Avançar para o conteúdo principal

Uma garrafa de água pode incendiar o seu carro



Com cada vez mais condutores a adoptar o (bom) hábito de consumir mais água, é necessário ter cuidado com o risco de incêndio que as garrafas de água encerram, avisam bombeiros.

Com o Verão à porta e as temperaturas a subir, é bom ter presente esta dica: uma garrafa de água deixada ao sol dentro do carro pode provocar um incêndio

Há cada vez mais condutores a fazer-se acompanhar da sua garrafa de água, que alojam no porta-copos para estar ali bem à mão quando a sede aperta ou decidem que é altura de se hidratar. Porém, avisam os bombeiros, é preciso ter cuidado ao deixar a garrafa de água de plástico (ou de vidro) no interior do veículo, se este estiver ao sol, pois o risco de incêndio é real.

Os bombeiros da cidade de Bainbridge, na Geórgia, em preparação do Verão que se aproxima, decidiram realizar uma chamada de atenção que surpreendeu meio mundo. Aconselham os soldados da paz que nunca se deixe a garrafa ao sol, especialmente se contém água, quando se abandona o veículo, nem que seja por uma hora. Este conselho, embora inicialmente destinado aos habitantes daquela cidade da Geórgia, serve que nem uma luva aos portugueses, pois também por cá a temperatura máxima durante o Verão, na maior partas das cidades, ronda os 40ºC.

Tal como os bombeiros explicam, o líquido dentro da garrafa, associado ao plástico transparente, age como uma lente de aumentar, concentrando a luz solar que incide sobre o recipiente num ponto específico muito pequeno. Numa experiência realizada na presença de vários condutores, expondo a garrafa com água a uma folha de papel, este chegou a ultrapassar em poucos segundos 120ºC, apesar de um dia parcialmente nublado, criando as condições ideais para que o plástico que reveste o carro, o tecido ou a pele dos bancos, ou até documentos deixados junto ao recipiente, comecem a arder.

Faça a experiência, para verificar por si próprio que um incêndio pode mesmo acontecer se a garrafa estiver ao sol, em certas condições. Veja aqui o que acontece, num vídeo da ABC:

Por outro lado, saiba que o bisfenol A, composto utilizado para produzir plásticos de policarbonato e resinas epoxy, como os usados nas garrafas de água, pode passar para a água se a temperatura do líquido aumentar consideravelmente. E, como se isso não bastasse, é garantido que beber um golo de água de uma garrafa exposta ao sol, está longe de figurar entre as melhores sensações do dia.

https://observador.pt/2019/06/07/uma-garrafa-de-agua-pode-incendiar-o-seu-carro/

Comentários

Notícias mais vistas:

Defender a escola pública

 1. Escrevo sobre o conflito que envolve os professores preocupada, em primeiro lugar, com o efeito que este está a ter na degradação da escola pública, na imagem e na confiança dos pais no sistema educativo, nos danos que estão a ser causados a milhares de alunos cujas famílias não têm condições para lhes proporcionar explicações ou frequência de colégios privados. Parece-me importante que, nas negociações entre Governo e sindicatos, esta dimensão do problema seja equacionada. Escrevo, em segundo lugar, porque espero poder dar um contributo para a compreensão e boa resolução do conflito, apesar de todo o ruído e falta de capacidade para ouvir. 2. Nos anos pré-pandemia, eram muitos os sinais das dificuldades das escolas em prestar um serviço de qualidade. A existência de milhares de alunos sem professor, em várias disciplinas e em vários pontos do país, gerou um clamor sobre a falta de docentes e a fraca atratividade da carreira. Porém, o problema da falta de professores nas escola...

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...