Avançar para o conteúdo principal

Estamos cansados de simulacros de negociações


Professores protestam em Aveiro© José Coelho/LUSA


Sindicato da Educação admite necessidade de se trazer primeiro-ministro para negociações

 "De facto, o ministro [da Educação] está a arrastar e tem uma postura não dialogante e de imposição. Por isso, seja o primeiro-ministro, seja o ministro das Finanças, claramente, pelos vistos, têm que vir para a mesa negocial", alegou.


O dirigente do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP), André Pestana, admitiu hoje a necessidade de se vir a trazer o primeiro-ministro para a mesa negocial, perante a "postura não dialogante" do ministro da Educação.


Em declarações aos jornalistas, proferidas esta tarde em frente à Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, André Pestana lamentou que as reivindicações dos profissionais da educação não sejam atendidas com a justificação de ter de "haver sustentabilidade orçamental e responsabilidade financeira".


"Mas, como é publico, este mesmo Governo injetou mais de 22 mil milhões de euros na banca, milhões de euros são investidos nas parcerias público-privadas ruinosas e aí ninguém fala em sustentabilidade orçamental, aí ninguém fala em responsabilidade financeira. Quando é para os serviços públicos, como a educação e saúde, aí já pedem contenção salarial", sustentou.


O dirigente sindical deixou vincado que o ministro da Educação "parece que quer continuar a fazer parte do problema e não da solução", alegando estarem "cansados de simulacros de negociações".


No seu entender, o ministro de Educação continua a chamar os sindicatos para negociar sem apresentar propostas concretas em questões centrais como a igualdade entre corpos docentes do continente relativamente aos corpos docentes da Madeira e dos Açores, ou ainda em relação às reivindicações do pessoal não docente.


A propósito da mobilização nacional de docentes e não docentes, disse também que o Governo está "a tentar atacar o direito à greve".


Sindicato da Educação admite necessidade de se trazer primeiro-ministro para negociações (msn.com)


Comentários

Notícias mais vistas:

Linhas brancas que os aviões deixam no céu têm consequências graves. E Portugal pode ter um papel importante

 A aviação precisa de acelerar a descarbonização (foto: Freepik) Os rastos de condensação dos aviões, as linhas brancas que deixam no céu, provocam o aquecimento do planeta, mas é possível preveni-los e Portugal pode dar um contributo importante, indica um estudo divulgado hoje. Da responsabilidade da Federação Europeia de Transportes e Ambiente (T&E), que defende transportes sem emissões e acessíveis, o estudo foi divulgado pela associação portuguesa Zero, que faz parte da T&E. Alertando que os rastos de condensação também são responsáveis pelo aquecimento global, o estudo indica que eles se podem evitar e que tal é essencial para reduzir o impacto climático da aviação. Segundo o documento, o aquecimento causado por rastos de condensação na Europa é sazonal e concentrado no tempo. Em 2019, 75% do aquecimento causado por rastos de condensação ocorreu em voos entre janeiro e março e outubro e dezembro, e 40% em voos ao final da tarde e à noite. A associação Zero diz em comun...

ADSE muda regras dos óculos: reembolso passa a ter limite anual de 180 euros

 A ADSE vai alterar as regras de reembolso dos óculos, introduzindo um teto anual de 180 euros no regime livre, mantendo a comparticipação de 80%. Deixa assim de haver limites quanto ao número de armações e lentes, que até agora eram definidos por períodos de três anos. As mudanças abrangem também exames e cirurgias, com revisão da tabela de preços da radiologia e da gastroenterologia e inclusão de novos atos, sobretudo TAC e ressonâncias magnéticas, permitindo acesso a técnicas mais avançadas sem aumento dos encargos para os beneficiários, segundo avançou o ECO. As alterações terão um impacto orçamental estimado em 15,4 milhões de euros por ano para a ADSE, sistema de proteção na doença da função pública. A revisão das tabelas de preços abrange cerca de 200 atos médicos e inclui mais de uma centena de novos códigos, sobretudo na área da radiologia, com o objetivo de atualizar os valores de referência e alargar o acesso a cuidados mais diferenciados. ADSE muda regras dos óculos: re...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...