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Dinamarca volta a detetar drones e reforça segurança para cimeiras da UE onde estará Montenegro

 

Aeroporto de Copenhaga, na Dinamarca

A Dinamarca voltou a detetar drones sobre instalações militares, num padrão de incursões que já levou ao fecho temporário de vários aeroportos. As autoridades suspeitam de uma campanha de “guerra híbrida” ligada à Rússia, que nega o seu envolvimento. O Governo dinamarquês vai proibir todos os voos de drones civis na próxima semana para garantir a segurança de cimeiras da União Europeia


As Forças Armadas dinamarquesas anunciaram este domingo ter avistado drones sobre instalações militares do país durante a noite, pelo segundo dia consecutivo, depois de várias violações do espaço aéreo europeu por aeronaves russas nos últimos dias.

"As Forças Armadas confirmam que foram observados drones em vários dos seus locais durante a noite. Vários meios [de defesa] foram mobilizados", avançaram as Forças Armadas, em comunicado divulgado.

Não foram fornecidos mais detalhes sobre os incidentes ou a resposta das Forças Armadas, mas os meios de comunicação social dinamarqueses garantem que nenhum aeroporto foi encerrado durante a noite.

País proíbe drones para garantir segurança de cimeiras da UE

Vão ser proibidos todos os voos de drones civis na próxima semana, para garantir a segurança da cimeira da UE que reunirá chefes de Governo em Copenhaga, anunciou também este domingo o Governo dinamarquês

"A Dinamarca vai receber os líderes europeus na próxima semana e vamos prestar especial atenção à segurança. Portanto, de segunda a sexta-feira, fecharemos o espaço aéreo dinamarquês a todos os voos de drones civis", declarou o ministro dos Transportes, Thomas Danielsen.

A Dinamarca, que preside neste segundo semestre ao Conselho da União Europeia, acolhe na próxima quarta-feira um Conselho Europeu informal, em Copenhaga, estando prevista a presença do primeiro-ministro português, Luís Montenegro.

No dia seguinte, realiza-se, também na capital dinamarquesa, uma cimeira da Comunidade Política Europeia, igualmente com a participação do primeiro-ministro, Luís Montenegro.

"Não podemos aceitar que drones estrangeiros criem incerteza e agitação na sociedade, como temos experimentado recentemente", disse ainda o ministro dinamarquês, num comunicado.

As autoridades dinamarquesas consideram que esta medida "elimina o risco de drones hostis serem confundidos com drones legais e vice-versa".

"Estamos atualmente numa situação de segurança difícil e temos de garantir as melhores condições de trabalho possíveis para as Forças Armadas e a Polícia, que são responsáveis pela segurança durante a cimeira da UE", disse, por seu lado, o ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen.

Uma violação da proibição pode levar a multas ou prisão até dois anos.

A Dinamarca pediu ajuda às Forças Armadas alemãs para garantir a segurança da reunião informal, durante a qual vão deslocar um contingente das suas forças anti-drones para Copenhaga.

Drones avistados na Dinamarca já há vários dias

A presença de drones na Dinamarca e na Noruega desde 22 de setembro levou ao encerramento de vários aeroportos, com Copenhaga a sugerir um possível envolvimento russo.

As Forças Armadas dinamarquesas anunciaram a presença de drones não identificados sobre "vários locais militares" durante a noite da passada sexta-feira para sábado, mas escusaram-se a divulgar mais pormenores.

A polícia confirmou que "um ou dois drones" foram observados na sexta-feira à noite perto e acima da base militar de Karup, a maior do país, que alberga todos os helicópteros das Forças Armadas, a vigilância do espaço aéreo, a escola de aviação e funções de apoio.

A intrusão levou ao encerramento temporário do espaço aéreo ao tráfego civil durante algum tempo.

Voos de drones já tinham sido observados na quarta-feira à noite sobre a Base Aérea de Skrydstrup e sobre o Aeroporto de Aalborg, a quarta maior cidade do país, que também tem uma componente militar, obrigando o aeroporto a suspender os voos durante uma hora.

Na segunda-feira, o surgimento de drones tinha também levado o Aeroporto de Copenhaga a encerrar o tráfego aéreo durante cerca de quatro horas, causando atrasos a aproximadamente 20.000 passageiros.

As autoridades dinamarquesas ainda não determinaram a responsabilidade pelas violações do espaço aéreo, embora se refiram a um "ator profissional" e a um "ataque híbrido", e tenham manifestado suspeitas de possíveis ligações à Rússia.

A Rússia negou "firmemente" estar envolvida nestes incidentes, com a sua embaixada em Copenhaga a denunciar uma "provocação orquestrada".


Dinamarca volta a detetar drones e reforça segurança para cimeiras da UE onde estará Montenegro - Expresso


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