Avançar para o conteúdo principal

Autarquias vão garantir terrenos para construir casas acessíveis



 Dentro de 30 dias, o Governo de Montenegro deverá apresentar a primeira versão da revisão da lei dos solos. Esta alteração vai permitir aos municípios portugueses autorizar a construção de casas com rendas acessíveis em terrenos onde antes não era possível. Em reação a este anúncio, a presidente da Associação Nacional de Municípios (ANMP), Luísa Salgueiro, afirmou que as autarquias estão “disponíveis” para garantir mais terrenos para construir casas, “desde que se garanta o cumprimento escrupuloso da lei”.


Esta quarta-feira, dia 12 de junho, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, revelou que vai apresentar, no prazo de 30 dias, a primeira versão da revisão da lei dos solos para acelerar respostas que permitam criar mais habitação acessível e a preços controlados.


O objetivo do Executivo passa, assim, por “criar melhores condições para haver mais oferta de terrenos e baixar o preço das casas, a pensar nas casas a preços acessíveis e a custos controlados para pessoas com maiores carências (…). Vamos procurar afastar os obstáculos legais para se poder aumentar a oferta de construção”, explicou Manuel Castro Almeida, ministro Adjunto e da Coesão Territorial.


Esta intenção do Governo em alterar a lei dos solos para aumentar a oferta de habitação só agora é que foi conhecida pelos municípios, revelou Luísa Salgueiro. Mas garante que da parte das autarquias esta medida é aplaudida, considerando “necessário transformar a legislação”. Por isso mesmo, as câmaras vão estar “disponíveis para garantir mais terrenos para construir, desde que se garanta o cumprimento escrupuloso da lei”, disse a presidente da ANMP citada pela Lusa.


Alteração à lei dos solos já está em debate – e vai fintar “abusos”

A ideia é que sejam os próprios municípios a decidir quais os terrenos que estão aptos para construir habitação. Claro está que terão de olhar para a legislação que está agora a ser debatida com entre o Executivo, os autarcas, a sociedade e as ordens profissionais.


Ao Governo compete, assim, “adaptar legislação para permitir aos municípios, nos casos em que eles entendam que seja razoável, alargar a capacidade construtiva. E esse trabalho de alteração da legislação já está a ser feito”, garantiu o Castro Almeida.


Com esta revisão à lei dos solos pretende-se “autorizar os municípios a construir casas em terrenos onde está proibida a construção por razões formais, por razões de um planeamento, às vezes pouco rigoroso”, detalhou ainda o ministro da Coesão Territorial. Recorde-se que é nos Planos Diretores Municipais que se define onde se pode ou não construir.


Além disso, Castro Almeida admitiu que esta alteração à lei dos solos é “um processo em que é preciso muito cuidado do ponto de vista legal para não permitir abusos no futuro”. Mas acredita que será encontrada uma “fórmula que seja rigorosa para não permitir especulações nem abusos, mas que permita às autarquias locais identificar novos terrenos aptos para construção”


Lei dos solos: municípios vão garantir terrenos para construir casas baratas — idealista/news


Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Quimioterapia com "efeitos secundários mínimos". A descoberta na luta contra o cancro que tem a mão de duas portuguesas

 Diana Fernandes e Fernanda Andrade integram a equipa de investigadores que desenvolveu um hidrogel injetável que pode estar perto de revolucionar a quimioterapia como hoje a conhecemos. Quiseram "humanizar" o tratamento e tornar "mínimos" os seus efeitos secundários. Os tumores sólidos são os alvos do tratamento, como cancro do ovário, cérebro, mama ou pâncreas É macio, injetável, biodegradável e feito com compostos naturais. São as principais características do novo hidrogel desenvolvido por investigadores do Instituto de Investigação Vall d’Hebron (VHIR) que pode simbolizar um verdadeiro ponto de viragem na luta contra o cancro. Composta por celulose e quisotano, esta formulação local funciona como um “sistema de depósito” que vai libertando o fármaco da quimioterapia “pouco a pouco, durante um longo período de tempo”, com precisão junto da zona do tumor. É o que explica à CNN Portugal a principal investigadora do projeto, Diana Fernandes, 39 anos, doutorada em T...

CRA: a lei europeia de cibersegurança que vai afetar milhares de produtos

 A União Europeia está a mudar a forma como a cibersegurança é encarada. Com o Cyber Resilience Act (CRA), a segurança deixa de ser apenas uma preocupação das organizações e passa também a ser uma obrigação diretamente associada aos produtos digitais colocados no mercado europeu. Cyber Resilience Act (CRA): a lei europeia de cibersegurança que vai afetar milhares de produtos A nova legislação estabelece requisitos obrigatórios de cibersegurança para produtos com elementos digitais, abrangendo desde software e sistemas operativos a dispositivos IoT, equipamentos conectados e determinados componentes de infraestrutura. O objetivo é simples: os produtos digitais devem ser concebidos, desenvolvidos e mantidos tendo a segurança em conta desde o início e durante todo o seu ciclo de vida. O que é o Cyber Resilience Act? O CRA é uma regulamentação europeia que estabelece requisitos de cibersegurança para produtos com elementos digitais comercializados na União Europeia. A grande mudança es...