Avançar para o conteúdo principal

Professores "só vão parar de lutar" quando a tutela os ouvir


Foto: José Coelho / Lusa


 "A determinação destes professores e a vontade de continuar a lutar são extraordinárias e isto não vai parar enquanto o Governo não der resposta aos problemas dos professores", disse Mário Nogueira.


O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, garantiu hoje, numa manifestação que juntou milhares de pessoas no Porto, que os professores "só vão parar de lutar" quando o Ministério da Educação responder às suas "justas reivindicações".

O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, garantiu hoje, numa manifestação que juntou milhares de pessoas no Porto, que os professores "só vão parar de lutar" quando o Ministério da Educação responder às suas "justas reivindicações".


Em declarações à agência Lusa, na Avenida dos Aliados, rodeado de faixas com reivindicações e `slogans` e ao som de apitos, gaitas de foles e tambores, o secretário-geral da Fenprof fez um balanço da greve por distritos que terminou hoje.


"Hoje está praticamente tudo fechado no distrito do Porto. A greve hoje estará num nível de 97 ou 98% [de adesão]. Há escolas a 100% em todo o distrito. Foi uma greve que nunca baixou dos 90% e vai aumentando à medida que o Ministério vai fazendo reuniões e não dá resposta", resumiu.


Vídeo relacionado: "Essencial": Os motivos da revolta dos professores (SIC Notícias)

“Professores a lutar também estão a ensinar”. Pais juntam-se ao protesto dos docentes em Oliveira do Hospital


Mário Nogueira acusou o Governo de "falta bom senso" e "falta capacidade para perceber" os professores, uma profissão que "deu sempre uma resposta mesmo nos momentos mais exigentes" e exigiu "respeito", palavra que marcou quer os gritos da manhã, quer a faixa central colocada no palco montado de costas para a Câmara Municipal do Porto.


"Não são os dias de greve dos professores que vão atrapalhar as aprendizagens dos alunos. O que atrapalha é a falta de professores nas escolas. Se o Governo não percebe isso, o Governo não percebe nada. É preciso dar resposta às justas reivindicações. Estes professores não estão aqui porque querem ter privilégios. Estão aqui porque querem ser respeitados", disse o secretário-geral.


Mário Nogueira garantiu que "os professores não estão isolados nas suas reivindicações" e destacou a "solidariedade" de "muitas associações de pais", bem como de associações internacionais, nomeadamente do Brasil, França e Itália.

Professores “só vão parar de lutar” quando a tutela os ouvir - Jornal do Luxemburgo


Comentários

Notícias mais vistas:

Linhas brancas que os aviões deixam no céu têm consequências graves. E Portugal pode ter um papel importante

 A aviação precisa de acelerar a descarbonização (foto: Freepik) Os rastos de condensação dos aviões, as linhas brancas que deixam no céu, provocam o aquecimento do planeta, mas é possível preveni-los e Portugal pode dar um contributo importante, indica um estudo divulgado hoje. Da responsabilidade da Federação Europeia de Transportes e Ambiente (T&E), que defende transportes sem emissões e acessíveis, o estudo foi divulgado pela associação portuguesa Zero, que faz parte da T&E. Alertando que os rastos de condensação também são responsáveis pelo aquecimento global, o estudo indica que eles se podem evitar e que tal é essencial para reduzir o impacto climático da aviação. Segundo o documento, o aquecimento causado por rastos de condensação na Europa é sazonal e concentrado no tempo. Em 2019, 75% do aquecimento causado por rastos de condensação ocorreu em voos entre janeiro e março e outubro e dezembro, e 40% em voos ao final da tarde e à noite. A associação Zero diz em comun...

ADSE muda regras dos óculos: reembolso passa a ter limite anual de 180 euros

 A ADSE vai alterar as regras de reembolso dos óculos, introduzindo um teto anual de 180 euros no regime livre, mantendo a comparticipação de 80%. Deixa assim de haver limites quanto ao número de armações e lentes, que até agora eram definidos por períodos de três anos. As mudanças abrangem também exames e cirurgias, com revisão da tabela de preços da radiologia e da gastroenterologia e inclusão de novos atos, sobretudo TAC e ressonâncias magnéticas, permitindo acesso a técnicas mais avançadas sem aumento dos encargos para os beneficiários, segundo avançou o ECO. As alterações terão um impacto orçamental estimado em 15,4 milhões de euros por ano para a ADSE, sistema de proteção na doença da função pública. A revisão das tabelas de preços abrange cerca de 200 atos médicos e inclui mais de uma centena de novos códigos, sobretudo na área da radiologia, com o objetivo de atualizar os valores de referência e alargar o acesso a cuidados mais diferenciados. ADSE muda regras dos óculos: re...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...