Avançar para o conteúdo principal

Oficial | complemento solidário para idosos já não depende dos filhos e sobe para 600 euros

 


Mais de 160 mil idosos vão passar a receber no mínimo 600 euros por mês

Se tem uma reforma inferior a 600 euros, ou se conhece alguém (pais ou avós), com reformas baixas, está informação é relevantíssima. A partir de hoje já pode pedir o Complemento Solidário para Idosos (CSI) sem ter de contar com os rendimentos dos filhos e se tem uma reforma inferior a esse valor, a Segurança Social paga a diferença até atingir os 600 euros. Isto pode representar uma mudança enorme na vida destes idosos.

Conheço pessoas que recebem 350, 400 ou 450 euros por mês e que têm de escolher entre pagar contas ou levantar medicamentos na farmácia.

Este apoio já existe há vários anos, mas muitos pedidos eram recusados por um dos filhos ganhava “bem”. Bastava isso para o apoio não ser concedido. Como devem compreender, isto era muito injusto. Nem todos os filhos querem e podem ajudar os pais (até porque têm também as suas despesas e responsabilidades) e retira dignidade a um idoso que fica dependente dos filhos.

Neste momento já foi publicado em Diário da República a revogação da obrigação dos rendimentos dos filhos. Tem AQUI o documento completo. É o Decreto-lei n.º 35/2024, de 21 de maio.

Os artigos que já não existem são estes:

Artigo 5.º

Agregado familiar do requerente

1 – Na determinação do conceito do agregado familiar do requerente, considera-se que integram o mesmo agregado familiar o cônjuge ou a pessoa que com ele viva em união de facto há mais de dois anos.

2 – Não integram o mesmo agregado familiar os cônjuges que se encontrem separados judicialmente de pessoas e bens.

Artigo 6.º

Agregado fiscal dos filhos

(Revogado.)

Artigo 7.º

Solidariedade familiar

(Revogado.)

Agora com esta medida, já pode pedir ou voltar a pedir este apoio. Não fique a olhar para o céu a ver passar as nuvens. Partilhe esta informação junto de todos os idosos que têm reformas baixas.

Atenção que apesar da revogação da questão do rendimento dos filhos, todas as outras mantêm-se:

Artigo 7.º

Rendimentos a considerar

a) Rendimentos de trabalho dependente;

b) Rendimentos empresariais e profissionais;

c) Rendimentos de capitais;

d) Rendimentos prediais;

e) Incrementos patrimoniais;

f) Valor de realização de bens móveis e imóveis;

g) Pensões;

h) Prestações sociais que não sejam de atribuição única;

i) Valor da comparticipação da segurança social, sempre que os elementos do agregado familiar do requerente se encontrem institucionalizados ou utilizem equipamentos sociais, geridos por entidades públicas, privadas ou do setor da economia social;

j) Uma percentagem do valor do património mobiliário e imobiliário;

l) Transferências monetárias ou bancárias de pessoas singulares ou coletivas, públicas ou privadas, a favor dos elementos do agregado familiar do requerente.

Ou seja, praticamente tudo entra como rendimentos na altura de fazer as contas a se recebem menos de 600 euros por mês. Se tem rendas ou outros apoios, isso conta. Se verificar que está nessa situação, peça este apoio com urgência. Para além do dinheiro até chegar aos 600 euros por mês, tem direito a apoios da farmácia muito importantes como medicamentos grátis (apenas os de receita médica).

CSI passa para 600 euros

Foi também publicada hoje (quarta-feira) em Diário da República a Portaria que aumenta a prestação mensal do Complemento Solidário para Idosos para 600 euros. Estava atualmente nos 550 euros. É um aumento de 9%.

Artigo 3.º

Atualização do valor de referência do complemento solidário de idosos

O valor de referência do complemento solidário para idosos é atualizado em € 600, fixando-se o seu valor a partir de 1 de junho de 2024 em € 7208, correspondendo a uma atualização de 9,1 %.

Estive a falar com o Secretário de Estado da Segurança Social e ele explicou que quem já tem o CSI não tem de fazer rigorosamente nada. Basta aguardar pelo próximo apoio e o valor já será o atualizado.

Neste momento já há 140 mil pessoas a receber este apoio e o Governo espera receber nos próximos meses mais 25 mil pedidos que preencham os requisitos.

Medicamentos grátis para 165 mil idosos 

A gratuitidade dos medicamentos sujeitos a prescrição médica entrará em vigor em 1 de junho. A partir dessa data, esclareceu Luís Montenegro, os beneficiários poderão levantar os medicamentos na farmácia “sem efetuar nenhum pagamento”. 

O CSI é um apoio mensal pago em dinheiro aos idosos em situação de pobreza. São elegíveis os cidadãos com mais de 66 anos e com rendimentos anuais inferiores ou iguais a 7.208 euros (menos de 600 € por mês). 

O primeiro-ministro reiterou que o Governo mantém o objetivo de que o valor de referência do CSI atinja os 820 euros na legislatura, mas admite antecipá-lo.


OFICIAL | Complemento Solidário para Idosos já não depende dos filhos e sobe para 600 euros (contaspoupanca.pt)


Comentários

Notícias mais vistas:

Drones russos atingem dois navios civis no mar Negro

Drones russos atingiram dois navios civis com bandeira estrangeira no mar Negro na noite de quinta-feira, segundo as autoridades ucranianas. De acordo com Oleksii Kuleba, vice-primeiro-ministro ucraniano responsável pela Reconstrução, os drones atingiram um navio com bandeira de São Cristóvão e Neves e outro com bandeira panamiana, causando um morto e cinco feridos. Um dos marinheiros feridos está em estado crítico, adiantou Kuleba. "É mais uma prova de que a Rússia trava uma guerra contra a liberdade de navegação, o comércio internacional e a segurança alimentar global", escreveu. O governador da região ucraniana de Odessa, Oleh Kiper, afirmou que os navios já retomaram a marcha. Os ataques ocorreram numa vaga de ofensivas russas durante a noite em várias zonas da Ucrânia. Kiper acrescentou que ataques no sul da região de Odessa provocaram um incêndio num parque de camiões, que matou uma pessoa e feriu outras quatro. Pelo menos quatro pessoas ficaram ainda feridas noutro ata...

"Afastados da realidade": ataques da Ucrânia estão a esgotar a paciência até àqueles que sempre estiveram ao lado de Putin

Coluna de fumo na refinaria de petróleo de Moscovo da Gazprom Neft - Anadolu  Mais de quatro anos depois do início da invasão em larga escala da Ucrânia, a estratégia de Vladimir Putin de manter a guerra afastada do quotidiano da população começa a revelar os seus limites. Pela primeira vez em vários anos de guerra, até algumas das vozes mais nacionalistas e pró-guerra da Rússia começam a admitir que aquilo que os russos veem "com os próprios olhos" já não coincide com a narrativa oficial de que "está tudo bem" A guerra que Vladimir Putin tentou manter à distância dos russos está a chegar cada vez mais ao interior do país e a tornar-se impossível de esconder. A conclusão é do mais recente relatório do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), que considera que a intensificação dos ataques ucranianos em profundidade está a expor "as fraquezas da Rússia e a incapacidade de defender a sua população", ao mesmo tempo que coloca o Kremlin perante um dilema: como ...

Governo quer impor limite de 70 km/h fora das localidades!

  As decisões que afetam o nosso dia a dia na estrada dão sempre muito que falar, e esta não é diferente. Aliás, a novidade que acabou de sair dos escritórios do Executivo promete deixar muitos condutores à beira de um ataque de nervos. Afinal de contas, o Governo colocou em consulta pública a nova Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária, batizada de Visão Zero 2030, e as propostas para mexer nos limites de velocidade são drásticas. Quem anda nas estradas portuguesas sabe que o limite geral fora das localidades está fixado nos 90 km/h. Pois bem, se esta estratégia avançar como está desenhada, vais passar a ter de circular a 70 km/h em qualquer estrada secundária de dois sentidos que não tenha um separador central físico a dividir as faixas. É algo que não faz muito sentido. Os carros estão cada vez mais seguros, e a velocidade baixa? A meta dos zero mortos em 2050? 30 km/h dentro das vilas e 70 km/h fora O grande objetivo por trás deste travão de mão é ambicioso. A mortalidade ...