Avançar para o conteúdo principal

Meo vende 49,99% na rede de fibra à Morgan Stanley


O negócio avalia a rede de fibra em 4,63 mil milhões de euros da empresa e vai permitir à Meo um encaixe que pode superar os 2 mil milhões de euros.
Meo vende 49,99% na rede de fibra à Morgan Stanley

A Altice Europe anunciou esta sexta-feira que chegou a acordo para a Meo vender uma posição minoritária de 49,99% da empresa que detém a sua rede de fibra óptica em Portugal à Morgan Stanley Infrastructure Partners.


O negócio deverá estar concluído no primeiro semestre de 2020 e foi feito com base numa avaliação de 4,63 mil milhões de euros da empresa, o que tem implícito um múltiplo de 20 vezes o EBITDA. A Meo garante um encaixe de 1.565 milhões de euros em 2020 com este negócio, mas o valor a receber pode aumentar no futuro, ficando dependente do desempenho financeiro da empresa.


A Meo pode receber mais 375 milhões de euros no final de 2021 e outro tanto no final de 2026. Caso receba o montante máximo, a Meo garante um encaixe 2.315 mil milhões de euros.

"Estamos muito satisfeitos que a nossa parceria com a Morgan Stanley Infrastructure Partners", iniciada em 2018, "continue agora com um projeto de fibra transformacional", afirma Patrick Drahi, fundador da Altice, num comunicado. O responsável adianta ainda que continuam "focados na desalavancagem da Altice Europe através do crescimento das receitas e do EBITDA" e que esta operação vai permitir "acelerar" esse mesmo processo.


Há já vários meses que a Altice estava em negociações com vários investidores para alienar uma posição minoritária na rede de fibra em Portugal, no âmbito do processo de desalavancagem. Em agosto, Alexandre Matos, administrador financeiro da Altice Portugal, garantiu terem "mais do que um interessado" na rede.


A Altice pretendia vender este ativo com base numa avaliação de 5 mil milhões de euros, sendo que várias das propostas que a empresa teve em cima da mesa não chegavam aos 4 mil milhões.

Em comunicado a Altice refere que a parceria com a Morgan Stanley permite criar uma empresa grossista em Portugal com cobertura em todo o país e que vai agora vender os seis serviços aos operadores de telecomunicações em Portugal "com condições financeiras iguais para todos". A Meo continuará a prestar serviços a esta empresa, a Altice Portugal FTTH, nomeado ao nível técnico e manutenção da rede.

A Altice Portugal FTTH chegará ao final do ano com uma cobertura de cerca de 4 milhões de casas em Portugal com fibra e pretende expandir a rede nos próximos anos.

As ações da Altice Europa dispararam após este anúncio. Os títulos estavam, há pouco, a subir 5,44% para 5,62 euros.

https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/telecomunicacoes/detalhe/meo-vende-4999-na-rede-de-fibra-a-morgan-stanley

Comentários

Notícias mais vistas:

Defender a escola pública

 1. Escrevo sobre o conflito que envolve os professores preocupada, em primeiro lugar, com o efeito que este está a ter na degradação da escola pública, na imagem e na confiança dos pais no sistema educativo, nos danos que estão a ser causados a milhares de alunos cujas famílias não têm condições para lhes proporcionar explicações ou frequência de colégios privados. Parece-me importante que, nas negociações entre Governo e sindicatos, esta dimensão do problema seja equacionada. Escrevo, em segundo lugar, porque espero poder dar um contributo para a compreensão e boa resolução do conflito, apesar de todo o ruído e falta de capacidade para ouvir. 2. Nos anos pré-pandemia, eram muitos os sinais das dificuldades das escolas em prestar um serviço de qualidade. A existência de milhares de alunos sem professor, em várias disciplinas e em vários pontos do país, gerou um clamor sobre a falta de docentes e a fraca atratividade da carreira. Porém, o problema da falta de professores nas escola...

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...