Avançar para o conteúdo principal

Habitação. Luís Montenegro quer política de choque: IVA a 6% e apoio ao arrendamento



 O Governo quer dar um abanão no mercado da construção civil em Portugal. O primeiro-ministro anunciou esta quinta-feira um novo pacote de medidas para aumentar a oferta de imóveis para habitação no país.


Entre elas, reduzir a taxa de IVA na construção, dos 23 para os seis por cento, em casas para venda até aos 648 mil euros e também para casas para arrendamento até aos 2.300 euros.


Outra das novidades anunciadas por Luís Montenegro é o agravamento do imposto IMT para os estrangeiros não residentes em Portugal, que comprarem casa no território português.


Para os inquilinos aumentou a dedução à coleta para de 15% até ao máximo de 900 euros em 2026, passando este limite a 1.000 euros em 2027.


Já para os proprietários está prevista, por exemplo, a redução da taxa de IRS (Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares) de 25% para 10% nos contratos de arrendamento de habitações a rendas moderadas (até 2300 Euros por habitação).


Para os construtores e autarquias a simplificação de vários “instrumentos legislativos de referência, em particular, no regime jurídico de urbanização e edificação”


Para os bancos incentivos ao crédito à construção para habitação.


Em paralelo, o Governo vai também apoiar os trabalhadores do setor da construção com alojamento temporário.


Foram anúncios feitos a meio de uma reunião do Conselho de Ministros, com Luís Montenegro a prometer uma política de choque no mercado da habitação.


Habitação. Luís Montenegro quer aplicar política de choque

Governo avança com "política de choque" na habitação e agrava IMT a não residentes | Euronews

Governo isenta de imposto adicional proprietários que coloquem casas para arrendar até 2.300 euros - CNN Portugal


Comentário do Wilson:

o aumento da dedução para o inquilino e a diminuição do IRS para o senhorio dos actuais 28% para 10% fará com que deixe de compensar o risco de fugir ao fisco, assim a receita fiscal até pode vir a aumentar ao acabar com o mercado paralelo do arrendamento e também ao trazer mais habitação para o mercado.

Para trazer mais habitação para o mercado de arrendamento não basta baixar impostos, é necessário que os despejos sejam rápidos e sem burocracia. A dificuldade em despejar um inquilino que não cumpre é o maior entrave ao mercado de arrendamento.

As restantes medidas irá incrementar a construção mas os resultados só serão visíveis dentro de uma década e apenas se os próximos governos não desfizerem estas medidas.


Comentários

Notícias mais vistas:

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Defender a escola pública

 1. Escrevo sobre o conflito que envolve os professores preocupada, em primeiro lugar, com o efeito que este está a ter na degradação da escola pública, na imagem e na confiança dos pais no sistema educativo, nos danos que estão a ser causados a milhares de alunos cujas famílias não têm condições para lhes proporcionar explicações ou frequência de colégios privados. Parece-me importante que, nas negociações entre Governo e sindicatos, esta dimensão do problema seja equacionada. Escrevo, em segundo lugar, porque espero poder dar um contributo para a compreensão e boa resolução do conflito, apesar de todo o ruído e falta de capacidade para ouvir. 2. Nos anos pré-pandemia, eram muitos os sinais das dificuldades das escolas em prestar um serviço de qualidade. A existência de milhares de alunos sem professor, em várias disciplinas e em vários pontos do país, gerou um clamor sobre a falta de docentes e a fraca atratividade da carreira. Porém, o problema da falta de professores nas escola...