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Trump garante abater aviões militares venezuelanos se ameaçarem forças norte-americanas



 O presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu esta sexta-feira que, se as aeronaves militares venezuelanas colocarem as forças norte-americanas "numa posição perigosa, serão abatidas".


"Diria que se vão meter em problemas", sublinhou Trump após ser questionado pelos jornalistas no Sala Oval.


Washington denunciou na quinta-feira o sobrevoo de um navio da Marinha norte-americana por duas aeronaves militares venezuelanas em águas internacionais como um "gesto altamente provocador".


Um porta-voz do departamento, citado pelos meios de comunicação norte-americanos, descreveu a manobra como uma "demonstração de força desnecessária e perigosa" e garantiu que a marinha dos EUA "continuará a operar livremente e em segurança em qualquer parte do mundo onde o direito internacional o permita".


O USS Jason Dunham faz parte das operações de segurança marítima dos Estados Unidos no sul das Caraíbas, para onde o país destacou oito navios de guerra e três navios anfíbios com mais de 4.500 operacionais no âmbito do combate ao tráfico de droga".


As forças armadas norte-americanas dispararam na terça-feira contra um "barco que transportava droga", que acabara de sair da Venezuela e estava na região das Caraíbas, anunciou o Presidente norte-americano, Donald Trump, pouco depois da operação.


O ataque, alegadamente contra traficantes do cartel "Tren de Aragua", provocou a morte de 11 pessoas.


Na quarta-feira, o ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, acusou os Estados Unidos de cometerem execuções extrajudiciais.


"Assassinaram 11 pessoas sem passar pela justiça. Pergunto se isso é aceitável", disse Cabello, no seu programa de televisão "Con el Mazo Dando" ("Dando com o Martelo").


Questionado sobre como reagiria se se apercebesse de uma ameaça real de aviões venezuelanos, Trump foi direto.


"Eu diria, general, que se o fizerem, tem a opção de fazer o que quiser, ok?", destacou, dirigindo-se ao general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, e a Pete Hegseth, chefe do Pentágono.


"Se voarem para uma posição perigosa, diria que vocês, ou os vossos capitães, podem tomar a decisão sobre o que fazer", acrescentou.


Questionado sobre a proximidade dos aviões, Trump recusou entrar em pormenores: "Não quero falar sobre isso. Mas se nos colocarem numa posição perigosa, serão abatidos".


A estação CBS noticiou hoje, citando fonte ligada ao processo, que o Governo norte-americano ordenou o envio de dez caças para Porto Rico para combater o tráfico de droga nas Caraíbas.


No entanto, quando questionado sobre o assunto, Trump esquivou-se à questão e respondeu simplesmente que o seu Governo adota uma postura dura no combate à droga.


"Quando vejo barcos a chegar, como no outro dia, cheios de todo o tipo de drogas, provavelmente principalmente fentanil, mas todos os tipos... Vamos eliminá-los", frisou.


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