Avançar para o conteúdo principal

Governo promete criar incentivos fiscais ao investimento em ações e dívida



 Reforçar os benefícios fiscais aos investidores que apliquem dinheiro em dívida e ações de empresas portuguesas e criar incentivos à entrada de empresas portuguesas em bolsa são algumas das medidas.


O secretário de Estado do Tesouro e das Finanças disse hoje que o Governo vai criar incentivos fiscais ao investimento em ações e dívida de empresas portuguesas, mas sem detalhar como o fará e quando serão postas em prática.


Na abertura da conferência anual da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), João Silva Lopes falou do programa do Governo (PSD/CDS-PP, que tomou posse no início de abril) e disse que o executivo irá dar condições favoráveis, incluindo de natureza fiscal, ao investimento do mercado de capitais.


Entre as medidas, disse que vai reforçar os benefícios fiscais aos investidores que apliquem dinheiro em dívida e ações de empresas portuguesas e criar incentivos à entrada de empresas portuguesas em bolsa.


Afirmou ainda que vai criar regimes fiscais favoráveis a empresas inovadoras, a investigação e desenvolvimento e à internacionalização.


À margem do evento, questionado sobre quando serão as medidas detalhadas e postas em prática, o governante não quis prestar declarações aos jornalistas.


Ainda na sua intervenção, João Silva Lopes considerou que o problema principal da economia portuguesa é o “crescimento anémico” dos últimos 25 anos, devido a falta de competitividade e produtividade, e que sem mais crescimento “não há melhores salários”.


A abertura da conferência designada 'Transformação digital, energética, demográfica - o papel do mercado de capitais' coube ao presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Luís Laginha de Sousa, que considerou que, apesar dos defeitos, ainda não há outro sistema melhor que o mercado de capitais que “reúna vantagens tanto para empresas como para investidores” e que o desafio em Portugal é como desenvolver este mercado.


Laginha de Sousa citou ainda um estudo recente da CMVM segundo o qual os mercados de valores mobiliários “são uma alternativa competitiva para a poupança de longo prazo”.


O estudo faz uma análise a 25 anos (1996-2021) e conclui que a rentabilidade líquida (depois de comissões, impostos e inflação) de uma aplicação de dinheiro seria maior em fundos que replicassem o índice PSI Geral do que em depósitos bancários e em dívida pública.


Laginha de Sousa considerou ainda que o “retorno podia ser mais expressivo se o índice PSI integrasse setores de grande dinamismo [da economia portuguesa] que infelizmente não estão representados”.


Governo promete criar incentivos fiscais ao investimento em ações e dívida (dinheirovivo.pt)


Comentários

Notícias mais vistas:

Aníbal Cavaco Silva

Diogo agostinho  Num país que está sem rumo, sem visão e sem estratégia, é bom recordar quem já teve essa capacidade aliada a outra, que não se consegue adquirir, a liderança. Com uma pandemia às costas, e um país político-mediático entretido a debater linhas vermelhas, o que vemos são medidas sem grande coerência e um rumo nada perceptível. No meio do caos, importa relembrar Aníbal Cavaco Silva. O político mais bem-sucedido eleitoralmente no Portugal democrático. Quatro vezes com mais de 50% dos votos, em tempos de poucas preocupações com a abstenção, deve querer dizer algo, apesar de hoje não ser muito popular elogiar Cavaco Silva. Penso que é, sem dúvida, um dos grandes nomes da nossa Democracia. Nem sempre concordei com tudo. É assim a vida, é quase impossível fazer tudo bem. Penso que tem responsabilidade na ascensão de António Guterres e José Sócrates ao cargo de Primeiro-Ministro, com enormes prejuízos económicos, financeiros e políticos para o país. Mas isso são outras ques...

Supercarregadores portugueses surpreendem mercado com 600 kW e mais tecnologia

 Uma jovem empresa portuguesa surpreendeu o mercado mundial de carregadores rápidos para veículos eléctricos. De uma assentada, oferece potência nunca vista, até 600 kW, e tecnologias inovadoras. O nome i-charging pode não dizer nada a muita gente, mas no mundo dos carregadores rápidos para veículos eléctricos, esta jovem empresa portuguesa é a nova referência do sector. Nasceu somente em 2019, mas isso não a impede de já ter lançado no mercado em Março uma gama completa de sistemas de recarga para veículos eléctricos em corrente alterna (AC), de baixa potência, e de ter apresentado agora uma família de carregadores em corrente contínua (DC) para carga rápida com as potências mais elevadas do mercado. Há cerca de 20 fabricantes na Europa de carregadores rápidos, pelo que a estratégia para nos impormos passou por oferecermos um produto disruptivo e que se diferenciasse dos restantes, não pelo preço, mas pelo conteúdo”, explicou ao Observador Pedro Moreira da Silva, CEO da i-charging...

Drones de papelão passam a integrar arsenal militar do Japão

 O Ministro da Defesa do Japão se encontrou com a equipe por trás de uma empresa que constrói drones militares de papelão, um tema que sinaliza para onde Tóquio acredita que o futuro dos equipamentos não tripulados está indo. Shinjiro Koizumi, Ministro da Defesa do Japão, realizou uma reunião com representantes da Air Kamui, uma startup que fez seu nome produzindo drones de papelão. Após o encontro, o Ministro postou sobre a troca em suas redes sociais, segundo relato do site Defence Blog. A Força de Autodefesa Marítima do Japão já usa os drones da Air Kamui como alvos aéreos, uma confirmação de que a plataforma limpou pelo menos o limite básico de utilidade militar e está operando em uma função de serviço ativo, embora seu escopo atual seja limitado. Apesar de serem feitos de papelão, os drones da Air Kamui possuem um grande valor para as forças de defesa. Eles se posicionam como uma alternativa barata, leve, biodegradável e rápida de fabricar em escala, facilitando aplicações de ...