Avançar para o conteúdo principal

Affidea implementa soluções de Inteligência Artificial em 14 clínicas nacionais


Clínica da Affidea no Saldanha, em Lisboa © Direitos Reservados


 Ferramentas de radiologia com Inteligência Artificial (IA) incorporada, focadas nas áreas de oncologia, neurologia e mama, prometem mais rigor na deteção, medição e diagnóstico de problemas clínicos.


Mariana Coelho Dias


A Inteligência Artificial (IA) está a dar passos em todos os setores. E o da saúde não é exceção. A gigante Affidea, prestadora europeia de serviços de diagnóstico, cuidados de ambulatório e tratamento oncológico, não quis perder o comboio da modernização e fechou uma parceria com a Incepto para implementar quatro soluções de radiologia munidas de tecnologia do futuro, focadas nas áreas da oncologia, neurologia e mama. A adoção da plataforma de Inteligência Artificial - que não requer mudança de equipamento ou integração de software individual - será feita, inicialmente, em 14 clínicas da Affidea no país.


Mas, o que vai permitir fazer de diferente tudo isto? Sobretudo, melhorar o cuidado ao paciente, através de um aumento do rigor na deteção, medição e diagnóstico, explica ao Dinheiro Vivo o diretor clínico da Affidea Portugal, Luís Rosa. A par, otimizar as operações, com menores tempos de aquisição, triagem e prioritização, e ainda reforçar a confiança da equipa médica relativamente aos resultados disponibilizados.


Por agora, o que se pretende é "a familiarização com novas formas de exercer a especialidade de radiologia e neurorradiologia, pela introdução destas ferramentas". O grande desafio, destaca o responsável, será avaliar qual o lugar que esta tecnologia deve ocupar na prática médica.


Ao momento, a rede nacional da prestadora de serviços de imagiologia já interpreta 500 exames diariamente com recurso à Inteligência Artificial, sendo Portugal o mercado mais avançado neste aspeto. Outros centros da Affidea, espalhados por diferentes países, também já estão a fazer uso das ferramentas criadas pela Incepto - e a avaliação do impacto, ainda que precoce, aponta para uma "melhoria significativa" no diagnóstico e encaminhamento dos casos clínicos. A empresa opta por manter confidencial o investimento realizado.


Um caminho obrigatório

"A aposta em soluções de IA é um caminho obrigatório para todos os prestadores de cuidados de saúde que se quiserem diferenciar e dar o mais rigoroso e avançado diagnóstico e tratamento aos seus pacientes", salienta o CEO da Affidea Portugal, Miguel Santos. Contudo, alerta, o investimento necessário poderá ser um entrave à atualização tecnológica, por parte de operadores independentes de menor dimensão.


A própria escala faz com que a "Affidea seja a eleição dos fornecedores" de IA, refere o responsável. Isto permite à rede europeia de clínicas "usufruir de tecnologia de última geração e ter um parque de equipamentos mais recente do que a média europeia".


Presente em Portugal desde 2007, a Affidea marca hoje presença em mais de 90 concelhos, através de uma rede de 20 clínicas, cinco serviços hospitalares, três laboratórios e cerca de 400 postos de colheitas. Por ano, 1,3 milhões de exames e 6,6 milhões de análises clínicas chegam a 1,5 milhões de utentes nacionais.


A ambição da empresa no país não fica por aqui. Depois de ter adquirido duas clínicas em Almada este ano, mais aquisições estão planeadas, estando já revelada a abertura de uma nova clínica no centro de Cascais, no início do próximo ano.


Affidea implementa soluções de Inteligência Artificial em 14 clínicas nacionais (dinheirovivo.pt)

Comentários

Notícias mais vistas:

Bruxelas considera que é possível acabar com mudança da hora e vai apresentar estudo

 A Comissão Europeia considera que alcançar um consenso para acabar com a mudança da hora "ainda é possível" e vai apresentar um estudo nesse sentido este ano, com os Estados-membros a manifestarem-se disponíveis para analisá-lo assim que for entregue. Na madrugada do dia 29 deste mês, a hora volta a mudar em toda a União Europeia (UE), para dar início ao horário de verão, o que acontece atualmente devido a uma diretiva europeia que prevê que, todos os anos, os relógios sejam, respetivamente, adiantados e atrasados uma hora no último domingo de março e no último domingo de outubro. Em setembro de 2018, a Comissão Europeia propôs o fim do acerto sazonal, mas o processo tem estado bloqueado desde então, por falta de acordo entre os Estados-membros sobre a matéria. Numa resposta por escrito à agência Lusa, a porta-voz da Comissão Europeia Anna-Kaisa Itkonnen referiu que o executivo decidiu propor o fim da mudança horária em 2018 após ter recebido "pedidos de cidadãos e dos ...

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...

Os professores

 As últimas semanas têm sido agitadas nas escolas do ensino público, fruto das diversas greves desencadeadas por uma percentagem bastante elevada da classe de docentes. Várias têm sido as causas da contestação, nomeadamente o congelamento do tempo de serviço, o sistema de quotas para progressão na carreira e a baixa remuneração, mas há uma que é particularmente grave e sintomática da descredibilização do ensino pelo qual o Estado é o primeiro responsável, e que tem a ver com a gradual falta de autoridade dos professores. A minha geração cresceu a ter no professor uma referência, respeitando-o e temendo-o, consciente de que os nossos deslizes, tanto ao nível do estudo como do comportamento, teriam consequências bem gravosas na nossa progressão nos anos escolares. Hoje, os alunos, numa maioria demasiado considerável, não evidenciam qualquer tipo de respeito e deferência pelo seu professor e não acatam a sua autoridade, enfrentando-o sem nenhum receio. Esta realidade é uma das princip...