Avançar para o conteúdo principal

IRS JOVEM | APROVADA NOVA TAXA MÁXIMA DE 15% ATÉ AOS 35 ANOS



 Medida entra em vigor a 1 de janeiro de 2025

O Governo aprovou esta quinta-feira em Conselho de Ministros a taxa máxima de 15% de IRS para todos os jovens trabalhadores até aos 35 anos. A medida vai beneficiar os contribuintes até ao oitavo escalão e entrará em vigor a partir de dia 1 de janeiro de 2025, se for aprovada pelo Parlamento.


O novo regime do IRS Jovem contempla o pagamento de um terço da taxa de imposto em vigor atualmente, até ao limite máximo de 15% para todos os rendimentos de trabalho de jovens até aos 35 anos e até ao oitavo escalão, ou seja, quem recebe até 81 199 euros brutos por ano ou o equivalente a um salário de até seis mil euros brutos mensais. O último escalão do IRS é o único não abrangido pela medida.


A taxa de IRS aplicada aos rendimentos dos jovens até aos 35 anos vai variar, então, entre os 4,4% e os 15%. Na maior parte dos casos, a taxa de imposto estará entre os 4,4% e os 8%, uma vez que a maior parte dos jovens não aufere do nível de rendimentos contemplado, por exemplo, no oitavo escalão. Ora, o que é que isto significa na prática?


A título de exemplo, um jovem que ganhe um salário bruto no valor de mil euros mensais vai conseguir poupar 941 euros por ano devido à nova medida. Para rendimentos brutos de 1500 euros, a poupança anual chega quase aos dois mil euros, segundo exemplificou a ministra da Juventude e Modernização, Margarida Balseiro Lopes, depois do Conselho de Ministros.


Mas não são apenas os jovens com rendimentos mais elevados que vão beneficiar do novo IRS Jovem. Para os contribuintes que recebam o salário mínimo de 820 euros a poupança chegará aos 890 euros por ano até aos 35 anos.


De sublinhar que, tal como acontece no atual IRS Jovem, as medidas aprovadas esta quinta-feira abrangem também os rendimentos de trabalho por conta de outrem (categoria A) e de trabalho independente/recibos verdes (categoria B).


Jovens vão poder escolher entre regime de IRS novo ou antigo

Outra das novidades partilhadas após o Conselho de Ministros é que os jovens que já estão a usufruir do atual regime de IRS Jovem vão poder escolher, a partir de 2025, entre manter-se no modelo que está atualmente em vigor ou mudar para o novo, aprovado esta quinta-feira.


O novo modelo é diferente do anterior, na medida em que o antigo prevê um benefício fiscal para os jovens que acabaram de terminar o seu ciclo de estudos, traduzindo-se num desconto do IRS e prevendo-se a isenção de 100% do rendimento durante o primeiro ano. No segundo ano, a isenção abrange 75% do rendimento, no terceiro e quarto anos é de 50% e no quinto e último ano do benefício passa para 25%.


No caso do novo modelo, é estabelecida a taxa máxima de 15%, que corresponde a um terço da taxa que seria aplicada normalmente, limite que se aplica a todos os jovens trabalhadores ativos até aos 35 anos e até ao oitavo escalão.


IRS Jovem | Aprovada nova taxa máxima de 15% até aos 35 anos (contaspoupanca.pt)


Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

China instala maior estação conversora de energia eólica offshore do mundo

Heart of Offshore Wind. D.R. A estação mede 85,5 metros de comprimento, 82,5 metros de largura e 44 metros de altura, cobrindo uma área equivalente a um campo de futebol convencional e com a altura de um edifício de 15 andares.  Pequim instalou a maior estação conversora eólica offshore do mundo no mar do Sul da China, um projeto que vai beneficiar diretamente a zona económica da Grande Baía, onde está localizada Macau, foi noticiado pela comunicação social estatal. A maior e mais potente estação conversora offshore do mundo, com o nome de "Heart of Offshore Wind", foi instalada em 23 de julho, a cerca de 100 quilómetros ao largo da costa de Yangjiang, na província de Guangdong, sul da China, informou a emissora estatal CCTV. Trata-se da primeira estação conversora offshore flexível de corrente contínua (CC) de 500 quilovolts e 2.000 megawatts do mundo. O projeto está agora na fase final de ligação dos cabos submarinos e de testes conjuntos entre as instalações offshore e em ...

Portugal com terceira maior subida do PIB na zona euro no segundo trimestre

 Na comparação com o primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,4% na área do euro e 0,5% na UE, e Portugal apresentou a quarta maior subida em cadeia (0,8%). A economia da zona euro avançou, no segundo trimestre, 1,0% e a da União Europeia (UE) 1,2%, face ao período homólogo, com Portugal a registar a terceira maior subida (2,5%), divulga hoje o Eurostat. Na comparação com o primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,4% na área do euro e 0,5% na UE, e Portugal apresentou a quarta maior subida em cadeia (0,8%). Entre os Estados-membros, os maiores crescimentos homólogos do PIB registaram-se, entre abril e junho, na Lituânia (3,8%), na Suécia (2,8%), em Portugal e na Finlândia (2,8% cada), tendo a única quebra sido apresentada pela Irlanda (-5,6%). Comparando com o primeiro trimestre, de acordo com os dados do gabinete estatístico da UE, a Irlanda (3,9%) registou o maior aumento no PIB, seguida pela Lituânia (1,7%) e pela Suécia (1,4%). As taxas de ...