Avançar para o conteúdo principal

Venezuela diz que imagens de ataque partilhadas por Trump foram criadas com inteligência artificial



 Nicolás Maduro acusa ainda Estados Unidos de quererem recursos naturais da Venezuela

O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acusou os Estados Unidos de enviarem navios de guerra para as águas ao largo da Venezuela porque querem os "recursos naturais" do país sul-americano, incluindo petróleo, gás e ouro.


"Estão a vir (...) pelo petróleo venezuelano, querem-no de graça, pelo gás", disse na terça-feira Maduro, que afirmou que o país tem também "a quarta maior reserva de gás do mundo" e "uma das maiores" reservas globais de ouro.


Num evento transmitido pelo canal estatal Televisão Venezuelana, o líder reiterou que os EUA mobilizaram "oito navios de guerra" e 1.200 mísseis junto à costa do país.


Maduro voltou a rejeitar o argumento de Washington de que se trata de uma operação para combater o tráfico de droga, descrevendo-o como uma "história, uma lenda em que ninguém acredita".


"A juventude dos Estados Unidos não acredita nas mentiras do mandachuva da Casa Branca, Marco Rubio, porque quem manda na Casa Branca é Marco Rubio, a máfia de Miami, que quer sujar as mãos do Presidente Donald Trump com sangue", disse o chefe de Estado.


Horas antes, Trump anunciou nas redes sociais que as Forças Armadas norte-americanas realizaram um ataque contra "os narcoterroristas" do Tren de Aragua (TDA) no qual morreram alegadamente 11 "terroristas".


"O TDA é uma Organização Terrorista Estrangeira (...), operando sob o controle de Nicolas Maduro, responsável por homicídios em massa, tráfico de drogas, tráfico de pessoas e atos de violência e terror em todos os Estados Unidos e no Hemisfério Ocidental", acrescentou.


Segundo o presidente dos Estados Unidos, o ataque ocorreu enquanto os terroristas estavam no mar, "em águas internacionais, transportando narcóticos ilegais, a caminho dos Estados Unidos" e deste resultaram "11 terroristas mortos em combate", mas nenhum elemento das Forças dos EUA foi ferido no ataque.


Em resposta, o ministro das Comunicações da Venezuela, Freddy Ñáñez, afirmou que as imagens partilhadas por Trump foram criadas com inteligência artificial.


Maduro não fez qualquer referência ao ataque durante o evento público de terça-feira.


Mais de quatro mil militares, incluindo aproximadamente dois mil fuzileiros navais, juntamente com aeronaves, navios com capacidade antimíssil, foram mobilizados por Washington para patrulhar as águas próximas da Venezuela e das Caraíbas para combater os cartéis de droga.


O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, garantiu na semana passada que a iniciativa de Washington conta com o apoio de países como a Argentina, Paraguai, Equador, Guiana e Trinidade e Tobago, e que os seus governos manifestaram disponibilidade para colaborar em ações conjuntas contra o narcotráfico.


Na quinta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou aos Estados Unidos e à Venezuela para que “resolvam as diferenças por meios pacíficos”.


Venezuela diz que imagens de ataque partilhadas por Trump foram criadas com inteligência artificial - CNN Portugal


Comentários

Notícias mais vistas:

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Defender a escola pública

 1. Escrevo sobre o conflito que envolve os professores preocupada, em primeiro lugar, com o efeito que este está a ter na degradação da escola pública, na imagem e na confiança dos pais no sistema educativo, nos danos que estão a ser causados a milhares de alunos cujas famílias não têm condições para lhes proporcionar explicações ou frequência de colégios privados. Parece-me importante que, nas negociações entre Governo e sindicatos, esta dimensão do problema seja equacionada. Escrevo, em segundo lugar, porque espero poder dar um contributo para a compreensão e boa resolução do conflito, apesar de todo o ruído e falta de capacidade para ouvir. 2. Nos anos pré-pandemia, eram muitos os sinais das dificuldades das escolas em prestar um serviço de qualidade. A existência de milhares de alunos sem professor, em várias disciplinas e em vários pontos do país, gerou um clamor sobre a falta de docentes e a fraca atratividade da carreira. Porém, o problema da falta de professores nas escola...