Avançar para o conteúdo principal

Afinal, somos adolescentes até aos 24 anos

O início da vida adulta acontece cada vez mais tarde. Esta é a conclusão de um estudo recente que identifica a idade mais avançada com que os adolescentes se casam ou têm filhos como um dos fatores para esta mudança.

A adolescência é uma fase da vida na qual passamos por grandes mudanças a nível hormonal e comportamental, e está geralmente associada ao período de educação, que compreende o Ensino Básico e Secundário.

Agora, um grupo de cientistas australianos e suecos defende que a idade que define o início e o fim da adolescência deve ser alterada, de forma a abranger as pessoas com idades compreendidas entre os 10 e os 24 anos.

A ideia pré-concebida de que a fase entre a infância e a idade adulta dura entre os 12 e os 19 anos foi agora ultrapassada por um estudo, no qual os cientistas afirmam que afinal a adolescência começa mais cedo e termina mais tarde.


No artigo, publicado esta quarta-feira na The Lancet, os investigadores defendem que o alargamento da idade que se entende como “adolescência” permitiria uma aplicação da lei de forma mais adequada.

De acordo com o Diário de Notícias, os cientistas defendem também que a puberdade começa cada vez mais cedo, devido às melhorias registadas na alimentação, saúde e condições de vida. No entanto, afirmam que os indivíduos iniciam a vida adulta cada vez mais tarde.

Para além de fatores sociais, os cientistas apontam razões biológicas para o adiamento do início da vida adulta. O cérebro, por exemplo, continua a desenvolver-se para lá dos 20 anos, a trabalhar de forma mais rápida e eficiente.

Neste contexto biológico, os cientistas alertam para o perigo de infantilizar os jovens, ressalvando, porém, que o assumir de responsabilidades “associadas à idade adulta”, como o casamento, a paternidade e a independência económica, acontece numa fase mais adiantada da vida.

Segundo os dados de 2016 da Pordata citados pelo DN, as mulheres, em 1961, casavam-se aos 24,8 anos, ao passo que os homens casavam-se com 26,9. Atualmente, as mulheres em Portugal casam-se, em média, aos 31 anos, e os homens aos 32,8.

https://zap.aeiou.pt/afinal-adolescentes-ate-aos-24-anos-188320

Comentários

Notícias mais vistas:

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Os professores

 As últimas semanas têm sido agitadas nas escolas do ensino público, fruto das diversas greves desencadeadas por uma percentagem bastante elevada da classe de docentes. Várias têm sido as causas da contestação, nomeadamente o congelamento do tempo de serviço, o sistema de quotas para progressão na carreira e a baixa remuneração, mas há uma que é particularmente grave e sintomática da descredibilização do ensino pelo qual o Estado é o primeiro responsável, e que tem a ver com a gradual falta de autoridade dos professores. A minha geração cresceu a ter no professor uma referência, respeitando-o e temendo-o, consciente de que os nossos deslizes, tanto ao nível do estudo como do comportamento, teriam consequências bem gravosas na nossa progressão nos anos escolares. Hoje, os alunos, numa maioria demasiado considerável, não evidenciam qualquer tipo de respeito e deferência pelo seu professor e não acatam a sua autoridade, enfrentando-o sem nenhum receio. Esta realidade é uma das princip...

ADSE muda regras dos óculos: reembolso passa a ter limite anual de 180 euros

 A ADSE vai alterar as regras de reembolso dos óculos, introduzindo um teto anual de 180 euros no regime livre, mantendo a comparticipação de 80%. Deixa assim de haver limites quanto ao número de armações e lentes, que até agora eram definidos por períodos de três anos. As mudanças abrangem também exames e cirurgias, com revisão da tabela de preços da radiologia e da gastroenterologia e inclusão de novos atos, sobretudo TAC e ressonâncias magnéticas, permitindo acesso a técnicas mais avançadas sem aumento dos encargos para os beneficiários, segundo avançou o ECO. As alterações terão um impacto orçamental estimado em 15,4 milhões de euros por ano para a ADSE, sistema de proteção na doença da função pública. A revisão das tabelas de preços abrange cerca de 200 atos médicos e inclui mais de uma centena de novos códigos, sobretudo na área da radiologia, com o objetivo de atualizar os valores de referência e alargar o acesso a cuidados mais diferenciados. ADSE muda regras dos óculos: re...