-euros-136936

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Hidrogénio verde deve começar a ser produzido em Sines em 2025

 © Paulo Spranger/Global Imagens  GreenH2Atlantic é o projeto que integra empresas como a EDP, Galp, Martifer, Efacec e Bondalti, e que acaba de receber luz verde de Bruxelas. Construção da unidade industrial apontada para 2023. Início da produção em 2025. A partir da central termoelétrica de Sines vai começar-se a produzir hidrogénio renovável (leia-se verde) dentro de quatro anos, graças ao projeto GreenH2Atlantic. Este projeto é responsabilidade de um consórcio de 13 entidades e acaba de ser selecionado por Bruxelas para ser apoiado por um fundo de 30 milhões de euros, no âmbito do programa Horizon 2020 - Green Deal, foi esta terça-feira anunciado. "Um consórcio de 13 empresas e parceiros de investigação foi selecionado pela Comissão Europeia no âmbito do Green Deal para desenvolver um projeto de produção de hidrogénio verde de 100 MW [megawatts] em Sines", lê-se num comunicado da EDP, que integra o projeto. O consórcio integra também a Galp, a Martifer, a Efacec, a Engie,...

Novo aeroporto de Lisboa. Governo exige à ANA duas pistas para grandes aviões e questiona falta de segundo terminal

Foto: ANDRÉ KOSTERS / LUSA  Resposta a relatório da ANA sobre novo aeroporto questiona eliminação de segundo terminal de passageiros para acolher expansão e existência de uma única pista preparada para aviões de maior dimensão. Plano do novo Aeroporto Luis de Camões durante a entrega do Relatório Inicial (High Level Assumption Report) da concessionária ANA sobre o desenvolvimento da capacidade aeroportuária de Lisboa,  para iniciar formalmente negociações sobre a extensão do contrato de concessão e viabilizar a construção do novo Aeroporto Luís de Camões, em Alcochete, 17 de dezembro de 2024.  ANDRÉ KOSTERS/LUSA O Governo questionou a ANA sobre o que qualifica de “alteração relevante da estratégia de expansão e faseamento do NAL (Novo Aeroporto de Lisboa)”. No comentário de resposta ao mais recente relatório técnico entregue em julho pela ANA sobre o desenvolvimento do aeroporto Luís de Camões, o Estado pede à concessionária que esclareça vários temas relacionados co...