Avançar para o conteúdo principal

Governo vai obrigar a arrendar casas devolutas, trava subida das rendas em novos contratos, mexe nos impostos dos proprietários e altera regras do crédito e do alojamento local: o que muda na habitação


© TVI24


 O Governo anunciou esta quinta-feira um pacote com um conjunto de medidas para ajudar as famílias no acesso à habitação. Dividido em cinco pontos de intervenção, isto é o que vai mudar no mercado imobiliário em Portugal.


Governo vai obrigar a arrendar casas devolutas, trava subida das rendas em novos contratos, mexe nos impostos dos proprietários e altera regras do crédito e do alojamento local: o que muda na habitação

Governo vai obrigar a arrendar casas devolutas, trava subida das rendas em novos contratos, mexe nos impostos dos proprietários e altera regras do crédito e do alojamento local: o que muda na habitação


1. Aumentar a oferta imóveis para a habitação

Converter o uso de imóveis de comércio ou serviços para uso habitacional;


Disponibilizar imóveis do estado em regime de Contrato de Desenvolvimento para Habitação - - António Costa: "Nos próximos anos queremos concluir 26 mil novas casas em oferta pública de habitação".

2. Simplificar os processos de licenciamento

Licenciar com termo de responsabilidade dos projetistas - "Esta medida de responsabilidade dos projetistas será acompanhada de um quadro sancionatório muito duro";

Juros de mora por incumprimento dos prazos de licenciamento

3. Aumentar o número de casas no mercado de arrendamento

Estado arrenda para subarrendar - António Costa: "O Estado vai pagar durante cinco anos a renda e a pagar por antecipação";

Estado garante pagamento após 3 meses de incumprimento (ou cobra, ou apoia ou despeja)

Isenção de mais-valias nas vendas de imóveis ao Estado

Financiamento aos municípios para realizarem obras coercivas

Incentivo à transferência para habitação das casas em alojamento local (saiba aqui com detalhe o que muda) - António Costa: "Aquilo que dá especificidade e atratividade às nossas cidades não é serem a Disneylândia, é uma experiência própria";

Arrendamento obrigatório de casas devolutas - António Costa: "Não se trata de expropriar sequer a propriedade que está devoluta, trata-se de fazer um arrendamento obrigatório que o Estado pagará ao proprietário uma renda legítima";

Isenção fiscal ao arrendamento acessível

4. Combater a especulação

Fim da concessão de novos vistos gold (os que existem podem ser renovados em determinadas condições) - António Costa: "Esse novo regime é o regime que deve ser o regime de regra, nada já justificando hoje em dia aquilo que é a excecionalidade do regime dos vistos gold";

Garantia de renda justa em novos contratos

5. Proteger as famílias

Isenção de mais-valias para amortização de crédito à habitação do próprio e de descendentes

No crédito à habitação - obrigatoriedade de os bancos oferecerem taxa fixa e proteção nas subidas da taxa de juro no valor das rendas - António Costa "Sabemos que há bancos que não estão a fazer".


Medidas do Governo para a Habitação | PDF (scribd.com)


Comentário do Wilson:

Algumas medidas parecem ser positivas mas outras parecem que estamos na União Soviética.


Comentários

Notícias mais vistas:

Linhas brancas que os aviões deixam no céu têm consequências graves. E Portugal pode ter um papel importante

 A aviação precisa de acelerar a descarbonização (foto: Freepik) Os rastos de condensação dos aviões, as linhas brancas que deixam no céu, provocam o aquecimento do planeta, mas é possível preveni-los e Portugal pode dar um contributo importante, indica um estudo divulgado hoje. Da responsabilidade da Federação Europeia de Transportes e Ambiente (T&E), que defende transportes sem emissões e acessíveis, o estudo foi divulgado pela associação portuguesa Zero, que faz parte da T&E. Alertando que os rastos de condensação também são responsáveis pelo aquecimento global, o estudo indica que eles se podem evitar e que tal é essencial para reduzir o impacto climático da aviação. Segundo o documento, o aquecimento causado por rastos de condensação na Europa é sazonal e concentrado no tempo. Em 2019, 75% do aquecimento causado por rastos de condensação ocorreu em voos entre janeiro e março e outubro e dezembro, e 40% em voos ao final da tarde e à noite. A associação Zero diz em comun...

ADSE muda regras dos óculos: reembolso passa a ter limite anual de 180 euros

 A ADSE vai alterar as regras de reembolso dos óculos, introduzindo um teto anual de 180 euros no regime livre, mantendo a comparticipação de 80%. Deixa assim de haver limites quanto ao número de armações e lentes, que até agora eram definidos por períodos de três anos. As mudanças abrangem também exames e cirurgias, com revisão da tabela de preços da radiologia e da gastroenterologia e inclusão de novos atos, sobretudo TAC e ressonâncias magnéticas, permitindo acesso a técnicas mais avançadas sem aumento dos encargos para os beneficiários, segundo avançou o ECO. As alterações terão um impacto orçamental estimado em 15,4 milhões de euros por ano para a ADSE, sistema de proteção na doença da função pública. A revisão das tabelas de preços abrange cerca de 200 atos médicos e inclui mais de uma centena de novos códigos, sobretudo na área da radiologia, com o objetivo de atualizar os valores de referência e alargar o acesso a cuidados mais diferenciados. ADSE muda regras dos óculos: re...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...