Avançar para o conteúdo principal

Emails desmentem ministro da educação

Tiago Brandão Rodrigues disse esta semana que “em nenhum momento” impediu a exoneração de Nuno Félix e que terá sido João Wengorovius Meneses a escolher a sua equipa, mas na prática não terá sido isso que aconteceu.

O jornal i avança que houve uma troca de emails entre Brandão Rodrigues e o ex-secretário de Estado Wengorovius Meneses que prova a ingerência por parte do ministro na equipa da Secretaria de Estado do Desporto, ao contrário do que afirmou esta terça-feira à SIC.

“Em nenhum momento eu pedi a João Meneses que não exonerasse o seu chefe de gabinete. Todos os governantes têm a possibilidade real de trabalhar e fazerem tudo aquilo que querem fazer nas suas equipas”, afirmou.

Nuno Félix demitiu-se na semana passada após ter sido confrontado com as licenciaturas que nunca chegou a concluir.

De acordo com o jornal i, Meneses tinha pedido a Tiago Brandão Rodrigues que exonerasse Nuno Félix devido a falta de confiança política e à falta de capacidades para exercer o cargo, mas o ministro recusou a ideia e chegava mesmo a reunir várias vezes diretamente com Nuno Félix.

O ministro da Educação tinha conhecimento dos problemas que envolviam Nuno Félix na gestão e funcionamento do gabinete da secretaria de Estado da Juventude e Desporto e terá mesmo pedido ao antigo secretário de Estado do Desporto que não exonerasse o chefe de gabinete.

O jornal escreve que a troca de emails entre o ministro e o secretário de Estado sobre a situação de Nuno Félix ocorreu entre março e abril deste ano.

Segundo o i, o primeiro email enviado por Wengorovius Meneses a Brandão Rodrigues a pedir a exoneração de Nuno Félix, que incluiria até uma proposta de nome para substituir o chefe de gabinete, terá sido ignorada pelo ministro.


Em: http://zap.aeiou.pt/emails-desmentem-ministro-da-educacao-136538

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Plataforma pública “Licencia com Inteligência Artificial” vai cortar tempos de espera em “pelo menos 60%”

 O ministro da Reforma do Estado sublinhou que as empresas portuguesas têm uma baixa adoção de IA, o que deixa mais margem para acelerar a produtividade nacional. O ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Saraiva Matias, sublinhou que as empresas portuguesas têm uma baixa adoção de inteligência artificial (IA), mas considera que esse atraso pode transformar-se numa oportunidade para acelerar a produtividade e a competitividade da economia, pela margem por explorar que está disponível. “As nossas empresas têm uma baixa adoção de IA. As pequenas e médias empresas correspondem a 99% do tecido empresarial português e a adoção de IA é baixa. É preciso apoiar estas empresas a introduzir IA nos seus modelos de negócio para poderem competir no plano global”, disse o ministro na Conferência “Futuro do trabalho 5.0”, no estúdio do ECO., na qual se discutiu as novas tendências do trabalho e de que forma a tecnologia as está a moldar. Para além das empresas, outras das prioridades ide...

“IA pode matar-nos a todos”: ex-investigador da Google DeepMind junta-se à onda de alertas

 Chama-se Bilal Chughtai e trabalhou em investigação sobre segurança e alinhamento de Inteligência Artificial (IA) na Google DeepMind até julho, altura em que deixou a empresa. Agora, alerta que a tecnologia pode representar um risco existencial para a humanidade, defendendo que o tempo para evitar esse cenário pode estar a esgotar-se. A onda de alertas vindos de dentro das grandes empresas de IA não para de crescer. Depois de Jacob Coxon ter anunciado a sua saída da Anthropic na semana passada, citando preocupações com a corrida rumo à superinteligência artificial, foi a vez de um investigador ligado à Google DeepMind. Engenheiro de investigação que trabalhou em segurança e alinhamento de AGI (em português, Inteligência Artificial Geral) na DeepMind, Bilal Chughtai confirmou através das redes sociais ter deixado a empresa em julho de 2026. Durante a sua passagem pela Google DeepMind, foi também coautor de artigos de investigação. Esta semana, tornou públicas as suas preocupações a...