Avançar para o conteúdo principal

Oeiras Tech City vai oferecer 1.000 casas e custará 200 milhões


Casas novas em Oeiras

O concelho de Oeiras, junto à capital, vai assistir brevemente ao nascimento de uma nova “minicidade”. É aqui que vai ser desenvolvido o Oeiras Tech City, um megaprojeto imobiliário que vai colocar 1.000 casas no mercado e ainda novos espaços comerciais e de serviços. Trata-se de um empreendimento que vai requerer o investimento total de 200 milhões de euros, avançou Nuno Santos, Head of Portugal da RE Capital, ao idealista/news.

Aquele que é o “maior projeto” da RE Capital neste momento em Portugal foi adquirido em conjunto com a Real Estate Investement Group (REIG) ao Novo Banco. “Adquirimos este projeto de uso misto – residencial e comercial – durante o ano passado e agora estamos na fase de loteamento”, revela Nuno Santos.

O que salta à vista é que este megaprojeto vai aumentar – e muito – a oferta de habitação no concelho de Oeiras. “É o nosso maior projeto. Estamos a falar de quase 1.000 unidades residenciais, com um investimento total acima de 200 milhões de euros, para entregar um valor global de 350 milhões de euros aos investidores”, avança ainda Nuno Santos, Head of Portugal da RE Capital, em declarações ao idealista/news durante o Salário Imobiliário de Portugal (SIL2024), que decorreu na primeira semana de maio, em Lisboa.

Construção de casas novas
Oeiras Tech City RE/Tethys Capital

Estas habitações vão ser construídas a pensar na classe média-alta. “Se olharmos para o nosso portfólio como um todo, diria que Oeiras é talvez o projeto que está numa gama um pouco mais baixa, em que o target até é claramente a classe média-alta”, detalha Nuno Santos, dando nota que os outros 11 projetos residenciais que a RE Capital possui em Lisboa, Melides e no Algarve são dirigidos ao mercado de luxo. Juntos, vão colocar mais de 1.500 casas novas no mercado, com um investimento superior a 600 milhões de euros e retornos para os investidores a rondar mil milhões de euros.

“Este projeto apresenta uma oportunidade ideal para os investidores entrarem no mercado build to rent [construir para arrendar], oferecendo soluções habitacionais que prometem acessibilidade em comparação com as opções do centro de Lisboa”, lê-se no website da RE/Tethys (uma joint venture entre a RE Capital e a suíça Tethys Capital).

Casas à venda em Lisboa
Oeiras Tech City RE/Tethys Capital

Portanto, o Oeiras Tech City promete colocar centenas de casas no mercado e ainda criar unidades de coliving e espaços comerciais e de serviços. O megaprojeto de uso misto está implantado num lote de 93.000 metros quadrados (m2) e com uma Área Bruta de Construção de 82.000 m2.

A visão da empresa para o Oeiras Tech City, segundo Newman Leech, CEO da RE Capital, passa por “combinar modernidade com sustentabilidade, criando um ambiente harmonioso” que vá ao encontro das “preferências, sempre em evolução, dos residentes urbanos atuais”.  

Oeiras Tech City terá 1.000 casas com investimento de 200 milhões — idealista/news


Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Portugal perto de amarrar 20 cabos submarinos e tornar-se ‘hub’ digital

 Mais do que ligar continentes, os cabos submarinos tornaram-se uma infraestrutura crítica para atrair centros de dados, cloud e inteligência artificial, reforçando a competitividade do país. A 8 de junho de 1870, Portugal entrou na era das telecomunicações globais com a entrada em funcionamento do primeiro cabo telegráfico submarino, que ligava Carcavelos a Porthcurno, na costa sul do Reino Unido. Mais de século e meio depois, o país continua a desempenhar um papel estratégico nas comunicações internacionais, beneficiando sobretudo da sua posição geográfica privilegiada no Atlântico. Localizado na interceção das ligações entre a Europa, as Américas e África, Portugal afirma-se como uma plataforma de ligação entre continentes. Segundo um estudo deste ano da Câmara de Comércio Americana em Portugal (AmCham Portugal), até ao final deste ano, o país deverá contar com 20 cabos submarinos amarrados à costa. Em 2027, está ainda prevista a entrada em operação de mais um sistema, reforçand...

Técnico (IST) lidera consórcio para o estudo de plasmas contendo antimatéria

O Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa lidera consórcio com financiamento europeu para o estudo de plasmas contendo antimatéria. Ao longo dos próximos quatro anos, projeto PAIR trabalhará para criar, diagnosticar e modelar “plasmas de pares”, um estado único da matéria contendo eletrões e positrões. Ao longo dos próximos quatro anos, o Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, encabeçará um consórcio dos principais centros mundiais de física e computação na área da física de plasmas com o intuito de estudar ‘plasmas de pares’, um estado único da matéria contendo eletrões e a sua contraparte de antimatéria, os positrões. O projeto, Plasma Antimatter Investigation and Realization (PAIR), recebeu financiamento através do programa Horizonte Europa da União Europeia. Durante décadas, o estudo destes ‘plasmas de pares’ limitou-se maioritariamente a cálculos teóricos e observações telescópicas distantes, dada a natureza exótica deste estado da matéria. Com esta inici...