Avançar para o conteúdo principal

Construção. Licenciamentos caem 11% no primeiro trimestre


Os edifícios licenciados para construções novas registaram uma redução homóloga de 11,1%. © Pedro Correia/Global Imagens


 No arranque de 2023, verifica-se uma travagem no lançamento de novos projetos. Também o número de imóveis concluídos decresceu.


Nos primeiros três meses deste ano, obtiveram licença de construção 6,2 mil edifícios, o que representa uma redução homóloga de 10,9%. Os licenciamentos para construções novas caíram 11,1% e para reabilitação diminuíram 10,2%.


Dos 6,2 mil edifícios licenciados no primeiro trimestre, 76,1% eram construções novas e destes 81,7% destinavam-se a habitação familiar.


Segundo avança esta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE), os edifícios concluídos apresentaram um decréscimo de 2,9% em relação ao primeiro trimestre de 2022. Contudo, aumentaram 9,4% face aos três primeiros meses de 2019, totalizando 3,7 mil edifícios.


O INE adianta que no período em análise "estima-se que tenham sido concluídos 3,7 mil edifícios em Portugal, incluindo construções novas, ampliações, alterações e reconstruções". A maioria corresponderam a construções novas (82,9%), das quais 77,1% para habitação familiar.


Já na comparação com o trimestre anterior, o número de edifícios licenciados cresceu 13,3%, mas o número de concluídos diminuiu 1,8%.


O Algarve e a Região Autónoma da Madeira foram os territórios que se destacaram no número total de edifícios licenciados no primeiro trimestre deste ano, apresentando incrementos homólogos de 12,2% e 1,6%, respetivamente.


As restantes regiões registaram uma diminuição nessa variável, com realce para a Área Metropolitana de Lisboa, o Norte e a Região Autónoma dos Açores com os maiores decréscimos (-15,7%, -13,3% e -12,8%, respetivamente).


Sónia Santos Pereira:

https://www.dinheirovivo.pt/economia/nacional/construcao-licenciamentos-caem-11-no-primeiro-trimestre--16515364.html


Comentário do Wilson:

Este é o resultado das medidas do governo para a habitação: menos habitação.



Comentários

Notícias mais vistas:

Ministério da Justiça vê "com bons olhos" suspensão de prazos de prescrição

 A RTP questionou o gabinete da ministra da Justiça, Rita Júdice, sobre uma eventual alteração à lei perante casos como a Operação Marquês, que tem como principal arguido José Sócrates. O Ministério da Justiça admitiu esta sexta-feira que veria “com bons olhos” uma iniciativa parlamentar sobre a suspensão dos prazos de prescrição, enquanto os processos estão parados. “Relativamente à suspensão dos prazos de prescrição, veríamos com bons olhos uma iniciativa parlamentar nesse sentido, pois permitiria uma discussão mais alargada sobre a matéria. Uma vez que está em curso, no Parlamento, a discussão na especialidade das medidas de eficácia e celeridade processual apresentadas pelo Governo, essa discussão pode revelar-se oportuna”, afirma o gabinete de Rita Júdice em resposta remetida à RTP. O Ministério da Justiça escusou-se a comentar casos concretos, ou estratégias de defesa.O Ministério recorda que já apresentou medidas para combater manobras dilatórias, que neste momento estão em ...

"Este Governo acabou com o arrendamento forçado" e agora cria "a venda forçada" de casas - "não faz sentido" ou será que sim?

  Pode um herdeiro obrigar os restantes a vender a casa dos pais? O Governo quer que sim - com nuances. Em termos constitucionais, a medida "não é uma hipótese aberrante ou absurda". Nos demais termos - a medida está a causar celeuma Depois da descida para 10% no IRS dos senhorios e da redução do IVA da construção para 6%, o Governo tem  duas novas medidas de combate à crise da habitação : tornar os despejos mais céleres e desbloquear imóveis presos em heranças indivisas. Ambos os diplomas foram aprovados, esta quinta-feira, em conselho de ministros, com o objetivo de colocar mais casas no mercado. A ideia do Executivo é simples: resolver e facilitar pendências com o propósito de aumentar a oferta de modo a que o preço por metro quadrado e das rendas baixe. Para a economista Vera Gouveia Barros, especialista em habitação, "é bastante difícil" antever os impactos reais destas duas medidas sem que se tenha uma proposta legislativa elaborada. A economista diz, no entan...

Portugal e Espanha candidatam-se a gigafábrica europeia de IA com investimento de €8 mil milhões

 Portugal e Espanha avançaram com uma candidatura conjunta para instalar uma Gigafábrica Europeia de Inteligência Artificial, um projeto que prevê infraestruturas em ambos os países e um investimento estimado em cerca de 8 mil milhões de euros para reforçar a capacidade tecnológica e digital da Península Ibérica. De acordo com o Jornal Económico, a infraestrutura prevista para território português deverá localizar-se em Sines. O mesmo jornal adianta que cada um dos Estados deverá investir cerca de seis milhões de euros, com financiamento adicional da União Europeia, enquanto a restante componente financeira deverá ser assegurada por empresas, com apoio do Banco Português de Fomento. A iniciativa pretende reforçar o posicionamento de Portugal e Espanha - e do sul da Europa - no desenvolvimento de soluções de inteligência artificial, contribuindo para consolidar a Península Ibérica como um centro de inovação digital. Se se concretizar, poderá tornar-se no maior investimento conjunto ...