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Soldado que desertou da Coreia do Norte é imune ao antraz e porque isso importa

Meios de comunicação sul-coreanos estão a avançar que um dos quatro soldados da Coreia do Norte que desertaram este ano tem anticorpos de antraz na sua corrente sanguínea. A informação já está a causar uma onda de apreensão no país

As autoridades sul-coreanas deram conta da existência de anticorpos de antraz, uma doença grave causada por bactérias e utilizada em terrorismo biológico, no corpo de um soldado norte-coreano que, este ano, desertou para o sul.

O soldado, que não foi identificado, terá estado em contacto com o antraz ou terá sido vacinado contra este, confirmaram as autoridades à rede televisiva sul-coreana Channel A, tendo desenvolvido imunidade contra o agente.

A descoberta está a gerar tumultos em Seul, a capital sul-coreana, alimentados pelo receio de que a Coreia do Norte esteja a planear usar o antraz como arma.

Embora a Coreia do Norte forneça ao seu exercito vacinas contra o agente, apenas os altos funcionários as recebem. E o soldado em questão não era um alto funcionário, reporta a televisão.

Shin Jong-woo, investigador do Korea Defense and Security Forum, confirma que a descoberta pode indicar uma possível preparação do exército norte-coreano para uma guerra biológica.

"Acho muito provável que os agentes que o montam [o antraz] em aviões tenham recebido esta vacina com anticorpos de antraz", diz.

Ao contrario da Coreia do Norte, os sul-coreanos não possuem ainda vacinas contra a bactéria. Choi Hyun-soo, porta voz do ministro da defesa sul-coreano, afirma que a vacina contra o antraz está em desenvolvimento, mas apenas deverá estar pronta para utilização pelo exército sul-coreano "em finais de 2019".

Desde 2015 que a Coreia do Norte é suspeita de estar a desenvolver armas biológicas para possível uso em situação de guerra, alegadamente nas instalações do Instituto de Investigação de Tecnologia Biológica de Pyongyang.

O governo da Coreia do Norte afirma que as instalações são utilizadas para a investigação e desenvolvimento de pesticidas, mas um grupo de analistas norte-americanos sugere, num relatório, que os equipamentos utilizados na fábrica podem estar a ser utilizados para o desenvolvimento de várias armas biológicas, especialmente de antraz.

http://visao.sapo.pt/actualidade/mundo/2017-12-27-Soldado-que-desertou-da-Coreia-do-Norte-e-imune-ao-antraz-e-porque-isso-importa

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