Avançar para o conteúdo principal

Asteroide Bennu está a expelir rochas e ninguém sabe porquê


Sonda OSIRIS-REx já captou vários momentos em que rochas são “cuspidas” da superfície do asteroide

Em julho de 2020, a sonda OSIRIS-REx vai pousar no asteroide Bennu para fazer uma recolha de amostras que, se tudo correr como planeado, vão chegar à Terra em 2023. Mas a "dupla" já está a protagonizar momentos de espanto junto da comunidade científica: há rochas a serem expelidas do asteroide e ninguém sabe muito bem porquê.

Graças à sonda, já foi possível observar vários momentos em que rochas, que chegam a ter um metro de diâmetro, são “cuspidas” por Bennu: algumas ficam a orbitar o corpo celeste durante alguns dias, acabando depois por voltar a cair na superfície; outras são irremediavelmente atiradas para o espaço.

«Nunca se viu um asteroide ativo assim tão perto», disse Carl Hergenrother, astrónomo na Universidade do Arizona, nos EUA, em declarações à publicação Wired. «O que estamos a ver é algo que nunca seria visível a partir daqui», acrescentou.

Segundo as observações efetuadas, o lançamento de material no asteroide acontece em diferentes regiões e não em locais específicos. Junte-se a isto o facto de Bennu não ter um núcleo quente, como o planeta Terra, para ter atividade geológica e o mistério adensa-se um pouco mais.


Apesar de ainda não haver certezas sobre o que pode estar por trás do fenómeno do asteroide que “cospe” pedras, os investigadores que estão a acompanhar a missão OSIRIS-REx, sob responsabilidade Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos EUA (NASA), têm duas teorias.

O fenómeno pode ser provocado pelas fortes variações de temperatura que existem em Bennu, que oscila entre os -73º e os 115º centígrados – o “stress” provocado por estas variações pode fazer com que alguns elementos na superfície rebentem, quase como se fossem pipocas, o que ajudaria a explicar o arremesso de rochas. Outra explicação é a possibilidade de Bennu estar a sofrer impactos de micrometeoritos e que fazem expelir algum material durante o impacto.

Este pode até ser um fenómeno que vai ficar sem resposta nos próximos anos – à medida que o momento crítico da missão da sonda OSIRIS-REx se aproxima, as prioridades dos investigadores passam pela recolha de outras informações relacionadas com o asteroide.

http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/ciencia/2019-12-09-Asteroide-Bennu-esta-a-expelir-rochas-e-ninguem-sabe-porque

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Técnico (IST) lidera consórcio para o estudo de plasmas contendo antimatéria

O Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa lidera consórcio com financiamento europeu para o estudo de plasmas contendo antimatéria. Ao longo dos próximos quatro anos, projeto PAIR trabalhará para criar, diagnosticar e modelar “plasmas de pares”, um estado único da matéria contendo eletrões e positrões. Ao longo dos próximos quatro anos, o Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, encabeçará um consórcio dos principais centros mundiais de física e computação na área da física de plasmas com o intuito de estudar ‘plasmas de pares’, um estado único da matéria contendo eletrões e a sua contraparte de antimatéria, os positrões. O projeto, Plasma Antimatter Investigation and Realization (PAIR), recebeu financiamento através do programa Horizonte Europa da União Europeia. Durante décadas, o estudo destes ‘plasmas de pares’ limitou-se maioritariamente a cálculos teóricos e observações telescópicas distantes, dada a natureza exótica deste estado da matéria. Com esta inici...

Origem da vida: Encontrado açúcar nas profundezas da Via Láctea

 - Cientistas detectaram eritrulose, um açúcar, no meio interestelar da Via Láctea.   - Descoberta feita com radiotelescópios, confirmada por assinaturas espectrais.   - Açúcares são essenciais para RNA/DNA; reforça que podem surgir no espaço, antes de planetas.   - Açúcares já foram achados em asteroides e cometas, mas a origem deles era incerta.   - Estudo sugere que toneladas desses compostos podem ter chegado à Terra via impactos celestes.   - Intrigante: não foi encontrado um açúcar mais simples (3 carbonos), contrariando modelos químicos.   - Próximo passo: procurar ribose e desoxirribose no espaço Cientistas detectam açúcar nas profundezas da Via Láctea — e reforçam hipóteses sobre origem da vida Estudo identifica pela primeira vez uma molécula de açúcar no meio interestelar e amplia as hipóteses sobre a origem dos compostos que deram origem à vida A busca por entender como os primeiros compostos essenciais para a v...