Avançar para o conteúdo principal

Carros Elétricos banidos de drag strip texana devido ao… risco de incêndio



Os automóveis elétricos foram banidos das Friday Night Drags na Texas Motor Speeway porque a organização tem receio de que se… incendeiem.

Desde que começaram a surgir nas drag strip de todo o mundo que os automóveis elétricos assumiram um papel de destaque, deixando para trás toda e qualquer concorrência e por vezes até “humilhando” modelos bem mais potentes.

No entanto, esse domínio vai deixar de ser uma realidade na Texas Motor Speedway. De acordo com o site Teslarati, a pista texana decidiu proibir a participação de automóveis elétricos nas suas célebres Friday Night Drags.

Antes que comeces a pensar que esta foi uma forma de “proteger” os veículos de combustão, a razão apresentada para esta proibição foi o receio de que os automóveis elétricos se possam incendiar e o tempo que demoraria a apagar um hipotético incêndio.


Apesar de reconhecermos que quando um veículo elétrico se incendeia é muito difícil extinguir o fogo (lembras-te do BMW i8 na Holanda?), não deixa de ser curioso proibir a participação de automóveis elétricos devido ao risco de incêndio em provas onde há carros que carregam metade do seu peso em… nitro.


Ao que tudo indica, adeptos e proprietários dos potentes ‘muscle cars’ não lidam bem com a superioridade arrasadora dos elétricos nas americanas ‘drag races’.

Quem está familiarizado com o mundo das provas de arranque, percebe que estes eventos à americana foram sempre um palco de eleição para os adeptos dos icónicos ‘muscle cars’, com os seus potentes V8 a gasolina.

Acontece que, nos últimos tempos, por Terras de Tio Sam, uma nova vaga de protagonistas começa a impor-se. São automóveis 100% elétricos, como os modelos recentes da Tesla, que dispõem, por exemplo, de um modo Ludicrous, específico para arranques insanos, capazes de deixar toda a concorrência ‘pregada’ ao asfalto!

Não é segredo que a capacidade de aceleração de um elétrico, sobretudo no arranque, pela disponibilidade quase imediata do binário máximo, é muito superior à da generalidade dos automóveis equipados com motores de combustão equivalentes. E há quem não lide bem com o fenómeno…

Segundo denunciou o fórum Teslarati, o desconforto entre os mais puristas terá mesmo subido de tom no famoso Texas Motor Speedway, com a organização a proibir a participação de qualquer automóvel elétrico nos seus Friday Night Drags.

David Hart, relações públicas do evento, contrariou de imediato esta teoria, alegando tratar-se de uma questão de segurança: «Excluímos este tipo de automóveis, porque na eventualidade de um acidente resultar em incêndio, os nossos veículos de emergência não estão apetrechados com o equipamento necessário para combater com eficácia o fogo num veículo elétrico», escreveu em resposta à denúncia dos fãs da Tesla. «Como devem saber, extintores convencionais de nada servem para combater o fogo em baterias de iões de lítio.», acrescentou.

Resultado: nas Friday Night Drags, elétrico não entra!

https://www.motor24.pt/noticias/tesla-proibidos-de-competir-para-evitar-vergonhas/

https://www.razaoautomovel.com/2019/08/arranque-a-frio-eletricos-proibidos-drag-strip

Comentários

Notícias mais vistas:

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Os professores

 As últimas semanas têm sido agitadas nas escolas do ensino público, fruto das diversas greves desencadeadas por uma percentagem bastante elevada da classe de docentes. Várias têm sido as causas da contestação, nomeadamente o congelamento do tempo de serviço, o sistema de quotas para progressão na carreira e a baixa remuneração, mas há uma que é particularmente grave e sintomática da descredibilização do ensino pelo qual o Estado é o primeiro responsável, e que tem a ver com a gradual falta de autoridade dos professores. A minha geração cresceu a ter no professor uma referência, respeitando-o e temendo-o, consciente de que os nossos deslizes, tanto ao nível do estudo como do comportamento, teriam consequências bem gravosas na nossa progressão nos anos escolares. Hoje, os alunos, numa maioria demasiado considerável, não evidenciam qualquer tipo de respeito e deferência pelo seu professor e não acatam a sua autoridade, enfrentando-o sem nenhum receio. Esta realidade é uma das princip...

ADSE muda regras dos óculos: reembolso passa a ter limite anual de 180 euros

 A ADSE vai alterar as regras de reembolso dos óculos, introduzindo um teto anual de 180 euros no regime livre, mantendo a comparticipação de 80%. Deixa assim de haver limites quanto ao número de armações e lentes, que até agora eram definidos por períodos de três anos. As mudanças abrangem também exames e cirurgias, com revisão da tabela de preços da radiologia e da gastroenterologia e inclusão de novos atos, sobretudo TAC e ressonâncias magnéticas, permitindo acesso a técnicas mais avançadas sem aumento dos encargos para os beneficiários, segundo avançou o ECO. As alterações terão um impacto orçamental estimado em 15,4 milhões de euros por ano para a ADSE, sistema de proteção na doença da função pública. A revisão das tabelas de preços abrange cerca de 200 atos médicos e inclui mais de uma centena de novos códigos, sobretudo na área da radiologia, com o objetivo de atualizar os valores de referência e alargar o acesso a cuidados mais diferenciados. ADSE muda regras dos óculos: re...